segunda-feira, 27 de abril de 2009

DESEMPREGO EM VILA VIÇOSA: EXPLOSÃO DESCONTROLADA

O CRESCIMENTO DO DESEMPREGO ASSUSTA VILA VIÇOSA
GOVERNO E CÂMARA DEVEM ACTUAR RAPIDAMENTE


No Notícias Alentejo:




O desemprego no concelho de Vila Viçosa cresceu 54% no primeiro trimestre de 2009, afectando já 290 pessoas com 201 novas inscrições no Centro de Emprego do IEFP desde Janeiro.

O desemprego no concelho (+17% que em 2005) aumentou a duração (+35% DLD), afectando sobretudo o sexo masculino (+79%), os jovens que procuram o primeiro emprego (+67%), mesmo que qualificados com o ensino secundário, sendo estes 30% dos desempregados do concelho.

Pior ainda é a situação dos jovens com qualificações superiores, que regressaram ao concelho de Vila Viçosa após os estudos, mas não conseguem encontrar emprego: +140% em 4 anos de governação socialista.

A ameaça de agravamento do desemprego, devido à crise financeira e económica, exige uma intervenção urgente do Governo no “cluster” da Pedra Natural, à semelhança dos planos já anunciados para outros sectores (automóvel, madeiras, …), por se tratar de um sector de vocação exportadora e predominante na Zona dos Mármores, nomeadamente no emprego, cuja manutenção carece de apoio urgente às unidades produtivas do sector extractivo e transformador.

Também a Câmara Municipal poderá desempenhar um papel mais activo, concebendo políticas públicas locais que absorvam as verbas financeiras do QREN e dos PO’s Temáticos e Regional, sobretudo nas áreas relacionadas com a dinamização da actividade económica e a criação de emprego, montando parcerias estratégias com entidades públicas, associativas e privadas, desenvolvendo estratégias de eficiência colectiva que permitam contrariar os efeitos da crise sobre a indústria, o comércio, a hotelaria e a restauração do concelho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

MOTIVAÇÃO DA CANDIDATURA À CÂMARA DE VILA VIÇOSA

Uma Candidatura PELO RENASCER DO ORGULHO CALIPOLENSE - não comprometida com o presente, nem responsável pelo passado, que quer vencer o desânimo e a estagnação.

Por uma nova dinâmica para uma alternativa aos protagonistas que presidem à Câmara há 12 anos consecutivos (PS e CDU), é preciso:

  • Influenciar a construção do futuro de Vila Viçosa, na relação com a Região, o País e a Europa;
  • Prosseguir uma missão de serviço público, colocando ao serviço do interesse comum as capacidades individuais;
  • Não entender a política como veículo de promoção pessoal;
  • Aproveitar a oportunidade de contribuir para a construção de um futuro mais risonho para os nossos filhos;
  • Colocar ao serviço do futuro colectivo uma sólida carreira profissional e experiência acumulada em contextos mais vastos e complexos que pode ser mobilizável para uma causa - a construção de um futuro melhor;
  • Dar um público contributo da experiência adquirida ao longo da vida ao Concelho onde praticamente nasci e cresci desde os poucos meses de idade, estudei e residi, do qual sempre estive próximo.



Pela Vila MAIS Viçosa, o COMPROMISSO ELEITORAL do PSD COM OS CALIPOLENSES parte das preocupações resultantes da identificação das necessidades e anseios das pessoas, das empresas e das instituições, a partir dos quais construiremos a nossa perspectiva de trabalho e intervenção, apontando o que consideramos serem os melhores caminhos para contornar e resolver os problemas, tendo em conta que os mesmos configuram desafios múltiplos, para os quais nos cabe construir soluções.

Em breve:

Desafios de Vila Viçosa à distância de um ciclo de 3 mandatos autárquicos

domingo, 19 de abril de 2009

O MEU VOTO PARA QUEM SE INTERESSA POR VILA VIÇOSA


Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições europeias, visitou Vila Viçosa em trabalho em Novembro de 2008, acompanhado de extensa comitiva parlamentar, por ocasião das jornadas parlamentares do PSD que se realizaram em Évora.

Para os que não querem recordar a diferença entre o PSD que se tem preocupado com as dificuldades das empresas e da economia calipolense e os Membros do Governo que passam na variante a VV, a caminho de inaugurações de palacetes nos concelhos vizinhos, deixamos os links para o que em tempos foi destacado: aqui e aqui.

sábado, 18 de abril de 2009

SEMANA SANTA

O movimento de Vila Viçosa no final da Semana Santa de 2009:



Iniciativas no âmbito da Semana Santa, noutras localidades de Portugal:







Movimento no início da Semana Santa de 2009, numa pequena cidade espanhola que não tem o privilégio de acolher a padroeira do seu país.






CONTRIBUTOS DO GOVERNO PARA ALIVIAR A CRISE


As câmaras municipais de todo o país estão a estudar processos individuais contra o Estado português por causa da nova Taxa dos Recursos Hídricos (TRH).

O DN sabe que é essa a recomendação da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), numa nota interna de 30 de Março, à qual tivemos acesso, face ao facto daquela taxa ter entrado em execução no mês passado.

As Administrações de Região Hidrográfica, organismos da tutela do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, começaram a notificar os municípios em Março para estes procederem ao pagamento da TRH, prevista na Lei da Água, aprovada em Dezembro de 2005. Face a isto, a ANMP analisou o tema e pediu aos seus especialistas jurídicos uma resposta ao Governo, que vai no sentido de esticar a corda. A associação decidiu aconselhar a que "as câmaras municipais remetam para os tribunais a decisão relativa ao pagamento da taxa em causa".

A ANMP explica até qual o procedimento a ser seguido: "deverão as câmaras municipais, num primeiro momento, contestar junto das ARH as notas de liquidação enviadas por estas entidades, de forma a evitar-se o reconhecimento de tais dívidas". De seguida, explica ainda a associação, "às câmaras municipais cabe também a possibilidade de recorrerem directamente aos tribunais para a apreciação da legalidade e exigibilidade da cobrança deste tributo". Se a opção for logo esta, diz a ANMP que a liquidação da taxa seria "imediatamente impugnada".

Para chegar a esta posição, a Associação Nacional de Municípios escudou-se num parecer que o constitucionalista Gomes Canotilho fez sobre a Taxa de Gestão de Resíduos (ver em baixo). Segundo a ANMP há "determinadas características" que são similares nos dois casos, "uma vez que tal taxa visa, igualmente, compensar custos administrativos - manifestando uma função retributiva -, bem como promover objectivos de índole ambiental, revelando uma função extrafiscal".

Para a ANMP, a Taxa dos Recursos Hídricos "é um imposto ambiental" porque "consubstancia uma contribuição financeira que poderá revelar uma inconstitucionalidade orgânica". Como lembra Artur Trindade, secretário-geral da ANMP, "a criação desta taxa não foi 'autorizada' pelo Parlamento".

Ao DN, fonte oficial do Ministério do Ambiente reconhece já ter tido "ouvido falar na possibilidade das câmaras entrarem numa iniciativa dessas". Na equipa do ministro Francisco Nunes Correia "não há ainda conhecimento oficial" da nota interna que o DN agora revela, mas existe já uma "certa preocupação com isso". Segundo aquela fonte, o Ministério do Ambiente tem mantido conversações com a ANMP sobre esta matéria e já reconheceu que "a taxa carece de alterações e ajustamentos. Em alguns casos, a taxa pode estar sobredimensionada". Um exemplo disso serão os clubes náuticos e outro tipo de associações privadas e recreativas, que estarão com taxas demasiado elevadas.

Artur Trindade, o operacional da associação, afirma que a posição assumida "é política e para ser levada até ao fim". O secretáriogeral da ANMP sustenta que "a água é um bem de todos e, ao sobrecarregar as câmaras, o Estado está a sobrecarregar os consumidores por via indirecta. Não nos preocupamos só com os orçamentos municipais, mas também com os orçamentos familiares". Segundo Trindade, em alguns municípios, como Castelo Branco, a taxa poderá chegar aos sete euros por metro cúbico de água.

Constitucionalista fez o parecer

No parecer que serviu de base à contestação ao Governo, José Joaquim Gomes Canotilho alerta para o facto da Constituição consagrar "três categorias tributárias: impostos, taxas e demais contribuições financeiras a favor de entidades públicas". Sucede que, diz o constitucionalista, com a revisão de 1997 foram introduzidas as contribuições financeiras a favor de entidades públicas, mas até à data a Assembleia da República ainda não aprovou o respectivo regime geral.

Perante isto, Gomes Canotilho garante que há uma "inconstitucionalidade por omissão, como ainda a inconstitucionalidade orgânica dos tributos criados pelo Governo, ainda que sob a forma de acto legislativo". O professor catedrático da Universidade de Coimbra reforça a ideia dizendo no parecer que "a inexistência de lei-quadro parlamentar para as contribuições especiais dita a respectiva inconstitucionalidade orgânica quando as mesmas não possam ser reconduzidas a uma estrutura bilateral/retributiva que as aproxime do regime jurídico das taxas".

Ora, a ideia da ANMP é esta: "O imposto da água é para justificar e pagar gastos em entidades públicas", garante ao DN Artur Trindade, secretário-geral da associação e braço-direito de Fernando Ruas.

Francisco Almeida Leite, publicado a 2009-04-11 às 01:35

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1198980