segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A ANIMAÇÃO COMERCIAL, PODERIA MELHORAR, PELO MENOS NO NATAL


A localização geográfica de Vila Viçosa, no eixo comercial de Lisboa/Évora-Badajoz acarreta à localidade um conjunto de constrangimentos ao nível da actividade comercial, que se prevê virem a crescer nos próximos anos, aquando da prevista construção de 2 espaços comerciais de grandes dimensões (dimensão regional) que exercerão sobre a população calipolense forte efeito de atracção: um em Évora e outro em Badajoz.





Ainda assim, ou por isso mesmo, há que preparar antecipadamente algumas medidas que permitam diminuir os constrangimentos e efeitos nefastos sobre o comércio local desses acontecimentos que se sabe virão a ocorrer, jogando essencialmente com o que se reconhece poderem constituir os elementos diferenciadores e individualizados, específicos de Vila Viçosa, que possibilite apresentar atractivos que outros não possuem, com reflexos ao nível comercial nos estabelecimentos existentes.



Para além de constrangimentos, a localização geográfica gera igualmente um lote de oportunidades para Vila Viçosa cujo limite de aproveitamento é apenas constituido pela criatividade e capacidade de empreendedorismo autárquico, na geração de eventos que atraiam visitantes que, durante todo o ano, mas em especial durante o mês de Dezembro se deslocam no eixo Lisboa-Badajoz.




O que é possível observar de actividade da CM em época natalícia, com objectivo de dinamização comercial, passa pela colocação de um presépio à escala humana na Praça (Av. Bento de Jesus Caraça), iluminação de algumas laranjeiras, iluminação da rua de Cambaia (Rua Dr. Antonio José de Almeida) e nada mais.

De fora ficam outras artérias comerciais como a rua do Hospital (Rua Gomes Jardim) e a Rua Florbela Espanca. Para além de se poder encarar nesta matéria medidas de impacto mais duradouro como o encerramento definitivo ao trânsito da Rua do Hospital com eventual alargamento do passeio até à Igreja da Misericordia, na verdade ficam por realizar algumas iniciativas que exigiriam maior criatividade por parte da CM, capacidade negocial com outras entidades (ex. da Fundação da Casa de Bragança), bem como envolvimento da população em geral e dos comerciantes em particular.


A localização do presépio na encosta do castelo com iluminação adequada, a iluminação dos pinheiros junto à muralha do castelo e uma iluminação criativa de toda a muralha, com amplos atractivos de visibilidade nocturna em termos de raio de acção, porderiam constituir factores de destaque durante todo um mês que aproveita ainda mais do facto de ocorrerem em Vila Viçosa as celebrações religiosas marianas.

Enfim, quem sabe se no próximo ano ou nos seguintes poderemos ver concretizadas soluções mais criativas e originais ...

sábado, 20 de dezembro de 2008

O "TRIÂNGULO DOS MÁRMORES" NÃO PODERIA TER MAIOR PROTAGONISMO?

Apesar do destaque sobre actividades pontuais no portal do município de Vila Viçosa, algumas notícias recentes sobre o Corredor Azul (Rede Urbana para a competitividade e inovação), na qual o mesmo está envolvido justificam nota de reforço neste espaço.

15-out-2008
Os municípios e entidades públicas e privadas que integram o “Corredor Azul”, nova rede urbana para a competitividade e inovação, criada ao abrigo da Política de Cidades Polis XXI – redes urbanas para a competitividade e a inovação, reuniram-se no passado dia 10 de Outubro e aprovaram o seu Programa Estratégico para a Competitividade e Inovação.
O Conselho Estratégico do “Corredor Azul”, composto pelos elementos que compõem a rede, assinou o Pacto para a Competitividade e Inovação, comprometendo-se a respeitar e a cumprir a proposta do Programa Estratégico para a rede, desenvolvido pela empresa Augusto Mateus & Associados.
O Programa Estratégico da Rede “Corredor Azul” contempla quatro prioridades estratégicas, designadamente: a Atractividade Empresarial, que será gerida na rede pela Sociedade do Parque Industrial de Vendas Novas; o Conhecimento e a Investigação, a cargo da Câmara Municipal de Sines e da Universidade de Évora; a Promoção da Criatividade na Actividade Urbana, da responsabilidade da Câmara Municipal de Elvas; e a Governança da Rede, administrada pela Câmara Municipal de Évora e pela ADRAL- Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.
Aprovado o Programa Estratégico, cabe agora à Câmara Municipal de Évora, enquanto líder da rede, a apresentação da candidatura ao Eixo 2 do programa de financiamento INALENTEJO - Programa Operacional Regional Alentejo 2007/2013, até ao dia 17 de Outubro.
O Programa Estratégico terá como objectivo a concretização de um vasto conjunto de operações, no prazo de 4 anos, directamente associadas ás já mencionadas prioridades estratégicas, com um investimento elegível máximo de 10 milhões de euros.
Recorde-se que a Rede “Corredor Azul” é formada pelos municípios de Évora, Arraiolos, Borba, Elvas, Estremoz, Montemor-o-Novo, Santiago do Cacém, Sines, Vendas Novas e Vila Viçosa e outras 8 entidades parceiras: IEFP, Universidade de Évora, Escola Superior Agrária de Elvas, ADRAL, Cevalor, Fundação Alentejo, Sociedade do Parque Industrial de Vendas Novas e Administração do Porto de Sines.

Esta acção, que decorreu no âmbito do Ciclo Temático (C&I) “Inovação e Internacionalização em Produtos Tradicionais”, teve lugar no auditório deste estabelecimento de ensino e procurou, uma vez mais incentivar o forte envolvimento dos parceiros públicos, privados e associativos no desenvolvimento desta rede, cujo Programa Estratégico foi aprovado e candidatado recentemente.
(...)
A realização destas Acções Preparatórias, que culminou ontem em Elvas, permitiu, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto D’Oliveira, “a partilha e transferência de conhecimento entre parceiros, estimulando a reflexão estratégica em torno do território “Corredor Azul”. Esta reflexão deu origem à concepção de um Programa Estratégico com um horizonte de quatro anos que inclui operações comuns estruturantes às 11 Cidades e aglomerados num investimento previsível de 10 milhões de euros”.
Segundo o autarca eborense, “a Visão Estratégica definida estabelece a conectividade com o conceito base da Rede Urbana Corredor Azul. É a conectividade que promove e amplia o estabelecimento de interacções que permitem, de uma forma articulada, o desenvolvimento de sinergias, complementaridades ou ganhos de escala sobre as Cidades e os territórios que são por elas organizados e estruturados”.
“Estas interacções podem ser de natureza material ou imaterial, isto é, respectivamente, recursos, infraestruturas e equipamentos, e conhecimento, tecnologia, competências, propriedade intelectual, organização e gestão da rede ou comunicação – assumindo que a articulação entre as dimensões materiais e imateriais constitui um requisito de sucesso da Rede Urbana”, referiu ainda.

Projecto “Corredor Azul” pretende gerar oportunidades através de investimento no Alentejo
Terça, 25 Novembro 2008 12:06
A última sessão preparatória da rede Corredor Azul decorreu na Escola Superior Agrária, em Elvas, sob o tema "Inovação e Internacionalização em Produtos Tradicionais".

A conferência dedicada à internacionalização de produtos regionais certificados permitiu divulgar uma das potencialidades da região, havendo já vários produtos concorrentes.
A problemática dos produtos tradicionais no âmbito da sua comercialização e internacionalização bem como toda a actividade económica são factores "importantes" para Luís Cavaco, director-geral da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL). Como membro do Corredor Azul, a Agência considera que na área dos produtos tradicionais "há uma nova perspectiva no Alentejo", a nível das frutas, do azeite e do vinho.
Para além daquilo que é o formato do Corredor Azul, um dos objectivos do debate centrou-se na "esperança" que um conjunto de produtos constitui para a região. Assim, esses mesmos produtos ligados à agricultura alentejana podem ser aplicados em outras explorações".
De acordo com o responsável, não existem dificuldades em exportar os bens "para qualquer local" dando o exemplo do empresário espanhol, Atanasio Naranjo, que explicou na sua intervenção a facilidade em colocar os produtos frutícolas, nos continentes da América do Sul e da Ásia justificando a actividade económica como "global".
Luís Cavaco realçou a importância do envolvimento dos agentes pertencentes à rede urbana no sentido de se "criar massa crítica para que se forme uma intervenção mais sólida a nível económico, naquilo que é a exportação e a venda dos nossos produtos".
O líder da rede, José Ernesto Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Évora, sublinhou que a certificação de qualidade dos produtos regionais constitui uma "alavanca" capaz de gerar mais-valia e riqueza para desenvolvimento para a economia regional.
No que diz respeito à exportação dos produtos, o edil eborense menciona que "há sempre dificuldades, mas acima de tudo devemos torná-los em produtos comerciais de excelência e gerador de oportunidades de negócio. Numa escala de maior produção podem constituir-se como verdadeiros valores para a economia regional".
O autarca deu ênfase à promoção das potencialidades da região para ancorar empresas, no território, que aproveitem a porta marítima de Sines que permite a internacionalização; a plataforma logística de Vendas Novas como elo de ligação entre o interior e Lisboa. Além dos dois exemplos supracitados, nomeou a cidade de Évora, direccionada para a vertente turística complementada com o património histórico e científico através da Universidade; a zona dos mármores e, também, a cidade raiana de Elvas pela plataforma de negócios transfronteiriça.
(...)
O arquitecto Fernando Rosa, em representação da Direcção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), referiu que se trata de uma parceria "difícil" tendo em conta "vicissitudes" que o poder local atravessa e, também, pelo número de municípios em torno do projecto.
No entanto, Fernando Rosa destaca a "coerência e a qualidade" do Corredor Azul no âmbito do desenvolvimento interno da região, das afinidades territoriais e do trabalho conjunto entre as entidades envolvidas.

ESPECIALISTAS DÃO RAZÃO AO PSD

Pode ouvir-se desde as 12.00 horas, na TSF, em directo, um programa radiofónico sobre o património histórico e monumental de Vila Viçosa (arquitectónico, militar e religioso), reunindo vários especialistas (nomeadamente historiadores) e o actual Presidente da Câmara Municipal que aponta o número aproximado de 100.000 visitantes por ano àquela vila, incluindo uma boa fatia do turismo religioso (que o mesmo Presidente indica estar a ser estimulado pela autarquia.

O curioso do debate, menos centrado nas valências do património, do ponto de vista da fruição cultural (incluindo a turística), são os reparos bastante contundentes de alguns dos especialistas participantes, relativamente à falta de articulação institucional para dar visibilidade a tal património.

Um desses reparos refere-se precisamente ao facto de a muralha do castelo estar escondida da vista dos visitantes, tal como nós chamámos a atenção neste espaço, aqui e aqui.

Não se trata de dizer mal, mas de constatar uma situação estranha e incompreensível para os calipolenses. Mais estranho ainda, o facto de o Presidente da Câmara, durante o debate em causa, a tais reparos e desfios de iniciativa de articulação institucional para descobrir a face da muralha agora escondida ter dito, nada, antes preferindo lançar já os eventos culturais que a CM vai desenvolver no próximo ano, em clara pré-campanha eleitoral, que aproveita, como é natural.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

BOA NOTÍCIA. SERÁ DESTA?


A notícia refere que:

O município alentejano de Vila Viçosa vai construir em 2009 a Biblioteca e Arquivo Municipal, num investimento de cerca de 2,4 milhões de euros, revelou hoje o presidente da autarquia, Manuel Condenado. O autarca adiantou que o edifício vai ser construído junto ao Museu do Mármore, instalado na antiga estação de caminho de ferro.

De acordo com o presidente da autarquia, está já a decorrer o concurso para a execução da obra. Com a construção da biblioteca, a autarquia pretende suprir uma lacuna existente no concelho na área dos equipamentos culturais.

Segundo o município, Vila Viçosa não dispõe de uma biblioteca pública que sirva a população em geral, e, em particular, a população escolar do concelho, apesar de existir um Arquivo Histórico Municipal, a Biblioteca Florbela Espanca e o Arquivo da Casa de Bragança.

A obra envolve uma candidatura ao Programa de Apoio à Rede de Bibliotecas Municipais e vai ser comparticipada por fundos da União Europeia, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

A autarquia vai ainda instalar em 2009 um sistema de Telegestão da Rede de Águas, que permitirá uma maior eficácia na gestão daquele recurso e uma redução das perdas na rede pública, num investimento de 436 mil euros. Quando estiver instalada, a telegestão vai possibilitar elevar os níveis de disponibilidade e qualidade de distribuição da água.

A Câmara Municipal de Vila Viçosa já aprovou as Grandes Opções do Plano e o Orçamento de 13,1 milhões de euros para 2009. Os investimentos no próximo ano rondam os 4,5 milhões de euros.


Trata-se sem dúvida de boas notícias, relativas a investimentos municipais que, a concretizarem-se, contribuirão para o enriquecimento de Vila Viçosa e dos seus munícipes, no que respeita à ampliação da oferta de fruição cultural e à melhoria da qualidade de vida.

A importância destas matérias é notória, fazendo parte dos programas de várias forças políticas há vários eleições, entre elas a CDU, pelo que apenas pecam por tardias, surgindo no final do mandato com anúncio de que em 2009 se vai construir, como se apenas um ano fosse suficiente para a construção de tais equipamentos, o que sabemos ser bem pouco provável.

Para além do destaque que merece a oportunidade de lançamento destas obras, na rampa de lançamento da campanha eleitoral autárquica, haverá ainda a chamar a atenção à gestão municipal sobre a provável de necessidade de preparação de medidas de atenuação ou de anulação de algumas ameaças que se podem configurar, durante o ano de 2009, com vista a que possa levar a bom termo tais investimentos, que desejamos venham efectivamente a ser realizados, para bem de Vila Viçosa e dos Calipolenses.

Entre essas ameaças podemos elencar as consequências mais directas e imediatas da degradação da conjuntura económica, cujo efeito nas finanças municipais se traduzirá numa forte redução das receitas que agora prevêem arrecadar em sede de impostos e taxas municipais. Por outro lado, tratando-se de investimentos comparticipados por fundos estruturais, não dispensarão a contrapartida nacional, por parte do município, cujo acesso a crédito bancário estará ainda mais dificultado do que já estava pelo crescente endividamento em curso.

Ora, se somarmos a estes factores o acréscimo de despesa que acarretará para as finanças locais a assunção de competências mais amplas em matéria de educação, transferidas do Governo sem a exacta correspondência financeira, então bem que poderão os calipolenses ficar apreensivos sobre a capacidade da CDU realizar tais obras em 2009, cujo anúncio poderá não passar de propaganda eleitoral sem consequência ou tradução real.

Oxalá assim não seja e a CM de VV concretize mesmo as obras anunciadas, a bem de Vila Viçosa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

RESPEITANDO A OPINIÃO, NÃO CONCORDAMOS COM ELA.

No âmbito da moderação de comentários anónimos surgidos neste blog, merece destaque parte de um comentário anónimo sobre o post anterior, que aqui colocamos para discussão, pelo facto de imbricar na marca identitária do blog. Apenas relevamos a segunda parte do referido comentário, pelo facto de a primeira parte do mesmo envolver nomes de pessoas do PSD e especulação sobre a vida interna do PSD de Vila Viçosa, aspectos que nos arvoramos no direito de preservar, por enquanto e até decisão em contrário, caso a mesma venha a ocorrer.

Apontava uma parte do comentário referido que:

«(...) O mesmo não se pode dizer do comportamento de alguns membros da concelhia do PSD desta localidade que nos últimos anos têm, através de criticas não construtivas e até mesmo de ofensas a situações ou pessoas concretas (prova disso é este blog), sido uma oposição pouco credível e que não dá aos munícipes quaisquer garantias. Aconselho, portanto, o PSD local e os seus órgãos a fazerem uma reflexão sobre a forma como têm vindo a actuar (que não reflecte espírito aberto, educação e respeito pelas pessoas e instituições) para que em 2013 (quando o actual presidente sair) poderem realmente ser uma alternativa de qualidade. Bem hajam».

Ora, pemitimo-nos contrargumentar que, respeitando a opinião (prova disso é a sua publicação destacada), dela discordamos, com a consciência tranquila.

A gestão deste blog tem-se preocupado em preservar ao máximo a bandalheira e a maldizência típica dos incendiários fanáticos, dos ressabiados descontentes ou dos interesseiros desesperados que amiúde abusam do espaço alheio para ofenderem tudo e todos ao abrigo do anonimato.

Por isso, a moderação de comentários, com tal objectivo, evitando os mais infames investidas, ofensivas ao bom nome de uma multiplicidade de personalidades públicas locais (de todos os quadrantes partidários), que não se poderiam defender do anonimato ao abrigo do qual seriam visados, na eventual ausência de moderação.

O presente blog insere-se no âmbito da preparação das eleições autárquicas de 2009 e preenche uma função relevante na primeria parte da campanha eleitoral do PSD de Vila Viçosa para as mesmas: a fase da denúncia e da discussão sobre o desempenho autárquico da CDU ao longo dos últimos 3 mandatos, num total de 12 anos.

A seu tempo, aqui surgirão as propostas do PSD enquanto opção política alternativa à CDU para gerir os destinos do concelho nos anos vindouros.

Até lá, trata-se de identificar, como temos vindo a fazer, as áreas sensíveis da governação local, segundo a nossa percepção, admitindo que possa a mesma não estar ainda totalmente ajustada, focada, nítida, mas, prometemos continuar a provocar a discussão pública para aumentar a nitidez da percepção dos contornos dos problemas, única via conducente à construção das soluções mais ajustadas.

Assim continuaremos, com a mesma preocupação editorial e princípios de gestão dos contributos para a discussão, considerando que se trata de uma postura eticamente responsável e politicamente construtiva.

Ainda assim, por maior que seja o esforço, nem sempre poderemos evitar o surgimento de alguns nomes na discussão, apenas pelo facto de, na verdade, serem os protagonostas efectivos da política local, e, o que pretendemos que se continue a discutir neste espaço, é mesmo isso: a política local.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

AQUI "NO PASA NADA", INFELIZMENTE. NEM HOJE!

Por esta notícia ficamos a saber que A freguesia de Santo Aleixo da Restauração vai acolher, uma vez mais, as comemorações do 1º de Dezembro, data que assinala a vitória portuguesa nas guerras da restauração da independência.

O Programa das Festas pode ser consultado no site indicado.

Por cá, num fim-de-semana prolongado em que se poderia atrair alguns milhares de visitantes em trânsito entre Lisboa e Algarve, entre Lisboa e Espanha, ou mesmo em alternativa ao turismo de neve, continuamos como se nada tivesse ocorrido nos de relevante alguma vez por estas bandas.

A mais importante vila de Portugal na histórica data da restauração da independência nacional, em honra da qual Portugal reconheceu 2 alusões comemorativas de dimensão nacional com apenas 1 semana de distância, continua hoje amorfa perante a história, como um museu inerte, à espera do mesmo destino que aos museus tem sido dado: diminuição do número de visitantes e consequente definhamento.

O que falta? Iniciativa de recriação histórica, de animação cultural dos monumentos, de recomposição de marcantes momentos de dimensão nacional que por aqui se originaram ou consolidaram.

O capital histórico e religioso de Vila Viçosa está por explorar, quase virgem mesmo, em matéria de potencial de animação cultural conjugada e associada à dimensão monumental que a mesma vila possui.

A dimensão histórico-cultural-monumental-religiosa da que já foi considerada a Princesa do Alentejo, mas com potencial de aspiração a verdadeira Rainha do Alentejo, está em decadência, mais acentuada a cada dia que passa, vai para 12 anos, por inércia da CDU.

Sejamos justos: nunca se viu tão miserável actividade cultural na gestão autárquica de Vila Viçosa como nos últimos 12 anos. CONFRANGEDOR para uma das localidades com maior potencial cultural, religioso e turístico no Alentejo e em Portugal que merecia melhor sorte e atenção.

Só para tomar como exemplo o dia de hoje (mas também poderia ser o próximo 8 de Dezembro) está por explorar todo um Marketing da Restauração que, por iniciativa municipal, pudesse animar historico-culturalmente a vila, envolvendo os seus habitantes e entidades da sociedade civil (Fundação Casa de Bragança, Arquidiocese de Évora, grupos teratrais e artísticos, etc.) na actividade de acolhimento a visitantes que aqui poderiam assistir a feiras, torneios, e eventos medievais promotores da valorização turística de Vila Viçosa como destino turístico a posicionar em mercados de referência do turismo cultural.

Este tipo de Marketing Territorial do concelho, aproveitando o seu potencial único em todo o Alentejo e, neste caso, em Portugal (porque o 1 e o 8 de Dezembro são feriados nacionais associados a Vila Viçosa), tem uma margem de expansão enorme, desde logo pelo que encerra de revitalização do orgulho nacional de recuperação da nacionalidade e pela restituição do orgulho local da importância de Vila Viçosa à data, que a partir de então veio sempre decaindo.

A identidade calipolense agradeceria pelo que daí colheria em matéria de revitalização e consolidação, o que é sempre importante, quando não mesmo determinante para a construção dos destinos das comunidades locais.

Que melhores datas para restituir aos calipolenses e com eles, a importância de Vila Viçosa na construção de uma nação, desconhecida por muitos jovens estudantes por esse país fora?

Havendo tão poucas iniciativas de comemoração do 1.º de Dezembro por esse país fora, não pode Vila Viçosa desperdiçar esse vazio de alusão histórica no qual não só tem uma elevada quota parte de responsabilidade como condições ímpares de potenciação turística. Resta saber se tal inércia é por cansaço, ou por inépcia, do executivo municipal CDU.

Muitos têm vindo a destacar nos últimos anos, na sequência do aprofundamento da globalização e do processo de integração europeia, a necessidade de intensificação da afirmação nacional, o que configura ao poder político nacional e local um dever acrescido para com aqueles que, ao longo de quase 900 anos, se bateram por um país independente.

Cabe ao poder local e neste caso aos órgãos autárquicos de Vila Viçosa uma boa parte da responsabilidade de manter viva a data da RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL, através da margem de manobra de que dispõe para o efeito, onde cabe claramente a organização e promoção de eventos que estimulem a participação popular e institucional de uma forma moderna e apelativa, constituindo uma oportunidade de valorização da imagem do concelho nos planos regional e nacional.

Não será com a CDU, pelo que (não) se vê.

domingo, 30 de novembro de 2008

VV DEVE APROVEITAR OPORTUNIDADES DO QREN




O corpo da Notícia refere que:

Reguengos de Monsaraz: Candidaturas de 1,9 milhões de euros

O Município de Reguengos de Monsaraz vai candidatar a fundos comunitários o Centro de Inovação e Desenvolvimento e as Ciclovias na cidade, a Rede Cultural que integra os projectos da Casa da Roda e o Centro de Informação Multimédia em Monsaraz, e ainda a Rede Comercial com o projecto de requalificação do Mercado Municipal e o Festival “Terras de Sol”, num total de 1,9 milhões de euros, informou o município.

Diz a CM Reguengos de Monsaraz que estes projectos surgem na sequência da integração do Município de Reguengos de Monsaraz no Pacto para a Competitividade e a Inovação Urbanasno Âmbito da Rede Terras de Sol. Esta é uma rede de parcerias que tem como objectivo agregar actividades de cinco concelhos do distrito de Évora de forma a poderem candidatar- se aos fundos do Eixo 2 – Desenvolvimento Urbano do Programa Operacional Regional do Alentejo, no que respeita ao Regulamento Específico da Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação do INALENTEJO 2007-2013.

A rede é composta pelos municípios de Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Redondo, Mourão e Portel, e tem a colaboração da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo na elaboração do seu programa estratégico. Esta rede de cooperação entre aglomerados urbanos destina-se à promoção da competitividade socio-económica e da inovação territorial, tomando como ponto de partida quatro Eixos prioritários de intervenção: População e Recursos Humanos, Competitividade Económica e Turismo, Ambiente e Qualidade de Vida e Modelo Territorial.

Os cinco concelhos vão candidatar projectos no valor de 10 milhões de euros.

A Rede Cultural tem como principal objectivo a criação de núcleos de informação multimédia e de exposições semi-permanentes em estreita ligação com os espaços já existentes para esses fins, quer no concelho de Reguengos de Monsaraz quer no âmbito da “Rede Terras de Sol”.

É caso para questionar a CM de VV sobre o que pretende desenvolver, em termos de projectos, durante o actual QREN?

Não vale a desculpa da integração numa rede urbana do Corredor Azul. Então ainda não perceberam que os soclailistas de Évora estão só a entreter o pessoal da CDU e a adiar as coisas para cima das eleições autárquicas de forma a poderem retirar dividendos nas próximas eleições autárquicas?

Então a CDU que está na CM de VV é composta por anjinhos que se deixam ir nesta conversa e ficam a ver navios? Ou estão conscientes desta realidade e pretendem arremessá-la contra o PS durante a campanha eleitoral?

Em qualquer das situações, para resta o prejuizo do não aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis no QREN, em resultado da inércia da CDU e da gestão política do PS?

A resposta é simples: para os calipolenses, que vêem ficar por construir um conjunto de infra-estruturas de apoio à qualidade de vida e à sustentação do desenvolvimento económico futuro, bem como vêem ficar por desenvolver um conjunto de iniciativas de promoção da actividade industrial, comercial e turística do concelho.

Da CDU cansada e sem iniciativa, ao PS que gere o poder para benefício próprio, venha o diabo e escolha.

Qualquer destas forças políticas compromete seriamente o FUTURO de VILA VIÇOSA.

sábado, 29 de novembro de 2008

CONTINUAM À ESPERA DE RESPOSTA


Anónimo disse...

«Não há mais lugares de estacionamento de autocarros em VV que não seja frente ao Palácio e à casa de Bento Jesus Caraça, onde já foi um CC com o mesmo nome? Não bastava já deixarem crescer os arbustos frente à muralha do castelo, para o tapar, ainda põem os autocarros em frente ao palácio para ninguém o ver?»

19 de Outubro de 2008 13:53



Anónimo disse...

«Qual o resultado financeiro para a câmara daquele parquímetros na Praça? Aquelas máquinas justificam-se?»

19 de Outubro de 2008 13:54

LEMOS, OUVIMOS E NÃO AINDA NÃO PERCEBEMOS

Anónimo disse...

«Já leram o comunicado da Concelhia do Partido Socialista de Vila Viçosa, ou andam distraidos.»

20 de Novembro de 2008 14:45

Como não existe resposta no comunicado (melhor será o termo lençol) a que se referem, expliquem-nos, por favor, como se nós fossemos muito burros:

  • Qual o sentido de voto dos vereadores do PS na reunião de CM em que se deliberou a reivindicação junto do Governo e organismos desconcentrados da Administração Pública?
  • Os vereadores do PS na CM ainda têm a confiança política do PS de Vila Viçosa? Se não, quando lhes foi retirada?
  • A propósito de distracção, porque não previram os vereadores do PS na CM a situação de conflito entre a CM de Vila Viçosa e o Governo, antecipando a resolução de um problema que, segundo o PS de VV, foi fácil de resolver?
  • Os vereadores do PS na CM são contra ou a favor das medidas do Governo do PS? A Comissão Política é sempre a favor, já percebemos a cegueria, mas, os vereadores, senhores, digam-nos por favor?
  • Foram todos de braço dado (vereadores do PS e Comissão Política do PS) à ARS pedir a reabertura do internamento, ou os vereadores ficaram à braseira e não estiveram para se mexer?

Haverá por acaso alguma descoordenação ou mesmo divergência e desagregação no seio do PS de Vila Viçosa?

Vem esta última interrogação a propósito desta pérola de comentários, merecedores de destaque:

Anónimo disse...

«Bem... eu não me considero uma pessoa muito perspicaz mas acho que percebi. Primeiro vêm os factos, depois as conclusões. É mais ou menos como uma composição do ensino básico... está explícito o que realmente está por detrás dos acontecimentos alarmistas e de carácter duvidoso que varreram o nosso concelho nos últimos dias. Penso que não é de bom tom o PSD dizer que não compreende é que ... sem levarem a mal a franqueza ... coloca-vos um pouco mal na fotografia.Até se sabe da confusão que vai nesse partido, a nível nacional e local, mas acho que devem medir as consequências dos títulos que publicam. É só um conselho! Bem, mas o facto é que, caso não saibam, com entendimento ou falta dele, o Serviço de Internamento do Centro de Saúde já abriu, sem que tivessem, como é vosso apanágio, aplaudido inutilmente o Executivo Camarário!Bem hajam e ... recomendo alguma leitura de exercício (por exemplo Manuel Alegre, José Saramago, Paulo Coelho, Mia Couto, Alice Vieira, ou mesmo o Pato Donald ou os Simpsons!), é que pode fazer falta quando é preciso interpretar textos tão difíceis como este. :)»

21 de Novembro de 2008 19:38

Anónimo disse...

«Obrigado por publicarem o meu comentário a este post. Não gostaram foi??? Então já sei a que é que a Manuela F Leite se referia quando afirmava os tais 6 meses sem democracia...

Mas pronto fica o concelho.

Leiam qq coisa, cultivem-se, para da próxima entenderem melhor os comunicados.Viva a democracia!»

22 de Novembro de 2008 15:59

Hilariantes sem dúvida estes comentários que não poderíamos deixar de "fotografar", reveladores do desespero que caracteriza os rastejantes defensores do indefensável: a incompetência da governação socialista.

Se as notícias sobre o assunto foram alarmistas e não tinham razão de ser, como explicar que a razão da não abertura do serviço, apontada pelo Director do Centro de Saúde na carta dirigida à CM (a falta de pessoal), tenha ficado resolvida da noite para o dia?

Má fé do Governo Socialista e da ARS para com as Câmaras que não são socialistas, prejudicando as populações que não votam no PS?

E pretendem Vªs. Exªs apresentar-se como alternativa à CDU nas próximas autárquicas aqui nesta Princesa do Alentejo?

Os calipolenses responderão à altura, esperando que lhes expliquem, como se fossemos muito burros. Tanto, que vos brindaram com a perda de 129 votos em 2005, correspondendo a uma queda de -8% relativamente a 2001.

É obra, para quem é culto, sabe ler bem e lê muito. Menos os números pelos vistos.

Da nossa parte, achamos que o tempo é pouco e não deve ser desperdiçado com ninharias e falta de senso.

Desculpem-nos os calipolenses este parentesis de resposta a provocação recebida, vá-se lá perceber porquê. Retomemos a nossa concentração no que é verdadeiramente importante: os problemas de Vila Viçosa e a procura de soluções para os mesmos.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008