sábado, 25 de dezembro de 2010

SUGESTÃO PARA PRENDA DE NATAL DA CÂMARA AOS CALIPOLENSES

Decorrente das dificuldades financeiras da gestão socialista, a Câmara Municipal de Alandroal está a proceder á alienação, em hasta pública, de um Comboio Turístico com 28 lugares, partindo da base de licitação de 40.000€.

A Câmara de Vila Viçosa não poderia fazer alguma oferta para ajudar os nossos companheiros autarcas do Alandroal a pagarem os salários aos funcionários da autarquia? Vá lá, a Câmara de Vila Viçosa até poderia beneficiar de alguma vantagem sobre outros licitadores, dado que alguns elementos do actual executivo conhecem bem o produto em alienação e as suas características. Verdade?

COMENTÁRIOS DE PESSOAS QUE NÃO MERECEM TAL ESTATUTO

Anónimo disse...
Há dias vi a parede caida junto á parede da antiga Sofal e pensei que tinha sido ruinas da chuva. Afinal vim a saber depois que era o inicio das obras do novo Centro de SAUDE DE vILA Viçosa.Finalmente e depois de 12 anos de gestão Comunista bastou um ano para iniciarem as obras. Agora o PSD tambem tem que rever as colocação dos cartazes.
20 de Dezembro de 2010 15:53

 
O PSD faz, em Vila Viçosa e no distrito de Évora, oposição responsável, às Câmaras Municipais do PS e da CDU e ao Governo do PS, sempre pautando a sua intervenção pela subordinação do interesse partidário ao interesse público.
 
Ao contrário, outros cegam totalmente na ambição de conquista e conservação do poder.
 
Que para alguns partidos, para os seus dirigentes e militantes vale tudo e de tudo são capazes (vem a propósito o provérbio político adaptado: partidos constituídos por 2 tipos de pessoas, os totalmente incapazes e os que são capazes de tudo), já tínhamos testemunhado e, se dúvidas houvesse de que na nossa terra é feita da mesma massa muita gente que por aí anda agarrada ao poder para se sentirem como alguém que nunca foram antes nem nunca seriam, eis o belo exemplar de comentário que nosso blog surgiu, anónimo como é típico dos covardes imbecis, colocado no post sobre os cartazes que o PSD colocou em Vila Viçosa na avaliação de 1 ano de mandato do PS na autarquia.
 
Para os arrogantes, só um comentário deste tipo faz sentido, sobre a oposição que, na opinião de alguns desses dementes, não deveria existir, porque lhes mostra todos os dias a sua incompetência e a sua falta de algo que não se adquire em qualquer independente escola privada ou comprando por influência os diplomas: a inteligência.

É incompreensivel um comentário anónimo que justifica a construção de um Centro de Saúde em Vila Viçosa apenas depois de o PS ganhar as eleições autárquicas em 2009, dando a entender que o Partido Socialista instrumentalizaria as necessidades de assistência na saúde dos calipolenses, manipulando a resposta governativa à satisfação dessa necessidade, em função da orientação de voto dos mesmos.
 
Ou seja, pelo sentido do comentário, tivesse o PS saído vencedor nas eleições autárquicas de 2005 em Vila Viçosa e já os calipolenses teriam visto construído o Centro de Saúde pelo qual clamam há anos, logo de seguida.
 
Palavras para quê? Para este comentador anónimo só temos umas, bem simpáticas, neste dia de Natal: só uma GRANDE BESTA  terá sido responsável por tal comentário, não uma pessoa, que se considere digna desse estatuto. Não sabemos a que Partido Político esteja associado, mas é lógico que sejamos levados a pensar o que escrevemos, pois foi o comentador a invocar um certo partido politico.
 
Tenham vergonha e, principalmente, RESPONSABILIDADE. Porque com a saúde das pessoas, nem se brinca, nem se joga politicamente.

sábado, 4 de dezembro de 2010

CÂMARA SOCIALISTA: O GRAU ZERO DA ANIMAÇÃO CULTURAL

O blog Autárquicas em Vila Viçosa deu o mote para uma discussão que nos parece bem pertinente e oportuna na altura das comemorações da restauração da independência de Portugal.
post, com o qual concordamos na sua maioria, surge antes pelo facto de essas comemorações mais uma vez continuarem ausentes da programação cultural da CM de Vila Viçosa.
Ora, sobre as oportunidades desperdiçadas nesta matéria e associadas a este assunto, guardámos em tempos um artigo de opinião que apesar de ser de 2007, continua actual e deixa algumas pistas ao PS que ganhou a Câmara sem saber como e sem estar à altura, fazendo questão de nos confirmar isso todos os dias, através da fraquíssima inicitaiva em áreas com tanto potencial como a cultura.
Aqui vai e, não digam que o PSD não contribui.

Nos últimos dias, tive ocasião de falar com vários jovens sobre o significado do dia 1.º de Dezembro, tendo constatado que o desconhecimento sobre o assunto é relativamente generalizado.
No dia 2 de Dezembro, no dia seguinte ao feriado, folheei os jornais diários procurando algo sobre as Comemorações do 1.º de Dezembro e a única coisa que encontrei foi, no Diário de Notícias, uma foto com legenda sobre uma “manifestação nacionalista” - presumo que de um agrupamento de extrema-direita – referindo a legenda a existência de comemorações oficiais, sem, contudo, especificar onde se realizaram e em que consistiram.
As minhas recordações sobre as Comemorações do 1.º de Dezembro são também ténues e referem-se a desfiles na Praça dos Restauradores, em Lisboa. Penso, no entanto, que cabe perguntar se faz sentido haver um feriado em que nada acontece e relativamente ao qual parte da população – diria que sobretudo os segmentos mais jovens – nem sabe a que se refere?
Num mundo mediático, onde muito se vive de eventos e imagens, é natural que os jovens não tenham sequer ideia sobre o significado de uma longínqua restauração de uma independência perdida em séculos distantes que, aparentemente, nada têm em comum com as preocupações no horizonte contemporâneo.
Mas a globalização e a integração europeia exigem ainda maior necessidade de afirmação nacional, o que se configura como um dever para com aqueles que, ao longo de quase 900 anos, se bateram por um país independente. Na verdade, desde a conquista do território, até aos sucessivos momentos em que a independência esteve em perigo como na crise de 1383-1385, no período de regência do Prior do Crato, nas guerras da Restauração ou nas invasões francesas, milhares destes portugueses pagaram a independência com a própria vida.
No caso de um feriado laico como este, penso que cabe ao Estado a responsabilidade de manter viva a data, em primeiro lugar reintroduzindo-a com outra importância nos manuais escolares mas também através de eventos que estimulem a participação popular e que, de uma forma moderna e apelativa, possam constituir um motivo de interesse para várias gerações. 
Qual pode ser, então, o papel do Marketing em situações como esta? Num contexto de uma crescente sofisticação que pode ser posta ao serviço da captação e da mobilização da sociedade civil, nomeadamente os jovens, para as causas e valores nacionais, o Marketing da História pode ter um papel determinante estimulando o interesse pela revisitação de marcos importantes do nosso passado:
– Analisando a percepção dos jovens sobre este tipo de acontecimentos;
– Identificando e prescrevendo o tipo de iniciativas que mais eficazmente podem permitir o conhecimento e a adesão destes segmentos;
– Concebendo uma estratégia coerente de médio e longo prazo, para desenvolver uma correcta percepção sobre os valores que devem estar associados à noção do País;
– Implementando um conjunto de medidas e acções susceptíveis de mobilizar a população neste domínio.

Se, além do reforço desta ideia nos programas escolares – e já é tempo de perdermos os complexos que associam as comemorações da Restauração ao Antigo Regime! – se realizassem eventos (como, por exemplo, uma “reconstituição histórica do 1º de Dezembro” com intervenção actores carismáticos junto de uma população juvenil, concursos e jogos de televisão sobre o tema, eventos musicais em ambientes de época), seria, porventura, menos provável que no dia seguinte ao do feriado do 1º de Dezembro, os jornais nada referissem de relevante sobre esta data e respectivas comemorações e os jovens desconhecessem o seu significado.
Espero muito que Portugal, uma das mais antigas nações da Europa, se mostre capaz de manter sua identidade nacional e não seja “engolido” numa lógica iberista, o que tornaria necessário um novo 1640. (...)