Após o anúncio das medidas de austeridade que, pela 3ª vez, o governo socialista aprova para tentar remediar as graves consequências da sua desastrosa governação e do alheamento da realidade que conduziu à urgência e profundidade das medidas tomadas, resta saber se a escola socialista da incompetência governativa já ganhou seguidores na Câmara de Vila Viçosa.
Para já, ficámos a saber que Vila Viçosa pode dizer adeus à construção do novo Centro de Saúde. Resta saber o que farão os novos autarcas eleitos pelo PS há 1 ano, na defesa do concelho, pela construção deste equipamento em troca de outros menos urgentes que se preveja agendar num PIDDAC que vai sofrer uma corte violentamente superior ao deste ano, que já foi bastante prejudicial para o Alentejo e, especialmente, para Vila Viçosa. No Alandroal, foram os autarcas a sair à rua. Por aqui, fazem favores a Sócrates e ficam em casa, como se os valores humanistas e católicos se subjugassem e rendessem de um momento para o outro ao perfume do poder?
Para além da receita municipal ter sofrido este ano, como em todos os municípios, uma quebra significativa, o Governo acaba de anunciar a redução em 20% de transferências para as autarquias em 2011, apesar de as câmaras municipais terem assumido este ano um conjunto de encargos que vão ficar para o próximo ano, como a contratação de pessoal para as competências de educação transferidas para o plano local.
Ora, perante este cenário, será que se mantém o delírio e a irresponsabilidade (tal qual "aluamento" do Ministro das Obras Públicas quando continua a anunciar a continuidade do TGV e do Aeroporto, horas antes das medidas de austeridade) da construção de uma ópera em pedreira, cujo espaço já mudou de localização por dificuldades de financiamento, como se tal fosse decisivo e importante para compensar a população calipolense dos agravos do governo sobre a sua qualidade de vida, ou para a competitividade da economia local e para a criação de emprego.
Cabe à oposição, no palco mais aberto e oportuno (pela diversidade da representação partidária) que é a Assembleia Municipal, em especial ao PSD, fazer bem as contas sobre o orçamento de 2011 que venha a ser apresentado pela Câmara, tendo presente os níveis de execução orçamental do corrente ano, quer do lado da despesa, quer do lado da receita.
Cabe ao PSD estar efectivamente presente para votar, honrando com a sua presença a confiança que os eleitores nele depositaram, não permitindo em Vila Viçosa, a palhaçada irresponsável da desgovernação socialista que conduz o país ao abismo.
Em Vila Viçosa temos a obrigação de ser mais pragmáticos e menos calculista, porque não há condicionamentos eleitorais nem espaço para delírios socialistas que já conhecemos e pagamos todos os dias desde há 15 anos.



