terça-feira, 10 de março de 2009

A RAZÃO QUE JUSTIFICA REJEITAR A DECISÃO


Projecto de construção no Novo Museu dos Coches, parece caminhar de mal a pior, para Vila Viçosa, por culpa da iniciativa irresponsável do Partido Socialista que (des)governa e desgraça o país e da CDU que não governa Vila Viçosa.

A contestação, que já vem de há tempos, parece ter passado despercebida à CDU e ao PS, representados nos vereadores que compõem o executivo municipal de Vila Viçosa. Não temos conhecimento de que por iniciativa de alguma destasforças políticas, tenha sido tomada alguma posição na de Câmara Municipal, alertando sobre esta situação, no mandato que está a terminar, ou seja, nos últimos 4 anos.




Apesar da distracção, a crítica à opção do Governo, que se iniciou em Lisboa, com implicações drectas sobre Vila Viçosa, já poderia ser observada Petição quer "travar" projecto do novo Museu dos Coches e transferência da Arqueologia para a Cordoaria Nacional no passado mês, da qual a Lusa dava conta sob o título - Uma petição acessível na Internet reclama a intervenção do Presidente da República "no sentido de travar" o projecto do novo Museu dos Coches e a transferência dos serviços arqueológicos para a Cordoaria Nacional.

A notícia sobre o tema, relatava então que:

Os cerca de 200 subscritores "requerem uma intervenção rápida" de Aníbal Cavaco Silva, do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, e do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, "no sentido de travar o projecto em curso do novo Museu dos Coches".

O texto da petição, cuja primeira subscritora é a museóloga Raquel Henriques da Silva, refere que o novo museu custará 31,5 milhões de euros e "constitui um verdadeiro `terramoto` de efeito de ricochete na museologia nacional".

Os autores da petição, disponível em http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches, exigem "a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional".

Recentemente, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou no Parlamento que os actuais serviços de arqueologia, a funcionar em Belém, seriam transferidos para a Cordoaria Nacional, à Junqueira, e também para o Museu de Marinha.

Alerta o texto da petição que "a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado".

Na óptica dos peticionários, o projecto em curso é "completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente", como - exemplificam - "a renovação dos outros museus nacionais sedeados em Lisboa, recuperação dos Monumentos Nacionais em perigo de desclassificação pela UNESCO, ou a qualificação da Cordoaria Nacional como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa".

Entre os cerca de 200 subscritores da petição figuram o secretário-geral da European Federation of Associations of Industrial and Technical Heritage, Adriaan Linters, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira e os arqueólogos José Morais Arnaud e Luís Raposo.

NL.Lusa/Fim


Ao que parece, a razão que justifica contestar uma decisão mal tomada, alimenta novas iniciativas em curso, neste caso para breve, nomeadamente para o próximo dia 18 de Março, intitulada Iniciativa da Plataforma pelo Património Cultural e do Fórum Cidadania LX - Lisboa: agendada concentração dia 18 contra novo Museu dos Coches, segundo o jornal Público.

segunda-feira, 9 de março de 2009

PARA MANTER OS COCHES EM VILA VIÇOSA



A Comissão Política do PSD de Vila Viçosa associa-se à petição abaixo e apela às restantes forças políticas locais e regionais, nomeadamente aos deputados eleitos à Assembleia da República pelo Distrito de Évora, à nova Entidade Regional de Turismo e à Câmara Municipal de Vila Viçosa, para defenderem o turismo do Alentejo, em particular do concelho de Vila Viçosa, cuja extensão do Museu Nacional dos Coches conta anualmente com várias dezenas de milhares de visitantes (superior a muitos museus de dimensão nacional), tal como o PSD de Vila Viçosa já vem fazendo desde há muito. (Substituição de Ministro da Cultura)



O Governo apoiado pelo Partido Socialista insiste no entanto em espoliar Vila Viçosa da sua riquíssima colecção de coches, através da transferência desta para um novo (e não justificado) Museu Nacional dos Coches, a construir de raiz na zona de Belém, em Lisboa, o que já levou o PSD a enviar ao Senhor Primeiro-Ministro uma nota de preocupação sobre esta matéria, com vista a que o mesmo sensibilizasse o Ministro da Cultura relativamente à necessidade de defesa dos interesses e valores turísticos de Vila Viçosa.

O Primeiro-Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista, com a conivência e silêncio cúmplice do PS de Évora e de Vila Viçosa, ignorou ainda assim os calipolenses e as dificuldades que atravessa a economia local e a importância que a actividade turística tem na mesma.



A COMISSÃO POLÍTICA DE VV DO PSD apela a todos a quem esta mensagem chegar, que assinem a petição em causa e divulguem a mesma pelo maior número possível de contactos.


http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA AO JORNAL REGISTO (TEXTO COMPLETO)


1 - Motivos que levaram a avançar com esta candidatura em Vila Viçosa?

Fazer política significa influenciar a construção do futuro dos locais e seus contextos, sejam eles locais, regionais, nacionais ou mesmo mais amplos. Significa prosseguir uma missão de serviço público, de contributo para a construção de um futuro colectivo, colocando ao serviço do interesse comum as capacidades individuais.

Fazer política significa ter desprendimento, não depender da política para sobreviver economicamente, não entender a política como veículo de promoção pessoal. Significa não ser oportunista, mas sim aproveitar a oportunidade de contribuir para a construção de um futuro mais risonho para os nossos filhos.

Fazer política significa colocar ao serviço do futuro coletivo a experiência acumulada em contextos mais vastos e complexos. Significa não estar dependente dos benefícios, mas antes ter construído uma sólida carreira profissional que pode ser mobilizável para uma causa que pretende contribuir para a construção de um futuro melhor.

A decisão de intervenção política no município de Vila Viçosa só acontece depois de garantido o desprendimento e não dependência da mesma actividade, que só se conseguem com autonomia profissional e económica da actividade política de quem já atingiu as posições de topo dos seus percursos profissionais e considera que o contributo da experiência adquirida poderá ser relevante para o concelho onde praticamente nasceu, cresceu desde os poucos meses de idade, estudou e residiu e sempre esteve próximo.

2 - O que é um bom resultado nas próximas eleições? O facto de viver em Évora beneficia ou prejudica as expectativas de um bom resultado?

Sou de Vila Viçosa para todos os efeitos, pois os meus pais já trabalhavam naquele concelho quando nasci (no concelho de Alandroal), tendo crescido em Vila Viçosa desde os poucos meses de idade, frequentado o ensino primário, preparatório e secundário, primeiro nas antigas instalações das cocheiras do Paço Ducal (local onde o meu avô paterno foi militar) e mais tarde nas novas instalações daquela que é hoje a Escola Secundária Públia Hortência de Castro, que com os meus colegas inaugurámos já no 12º ano de escolaridade.

Resido oficialmente em Évora por motivos profissionais mas sempre mantive as ligações e os laços a Vila Viçosa onde residem os familiares ascendentes meus e da minha esposa, pelo que a frequência de deslocações foi sempre pelo menos semanal ao longo dos anos, quer para visita aos familiares, quer para transporte dos filhos para casa das avós durante os períodos de interrupção escolar.

A questão da pertença e da identidade calipolense é por isso uma falsa questão.

As expectativas quanto ao resultado eleitoral autárquico são animadoras pelo facto de a CDU já ter tido tempo mais que suficiente para desenvolver as suas soluções para Vila Viçosa (12 anos), sendo o momento de dar lugar a projectos alternativos.

Tal significa que, se os calipolenses decidirem confiar numa alternativa segura e credível para gerir os destinos do município nos próximos anos, o PSD estará pronto a assumir a confiança nele depositada de, através de uma equipa jovem, com competências diversas e complementares, dirigir o executivo municipal e proporcionar as condições de mudança necessárias à construção de um futuro diferente e mais promissor para o concelho de Vila Viçosa e seus habitantes.

No entanto, se os calipoleneses considerarem, por qualquer outra forma de expressão, que a presença do PSD na composição do executivo municipal se revela determinante para contribuir no processo de construção do futuro do concelho, os eleitos em listas do PSD não enjeitarão as suas responsabilidades nem a confiança que os eleitores neles depositarem e tudo farão para, de uma forma articulada e coerente ao nível dos vários órgãos autárquicos (freguesias, Assembleia Muncipal e Câmara), assumirem o seu mandato até ao fim, numa perspectiva de continuidade e de construção de soluções de futuro para o concelho, propondo e defendendo em todos os palcos as soluções que considerem mais adequadas e que respeitem os seus programas eleitorais aos diversos níveis.

3 - Vila Viçosa já foi uma câmara gerida pelo PSD. Pode voltar a ser em 2009? Como é que a candidatura foi aceite pela concelhia do PSD?

Vila Viçosa é um concelho cuja população revelou sempre aos longo de todos os actos eleitorais desde 1974 saber distinguir claramente qual o objectivo e as consequências de cada um dos diferentes actos, símbolo de elevada maturidade política.

Tal maturidade foi determinante em eleições autárquicas que deram crédito a opções políticas do PSD traduzidas em propostas eleitoriais apreciadas favoravelmente pelos calipolenses.

A experiência então vivida pela gestão do PSD na Câmara Municipal ainda hoje está registada na memória dos calipolenses que sentem algum desânimo e mesmo frustração pela estagnação que se foi instalando a partir dessa experiência, fruto do cansaço e do esgotamento do projecto da CDU ao fim de 12 anos, o qual nunca foi suficientemente ousado, diga-se.

Neste contexto, justifica-se claramente, sem choque nem radicalismos, que outros projectos, outras ideias e outras perspectivas de futuro (nomeadamente do PSD, que já provou ser capaz e competente) possam merecer a confiança dos calipolenses ao fim de 12 anos de mandatos da CDU que, tendo realizado o que podia de acordo com as suas opções, perdeu efectivamente a dinâmica necessária à construção do futuro, antes se limitando à gestão e manutenção do poder, o que significa estagnação.

As estruturas concelhias do PSD procuraram o perfil de candidato que consideram mais ajustado à corporização de um projecto de mudança autárquica. Seguiram os procedimentos internos estipulados no partido e obtiveram dos militantes do PSD de Vila Viçosa a aprovação da sua opção, com o consequente envio da proposta para os órgãos decisórios a quem compete, aos níveis regional e nacional a validação das opções locais.

4 - Nas ultimas autárquicas tiveste enquanto cabeça de lista à AM de Évora um papel importante na candidatura do PSD. Tens liderado a intervenção política do PSD no concelho. O facto de ires para Vila Viçosa tem a seguinte leitura: o actual vereador ficou mais isolado. Concordas com isso?

Como primeiro eleito nas listas do PSD à Assembleia Municipal de Évora nas eleições autárquicas de 2001 e liderando um grupo municipal de apenas 2 membros eleitos entre 21, considero ter contribuido de forma positiva para a revitalização do "grau zero" a que o PSD se reduziu naquele acto eleitoral.

O esforço traduziu-se numa insistente e consistente afirmação de propostas credívelmente contributivas para o concelho de Évora. Os eborenses reconheceram tal esforço através de uma aposta no PSD nas eleições autárquicas de 2005, nas quais o PSD foi o único partido a crescer na Assembleia Municipal (+19%), bem como na Câmara Municipal (+40%), traduzido na eleição do vereador António Dieb, então Presidente da CPS de Évora e hoje Presidente da Distrital.

Ora, se é verdade que o trabalho dos eleitos do PSD à Assembleia Municipal foi mais intenso no mandato de 2001-05 para colmatar a ausência do PSD no executivo municipal. já no actual mandato a mesma intervenção tem resultado mais aliviada, em contrapartida ao trabalho desenvolvido pelo vereador António Dieb que representa o PSD na Câmara Municipal de Évora.

Diga-se que o vereador do PSD, hoje fiel da balança na Câmara de Évora desenvolveu ao longo deste mandato um notável trabalho, isento, ponderado, sempre associado às necessidades do concelho e ao apoio às soluções que considera mais adequadas para as mesmas. Nunca em Évora algum vereador em igual posição política se havia confrontado com igual complexidade de mandato, nem havia revelado a habilidade, responsabilidade e espírito de construção que António Dieb demonstrou ao longo dos últimos 4 anos, prestigiando o PSD ao nível que hoje é amplamente reconhecido e que indicia merecer um substancial acréscimo da confiança do eleitorado eborense no próximo acto eleitoral autárquico.

O PSD do concelho de Évora parece estar no bom caminho, a avaliar pelos mais recentes anos, podendo tais modelos de prática política ser estendidos e alargados a outros concelhos do distrito de Évora, na mesma linha de integridade, espírito de dedicação, isenção e capacidade de intervenção que o PSD tem vindo a construir a partir de Évora e que servirão certamente de inspiração aos candidatos no próximo acto eleitoral autárquico. Estarei na linha da frente da sua adopção e prática, em Vila Viçosa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

APROVADO CANDIDATO AUTÁRQUICO EM VILA VIÇOSA

José Palma Rita, 44 anos, Licenciado e Mestre em Sociologia e Desenvolvimento Regional, é o candidato que os militantes do PSD de Vila Viçosa aprovaram, no passado sábado, para encabeçar a lista de candidatos à Câmara Municipal, por proposta da Comissão Política concelhia.

Tendo crescido e estudado no concelho até à sua mudança para Évora onde frequentou a Universidade e hoje trabalha no Instituto do Emprego e Formação Profissional, o candidato designado aguarda agora a aprovação das estruturas regionais e nacionais do PSD para apresentar propostas orientadas para «uma nova dinâmica de alternativa aos protagonistas que presidem à Câmara há 12 anos consecutivos».



Apostando numa candidatura que pretende «valorizar a cultura e o património em benefício do turismo, enquanto pilar determinante do desenvolvimento do concelho e geração de novos empregos», área em que se especializou como consultor da Comissão Europeia, para a qual tem vindo a proceder à avaliação nacional de Programas de Iniciativa Comunitária, José Palma Rita já dirigiu do Centro de Emprego de Évora do IEFP, chefiou a Divisão de Certificação Profissional e foi Delegado Regional do Alentejo daquele Instituto Público.

Com mais de 20 anos de experiência profissional que agora propõe colocar ao serviço do concelho onde cresceu e estudou, o actual Presidente da estrutura concelhia do PSD de Évora e primeiro eleito do partido à Assembleia Municipal de Évora desde 2001, considera ser necessário «imprimir um ritmo mais intenso à captação de investimento para Vila Viçosa, aproveitando as infra-estruturas industriais existentes», com base numa aposta de construção e projecção de uma imagem mais amigável do concelho, a cujo município se exige «um apoio mais estruturado e consistente ao investimento», trabalho esse que é indispensável à «revitalização da actividade extractiva e transformadora dos mármores», vital ao emprego no concelho.

Detentor de experiência que passa pela vida académica como docente e investigador do Ensino Superior Universitário, colaborador de várias revistas técnicas e científicas, autor e coordenador de variada obra publicada, o candidato aponta ainda «estar esgotada a obra e projecto do actual executivo», que marcou o seu tempo e obra realizada em infra-estruturas básicas mas que não foi mais além do que isso.

A necessidade de recuperar uma importância económica e cultural que Vila Viçosa tem vindo a perder, justifica que o candidato acredite ser possível que os calipolenses venham a «dar oportunidade a soluções diferentes, mais ousadas e imateriais, apostando na promoção da imagem do concelho e na valorização turística do mesmo», de forma a atrair novos residentes, mais investimento, novas empresas e mais emprego, sem perda de «qualidade de vida e da garantia de elevados níveis de coesão social».

Vila Viçosa, 18 de Fevereiro de 2009

A COMISSÃO POLÍTICA DE VV DO PSD



domingo, 15 de fevereiro de 2009

CULTURA E EQUIPAMENTOS DE LAZER EM VILA VIÇOSA


A notícia de que o município de Vila Viçosa vai construir em 2009 a Biblioteca e o Arquivo Municipal, num investimento de cerca de 2,4 milhões de euros, é uma boa notícia para o Alentejo em geral e para os calipolenses em particular.

Se a localização (o edifício vai ser construído junto ao Museu do Mármore, instalado na antiga estação de caminho de ferro) pode ser discutível, decidida pela CDU e pelo PS que têm assento no executivo municipal, a iniciativa em si, só pode merecer toda a concordância e apoio dos calipolenses que terão ao seu dispor mais um equipamento de cultura para servir a população em geral, e, em particular, a população escolar do concelho, a acrescentar ao Arquivo Histórico Municipal, à Biblioteca Florbela Espanca e ao Arquivo da Casa de Bragança.

Se é verdade que com 12 anos de mandato da CDU, a notícia da obra peca por tardia, também não deixa de ser de referir a sua relevância intemporal, antes justificando a discussão sobre a qualidade do actual ambiente cultural e de lazer de Vila Viçosa, incluindo os seus equipamentos de apoio a tais condições:

Do ponto de vista do desenvolvimento integrado e equilibrado de um concelho como Vila Viçosa, a qualidade do ambiente cultural e de lazer assume uma dupla importância, decorrente, por um lado, do seu contributo directo para a atractividade turística e comercial de visitantes externos e, por outro lado, da imagem de atractividade que o concelho consiga transmitir aos quadros altamente qualificados que optem por nele trabalhar e residir, conquistados pela qualidade ambiental em que podem viver e proporcionar aos seus filhos.

Por isso, justifica-se a discussão em torno do grande tema que é o das condições proporcionadas pelo concelho de Vila Viçosa, do ponto de vista cultural e de lazer, para atrair novas empresas e empregos para os jovens recém-licenciados ou quadros experientes, altamente exigentes quanto à qualidade do ambiente cultural e de lazer que podem proporcionar à sua famíliaface a outros locais que os assediam para fixação, no quadro de uma crescente e desenfreada competição dos vários locais (concelhos e regiões) pela sua fixação:

Se no âmbito histórico-patrimonial, Vila Viçosa é uma referência no Alentejo e no país, já quanto à animação e atractividade desse património em benefício da valorização da imagem do concelho, parece haver um trabalho ainda incipiente e um ainda longo caminho a percorrer.

O mesmo é de supor quanto às condições de exercício de um lazer cultural com alguma erudição, na medida em que a oferta de actividades culturais desse tipo (que se coadunam perfeitamente com a dimensão histórica do local e por isso mesmo poderiam afirmar-se como distintivas) deixam ainda muito a desejar.

É por isso legítimo questionar se, ao fim de 12 anos de gestão municipal da CDU, a qualidade, quantidade e frequência da actividade cultural do concelho melhoro substancialmente ou não.

Não temos dúvidas de que alguma coisa terá melhorado. Mas, a discussão deve sim colocar-se quanto ao grau e intensidade desse melhoria, à luz de um período ininterrupto de 12 anos de exercídio de poder autárquico pela mesma força política.

Em 12 anos, a cultura e o lazer mudaram substancial e significativamente para melhor em Vila Viçosa, ou nem por isso?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Segundo a Rádio Diana


No site da Câmara Municipal de Vila Viçosa, podem ler-se, sobre o concurso "Vila Viçosa Florida", os seus fundamentos:

Durante séculos, o nome de Vila Viçosa foi vinculado aos jardins, aos pomares, às árvores e às flores que assomavam pelos muros das casas do aglomerado urbano, como promessa do vergel que crescia dentro.

É precisamente essa imagem florida de Vila Viçosa, com belos jardins, com ruas ornadas de flores e com os adornos florais nas janelas e portas, que muitos autores e poetas cantaram, que se deve preservar e recuperar, enquanto instrumento fundamental da compreensão e do reforço da preservação da identidade cultural calipolense.

Para isso, a Câmara Municipal de Vila Viçosa, à semelhança, aliás, do que aconteceu o ano transacto, está a organizar o Concurso “Vila Viçosa Florida” 2009.

Os objectivos centrais deste projecto consistem em embelezar com flores as ruas, as portas, janelas, varandas e sacadas dos prédios, assim como reabilitar uma importante memória colectiva e um suporte do seu quadro de referências e de valores, numa terra que foi sempre conhecido pela beleza e pelos seus espaços verdes.

O Concurso reveste duas modalidades: Prédio mais florido e Rua mais florida.

As inscrições são gratuitas e a Câmara Municipal cede aos interessados conjuntos compostos por vaso, suporte metálico, terra e plantas. As inscrições deverão ser formalizadas na Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Vila Viçosa, entre 2 de Fevereiro e 13 de Março, onde os interessados poderão obter quaisquer esclarecimentos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

BTL - 2009

Está a decorrer a Bolsa de Turismo de Lisboa, onde vários municípios alentejanos (nomeadamente do Alentejo Central) estão presentes com stands promocionais do Alentejo:
  • Reguengos de Monsaraz;
  • Portel;
  • Montemor-o-Novo;
  • Mora (Fluviário);
  • Alandroal.

De Estremoz descobrimos notícia de presença com actividade promocional.

Da presença, iniciativa ou acção autónoma de Vila Viçosa não temos conhecimento. Não quer isso dizer que não existam, mas que não são conhecidas, não são de certeza.

domingo, 11 de janeiro de 2009

DIFERENÇAS DE RITMO (entre VV e Borba)

A matéria é suficientemente relevante, merecendo por isso destaque no tratamento, à margem das preferências mais ou alinhadas pelas forças políticas que gerem os municípios envolvidos neste texto: Borba e Vila Viçosa.

Trata-se de analisar objectivamente as diferenças de ritmo que a gestão municipal de cada um deles imprime diferenciadamente, com desvantagem para Vila Viçosa, como demonstraremos. São factos objectivos, decorrentes da iniciativa dos excecutivos municipais, seus únicos responsáveis, do conhecimento geral e do domínio público, logo, indesmentíveis porque podem ser comprovados oficialmente.

Pela sua enorme diferença, em valores financeiros e tipo de iniciativas, será difícil encontrar outra explicação que não seja uma diferença de ritmos dos dois executivos municipais, por diferença de competência política e de capacidade de iniciativa, atestando que a CDU está efectivamente esgotada na sua capacidade realizadora em Vila Viçosa, ao fim de 12 anos de mandatos.



E quais são os factos?
  • Orçamento da CM de VV para 2008: 13M€;
  • Orçamento da CM de Borba para 2008: 26M€;

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  • O Orçamento da CM de VV para 2009 é de 13,1M€, com investimentos públicos que rondam os 4,5 milhões de euros;
  • O Orçamento da CM de Borba para 2009 é de 20,6M€, onde as despesas de capital são de 13,8M€ e as despesas correntes de 6,7M€.

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  • População residente em VV em 2006.012.31: 8.708;
  • População residente em Bb em 2006.12.31: 7.483;
  • Eleitores inscritos em VV em 2007.12.31: 7.423;
  • Eleitores inscritos em Bb em 2007.12.31: 6.510.

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  • Área do concelho de VV: 194,9km2.
  • Área do concelho de Bb: 145,2 km2.

Em 31 de Dezembro de 2006:

  • Empresas com sede no município de VV: 914;
  • Empresas com sede no município de Bb: 1.011;
  • Estabelec. existentes no município de VV: 444;
  • Estabelec. existentes no município de Bb: 292;
  • Empresas extractivas com sede em VV: 38;
  • Empresas extractivas com sede em Bb: 9;
  • Empresas transformadoras com sede em VV: 106;
  • Empresas transformadoras com sede em Bb: 116;
  • Empresas transformadoras (márm.+granitos) com sede em VV: 43;
  • Empresas transformadoras (márm.+granitos) com sede em Bb: 24;
  • Vol. de negócios das sociedades com sede em VV (milhares de €): 110.939;
  • Vol. de negócios das sociedades com sede em Bb (milhares de €): 63.261;

Indicadores da Administração Local (2005):

  • Receitas por habitante (VV): 811€;
  • Receitas por habitante (Bb): 904€;
  • Endividamente anual por habitante (VV): 56€;
  • Endividamento anual por habitante (Bb): 58€;
  • Receitas correntes VV (milhares de €): 4.691;
  • Receitas correntes Bb (milhares de €): 4.062;
  • Receitas correntes VV (IMI): 378.000€;
  • Receitas correntes Bb (IMI): 279.000€;

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A ANIMAÇÃO COMERCIAL, PODERIA MELHORAR, PELO MENOS NO NATAL


A localização geográfica de Vila Viçosa, no eixo comercial de Lisboa/Évora-Badajoz acarreta à localidade um conjunto de constrangimentos ao nível da actividade comercial, que se prevê virem a crescer nos próximos anos, aquando da prevista construção de 2 espaços comerciais de grandes dimensões (dimensão regional) que exercerão sobre a população calipolense forte efeito de atracção: um em Évora e outro em Badajoz.





Ainda assim, ou por isso mesmo, há que preparar antecipadamente algumas medidas que permitam diminuir os constrangimentos e efeitos nefastos sobre o comércio local desses acontecimentos que se sabe virão a ocorrer, jogando essencialmente com o que se reconhece poderem constituir os elementos diferenciadores e individualizados, específicos de Vila Viçosa, que possibilite apresentar atractivos que outros não possuem, com reflexos ao nível comercial nos estabelecimentos existentes.



Para além de constrangimentos, a localização geográfica gera igualmente um lote de oportunidades para Vila Viçosa cujo limite de aproveitamento é apenas constituido pela criatividade e capacidade de empreendedorismo autárquico, na geração de eventos que atraiam visitantes que, durante todo o ano, mas em especial durante o mês de Dezembro se deslocam no eixo Lisboa-Badajoz.




O que é possível observar de actividade da CM em época natalícia, com objectivo de dinamização comercial, passa pela colocação de um presépio à escala humana na Praça (Av. Bento de Jesus Caraça), iluminação de algumas laranjeiras, iluminação da rua de Cambaia (Rua Dr. Antonio José de Almeida) e nada mais.

De fora ficam outras artérias comerciais como a rua do Hospital (Rua Gomes Jardim) e a Rua Florbela Espanca. Para além de se poder encarar nesta matéria medidas de impacto mais duradouro como o encerramento definitivo ao trânsito da Rua do Hospital com eventual alargamento do passeio até à Igreja da Misericordia, na verdade ficam por realizar algumas iniciativas que exigiriam maior criatividade por parte da CM, capacidade negocial com outras entidades (ex. da Fundação da Casa de Bragança), bem como envolvimento da população em geral e dos comerciantes em particular.


A localização do presépio na encosta do castelo com iluminação adequada, a iluminação dos pinheiros junto à muralha do castelo e uma iluminação criativa de toda a muralha, com amplos atractivos de visibilidade nocturna em termos de raio de acção, porderiam constituir factores de destaque durante todo um mês que aproveita ainda mais do facto de ocorrerem em Vila Viçosa as celebrações religiosas marianas.

Enfim, quem sabe se no próximo ano ou nos seguintes poderemos ver concretizadas soluções mais criativas e originais ...

sábado, 20 de dezembro de 2008

O "TRIÂNGULO DOS MÁRMORES" NÃO PODERIA TER MAIOR PROTAGONISMO?

Apesar do destaque sobre actividades pontuais no portal do município de Vila Viçosa, algumas notícias recentes sobre o Corredor Azul (Rede Urbana para a competitividade e inovação), na qual o mesmo está envolvido justificam nota de reforço neste espaço.

15-out-2008
Os municípios e entidades públicas e privadas que integram o “Corredor Azul”, nova rede urbana para a competitividade e inovação, criada ao abrigo da Política de Cidades Polis XXI – redes urbanas para a competitividade e a inovação, reuniram-se no passado dia 10 de Outubro e aprovaram o seu Programa Estratégico para a Competitividade e Inovação.
O Conselho Estratégico do “Corredor Azul”, composto pelos elementos que compõem a rede, assinou o Pacto para a Competitividade e Inovação, comprometendo-se a respeitar e a cumprir a proposta do Programa Estratégico para a rede, desenvolvido pela empresa Augusto Mateus & Associados.
O Programa Estratégico da Rede “Corredor Azul” contempla quatro prioridades estratégicas, designadamente: a Atractividade Empresarial, que será gerida na rede pela Sociedade do Parque Industrial de Vendas Novas; o Conhecimento e a Investigação, a cargo da Câmara Municipal de Sines e da Universidade de Évora; a Promoção da Criatividade na Actividade Urbana, da responsabilidade da Câmara Municipal de Elvas; e a Governança da Rede, administrada pela Câmara Municipal de Évora e pela ADRAL- Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.
Aprovado o Programa Estratégico, cabe agora à Câmara Municipal de Évora, enquanto líder da rede, a apresentação da candidatura ao Eixo 2 do programa de financiamento INALENTEJO - Programa Operacional Regional Alentejo 2007/2013, até ao dia 17 de Outubro.
O Programa Estratégico terá como objectivo a concretização de um vasto conjunto de operações, no prazo de 4 anos, directamente associadas ás já mencionadas prioridades estratégicas, com um investimento elegível máximo de 10 milhões de euros.
Recorde-se que a Rede “Corredor Azul” é formada pelos municípios de Évora, Arraiolos, Borba, Elvas, Estremoz, Montemor-o-Novo, Santiago do Cacém, Sines, Vendas Novas e Vila Viçosa e outras 8 entidades parceiras: IEFP, Universidade de Évora, Escola Superior Agrária de Elvas, ADRAL, Cevalor, Fundação Alentejo, Sociedade do Parque Industrial de Vendas Novas e Administração do Porto de Sines.

Esta acção, que decorreu no âmbito do Ciclo Temático (C&I) “Inovação e Internacionalização em Produtos Tradicionais”, teve lugar no auditório deste estabelecimento de ensino e procurou, uma vez mais incentivar o forte envolvimento dos parceiros públicos, privados e associativos no desenvolvimento desta rede, cujo Programa Estratégico foi aprovado e candidatado recentemente.
(...)
A realização destas Acções Preparatórias, que culminou ontem em Elvas, permitiu, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto D’Oliveira, “a partilha e transferência de conhecimento entre parceiros, estimulando a reflexão estratégica em torno do território “Corredor Azul”. Esta reflexão deu origem à concepção de um Programa Estratégico com um horizonte de quatro anos que inclui operações comuns estruturantes às 11 Cidades e aglomerados num investimento previsível de 10 milhões de euros”.
Segundo o autarca eborense, “a Visão Estratégica definida estabelece a conectividade com o conceito base da Rede Urbana Corredor Azul. É a conectividade que promove e amplia o estabelecimento de interacções que permitem, de uma forma articulada, o desenvolvimento de sinergias, complementaridades ou ganhos de escala sobre as Cidades e os territórios que são por elas organizados e estruturados”.
“Estas interacções podem ser de natureza material ou imaterial, isto é, respectivamente, recursos, infraestruturas e equipamentos, e conhecimento, tecnologia, competências, propriedade intelectual, organização e gestão da rede ou comunicação – assumindo que a articulação entre as dimensões materiais e imateriais constitui um requisito de sucesso da Rede Urbana”, referiu ainda.

Projecto “Corredor Azul” pretende gerar oportunidades através de investimento no Alentejo
Terça, 25 Novembro 2008 12:06
A última sessão preparatória da rede Corredor Azul decorreu na Escola Superior Agrária, em Elvas, sob o tema "Inovação e Internacionalização em Produtos Tradicionais".

A conferência dedicada à internacionalização de produtos regionais certificados permitiu divulgar uma das potencialidades da região, havendo já vários produtos concorrentes.
A problemática dos produtos tradicionais no âmbito da sua comercialização e internacionalização bem como toda a actividade económica são factores "importantes" para Luís Cavaco, director-geral da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL). Como membro do Corredor Azul, a Agência considera que na área dos produtos tradicionais "há uma nova perspectiva no Alentejo", a nível das frutas, do azeite e do vinho.
Para além daquilo que é o formato do Corredor Azul, um dos objectivos do debate centrou-se na "esperança" que um conjunto de produtos constitui para a região. Assim, esses mesmos produtos ligados à agricultura alentejana podem ser aplicados em outras explorações".
De acordo com o responsável, não existem dificuldades em exportar os bens "para qualquer local" dando o exemplo do empresário espanhol, Atanasio Naranjo, que explicou na sua intervenção a facilidade em colocar os produtos frutícolas, nos continentes da América do Sul e da Ásia justificando a actividade económica como "global".
Luís Cavaco realçou a importância do envolvimento dos agentes pertencentes à rede urbana no sentido de se "criar massa crítica para que se forme uma intervenção mais sólida a nível económico, naquilo que é a exportação e a venda dos nossos produtos".
O líder da rede, José Ernesto Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Évora, sublinhou que a certificação de qualidade dos produtos regionais constitui uma "alavanca" capaz de gerar mais-valia e riqueza para desenvolvimento para a economia regional.
No que diz respeito à exportação dos produtos, o edil eborense menciona que "há sempre dificuldades, mas acima de tudo devemos torná-los em produtos comerciais de excelência e gerador de oportunidades de negócio. Numa escala de maior produção podem constituir-se como verdadeiros valores para a economia regional".
O autarca deu ênfase à promoção das potencialidades da região para ancorar empresas, no território, que aproveitem a porta marítima de Sines que permite a internacionalização; a plataforma logística de Vendas Novas como elo de ligação entre o interior e Lisboa. Além dos dois exemplos supracitados, nomeou a cidade de Évora, direccionada para a vertente turística complementada com o património histórico e científico através da Universidade; a zona dos mármores e, também, a cidade raiana de Elvas pela plataforma de negócios transfronteiriça.
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O arquitecto Fernando Rosa, em representação da Direcção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU), referiu que se trata de uma parceria "difícil" tendo em conta "vicissitudes" que o poder local atravessa e, também, pelo número de municípios em torno do projecto.
No entanto, Fernando Rosa destaca a "coerência e a qualidade" do Corredor Azul no âmbito do desenvolvimento interno da região, das afinidades territoriais e do trabalho conjunto entre as entidades envolvidas.