terça-feira, 9 de junho de 2009

UMA AGENDA CULTURAL CRIATIVA PARA RESIDENTES E VISITANTES



Quais as razões do convite do PSD de Vila Viçosa ao Dr. Telmo Faria, Presidente da Câmara Municipal de Óbidos para falar sobre este tema?

  • Porque Vila Viçosa está estagnada na economia, decadente na cultura, no turismo e comércio.
  • Porque é fraca a retenção de turistas em Vila Viçosa, fruto do esgotamento de um ciclo de gestão autárquica da CDU que nos últimos 12 anos foi incapaz de associar a cultura e o património ao turismo e ao lazer.
  • Porque a inércia da gestão autárquica é mais que evidente em Vila Viçosa, onde nada acontece culturalmente relevante e que chame a atenção do distrito, do Alentejo ou do país.

Ora, a candidatura autárquica do PSD a Vila Viçosa quer fazer da associação entre as indústrias da cultura e do património, e o turismo, um dos pilares estruturantes do modelo de desenvolvimento para o futuro de Vila Viçosa.

Vila Viçosa, precisa de atrair mais visitantes e reter turistas por mais tempo.

Vila Viçosa, que tem por hóspede a Padroeira de Portugal, merece um lugar mais relevante e destacado no mapa do turismo cultural e religioso de Portugal. Mas tem que o conquistar.

E com esse turismo, beneficiar também a competitividade da indústria dos mármores, do artesanato e artes do mármore, do comércio, da hotelaria, da restauração.

Esta perspectiva de encarar o futuro dos concelhos nem sempre encaixou bem na matriz do PSD, e durante muitos anos assistimos mesmo a uma apropriação quase que exclusiva da cultura enquanto pilar do desenvolvimento local pelo PCP/CDU.

Mas há concelhos onde autarcas do PSD mostraram que cidades e vilas estagnadas como esta, podem em pouco tempo recuperar uma trajectória ascendente, a partir da cultura como motor!

Mostraram também que a fórmula encontrada não tem que estar catalogada no já mais que gasto manual dos controleiros do desenvolvimento local dos anos 80 que alguns outros ainda seguem sem se desviarem um milímetro e que levam os concelhos a uma monotonia agoniante onde a criatividade e a inovação não encontram terreno para vingar.

Entre esses autarcas do PSD, destaca-se o Dr. Telmo Faria, que mostrou que existem soluções diferentes do habitual, que introduziu no léxico da gestão autárquica termos e expressões como criatividade, economias criativas, indústrias criativas, todas eles resultantes de uma gestão que se esforça por não copiar, por se basear menos no livro de receitas e mais na ousadia das soluções não experimentadas.

O que pode o Dr. Telmo Faria partilhar com Vila Viçosa:

O que é isso afinal das vilas ou cidades criativas? E as indústrias criativas? Qual o papel e o contributo das indústrias criativas para a Economia da Cultura?

São um exclusivo das grandes cidades e dos grandes centros urbanos, ou também podem construir-se e afirmar-se no interior do país, aqui, no Alentejo?

Quais são as oportunidades económicas e de emprego que isso gera para os territórios concelhios? Esse modelo de desenvolvimento é viável em tempo de crise como aquela que vivemos? Reage melhor às crises e diminuem os seus efeitos?

Quais são os factores críticos para o sucesso desse modelo de desenvolvimento local?

São as autarquias locais os agentes mais indicados para liderar os projectos deste modelo? Como devem os autarcas lidar com a criatividade? Qual o modelo de governação local que a criatividade exige e prefere? Que papéis para a administração local?

A criatividade esgota-se na inovação? Ou também se pode criar a partir do que está feito?




O modelo de desenvolvimento de Óbidos e o seu modelo de gestão autárquica não são receitas a decalcar em Vila Viçosa, mas sem dúvida que são uma referência a ter presente e um exemplo de boas práticas.

Como é fácil perceber, Vila Viçosa tem um desafio pela frente, a vencer com urgência, porque estamos muito atrasados: construir uma oferta cultural e artística que estimule a oferta turística, a partir do riquíssimo património arquitectónico, monumental, religioso, cultural (incluindo o industrial) com história.

A promoção e valorização desses recursos são determinantes e é possível apontar já casos exemplares de iniciativa, como o Solar dos Mascarenhas, no domínio da reabilitação urbana.

Mas, na mesma Rua morou a poetisa Florbela Espanca, e deu-lhe nome, e nela nasceu o pintor Henrique Pousão e muito mais há a fazer, e aqui entra a Câmara Municipal.

A Rua Florbela Espanca deverá assumir-se como uma artéria eminentemente cultural, berço de ilustres calipolenses reabilitada urbanisticamente, o que exige um empenhamento da Câmara Municipal, em 3 frentes:

  • A recuperação do imóvel de Florbela Espanca e a criação de uma Casa Museu;
  • A recuperação das antigas instalações dos Bombeiros para Biblioteca Municipal e espaço de trabalho de grupos de teatro e outras artes, junto a variadas associações juvenis e sociedades recreativas já existentes;
  • A adaptação do imóvel onde nasceu Henrique Pousão a uma Loja de Informação Turística e Cultural: exposições artísticas, acolhimento e informação turística, centro interpretativo histórico-cultural, sanitários públicos, …

O Dr. Telmo Faria mostrou as provas que o PSD já deu em Óbidos de que é possível fazer da criatividade aplicada às actividades culturais um dos pilares de um modelo de desenvolvimento local de sucesso.

E em VV, também é possível atrair mais visitantes e agradar aos turistas por essa via? É, porque o PSD de VV tem propostas fundamentadas, diferentes e com alguma criatividade.

Uma delas é a transformação da Praça da República num Parque Urbano de Lazer e fruição Histórico-Cultural, com animação cultural ao longo de todo o ano por diversos momentos de apropriação cultural do espaço público em torno de Florbela, Pousão, Públia Hortênsia de Castro e Bento de Jesus Caraça.

No entanto, mesmo com frenesim cultural, é impossível compensar em 4 anos de mandato autárquico, marcados pelo signo da crise, a inércia do que outros nem sequer ousaram tentar em 12.

Mas há coisas que são básicas, e que não só é possível, como é obrigatório resolver:

Então o funcionamento em pleno do Cine-Teatro Florbela Espanca como sala de espectáculos multifuncional (cinema, teatro e música, … pelo menos), com gestão artística autónoma, estabelecendo parcerias com agentes culturais/produtoras/associações, para garantir uma programação regular e diversificada que contribua igualmente para a formação de públicos, realizando espectáculos seguidos de debates, conversas e tertúlias com actores, realizadores, produtores, bailarinos, encenadores, será assim tão difícil e tão exigente em criatividade para não estar conseguida ao fim de 12 anos de mandato da CDU?

Também é possível, em 4 anos apenas fazer coisas com criatividade, para atrair mais visitantes e reter turistas durante mais tempo em VV, com uma equipa de autarcas jovens, mas experientes, competentes e desprendidos do controlo do poder:

É possível estimular a partir da Câmara Municipal uma agenda cultural criativa, regular, e coordená-la com as entidades e associações juvenis, culturais, recreativas e desportivas locais, divulgando-a pelo concelho através de painéis informativos e para exterior pela via digital. É o mínimo que se pode pedir a um concelho que não tem agenda cultural. Um Conselho Municipal de Cultura também.

Em algo mais do que 4 anos, já seria possível ensaiar os primeiros passos do turismo industrial com o sector dos mármores, pensar a construção de um parque de auto-caravanas, aproveitando o potencial de procura do turismo cultural vindo do Centro e Norte da Europa, estimular uma fábrica de artes enquanto espaço de criação jovem e centro de negócios criativos, onde se proporcionem condições de instalação para os jovens artistas do concelho e se possa convidar artistas de nome nacional e internacional das artes plásticas e multimédia, a música e a dança em parceria com instituições de ensino profissional artístico, como forma de ampliar a oferta formativa regional, fixar os jovens e diversificar o tecido empresarial, revitalizar projectos de arquitectura religiosa.

Pelo atraso que levamos de outros concelhos, há que não ter medo de ensaiar, sem demoras, algumas coisas, logo num primeiro mandato autárquico, correndo o risco de ter que insistir em melhorar mais tarde.

Não existem fórmulas infalíveis, mais ainda quando se trata de criatividade. Mas, sinceramente vos digo que parece fazer todo o sentido experimentar montar um grande evento e material promocional tendo Florbela Espanca como figura central, símbolo nacional da poesia e da defesa dos valores feministas, com convites a homens e mulheres da literatura, artes plásticas e música, memorizando a figura e criando novas obras.

Nem todo o cidadão tem que ser criativo, mas não se pode desculpar os gestores municipais que não o sejam, ou quem troque a tentativa pela inércia.

Nós, PSD, estamos preparados para tentar, para recomeçar e melhorar a cada tentativa, porque temos o espírito aberto à participação e ao contributo de todos, porque sabemos para onde queremos ir e já traçámos o caminho que queremos pisar.

O futuro não se prevê, prepara-se. E o futuro de Vila Viçosa é demasiado importante para não ser preparado e devolver a esta vila a dignidade e o orgulho numa terra que não é qualquer uma: é a Princesa do Alentejo.

Porque é possível uma Vila Mais Viçosa, fica o contributo do PSD.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O BINÓMIO CULTURA-TURISMO NA PRINCESA DO ALENTEJO



O nosso território possui marcas identitárias muito próprias, que reclamam que seja dada particular atenção à preservação das actividades tradicionais, artesanais ou de pequena indústria, que constituem fontes de diferenciação competitiva e afirmação do conhecimento secular acumulado pela comunidade local, associando-as à actividade turística, em benefício da economia local.

Mas, olhe-se para a fraca (nula) participação da Câmara Municipal de Vila Viçosa nos eventos turísticos de projecção nacional e internacional (ex. a BTL), para ver que há um trabalho de iniciativa autárquica, de marketing territorial, de promoção do concelho que está longe de estar conseguido.

Tal não seria de esperar por parte da autarquia, dados os constrangimentos geográficos que a localização de Vila Viçosa, no eixo comercial de Lisboa/Évora-Badajoz, acarretam, ao nível da actividade comercial, mais ainda quando se prevê que os mesmos possam intensificar-se nos próximos anos, aquando da prevista construção de 2 espaços comerciais de grandes dimensões (dimensão regional) que exercerão sobre a população calipolense forte efeito de atracção: um em Évora e outro em Badajoz.

Antes seria expectável a preparação atempada por parte da autarquia de um plano articulado ou ao menos de medidas periódicas para diminuir os previsíveis efeitos nefastos sobre o comércio e turismo locais, jogando essencialmente com o que se reconhece poderem constituir os elementos diferenciadores e individualizados, específicos de Vila Viçosa, que possibilitasse valorizar atractivos que outros concelhos não possuem, com impacto económico na actividade do comércio, hotelaria, restauração e turismo locais.

No entanto, as despesas da Câmara Municipal de Vila Viçosa em actividades culturais foram de 145€ por habitante em 2005, bem distante e abaixo dos 181€ que servem de referência para a área do Alentejo Central.

Atrás de Vila Viçosa só mesmo 5 concelhos, em 14, sendo fácil encontrar concelhos onde a despesa da autarquia em actividades culturais se situa no dobro ou no triplo, por habitante, relativamente a Vila Viçosa.

Também o peso da despesa em cultura, no total das despesas do município de Vila Viçosa, se situa abaixo do valor do Alentejo Central, com apenas 5 concelhos a atribuírem menos importância à cultura, em matéria de despesas.

Gastando menos que outros concelhos em cultura, em boa medida por força da participação de privados que noutros concelhos não existem, deve ser seriamente encarada a opção de redireccionamento das poupanças municipais nessa área em direcção à promoção e valorização externa do património e da imagem do concelho, em benefício da sua atractividade turística.

Do ponto de vista do desenvolvimento integrado e equilibrado de um concelho como Vila Viçosa, a qualidade do ambiente cultural e de lazer assume uma dupla importância, decorrente, por um lado, do seu contributo directo para a atractividade turística e comercial de visitantes externos e, por outro lado, da imagem de atractividade que o concelho consiga transmitir aos quadros altamente qualificados que optem por nele trabalhar e residir, conquistados pelo ambiente cultural em que podem viver e proporcionar aos seus filhos.

Os actuais e potenciais residentes no concelho devem merecer igual preocupação de estímulo e orientação das actividades culturais e criativas, que os cerca de 100.000 visitantes anuais de Vila Viçosa, enquanto turistas, cujas motivações se dividem essencialmente pelas dimensões cultural e religiosa, mas que deixam espaço de exploração a novas vertentes como o turismo industrial, em cuja estruturação de oferta têm um papel determinante as populações e empresas locais associadas à indústria das pedras naturais e ornamentais enquanto actividades económicas de enraizamento local.

A exploração do potencial de novos produtos como o turismo industrial assume uma importância múltipla na medida em que, para além de contribuir para a consolidação económica do sector dos mármores do concelho, também assume relevância para a diversificação das fontes de financiamento das actividades culturais pela sua associação à indústria, já que a dependência daquelas de subsídios dos dinheiros públicos não poderá manter-se por muito mais tempo, sendo certo que o mecenato e o patrocínio constituem apenas duas das múltiplas formas de financiamento a que, num futuro próximo, os agentes culturais terão de recorrer primordialmente, como forma de captação de capitais privados para os seus projectos.

Porém, também é certo que a crise financeira nacional e internacional que atravessamos não constitui o melhor momento para abandonar os promotores de eventos culturais relevantes à sua sorte, já que no actual quadro as empresas estão menos disponíveis para abarcar projectos de mecenato ou patrocínio, pelo que, nesta fase, às autarquias locais continuará a caber o papel principal no financiamento ou promoção directa e indirecta dos mesmos.

Acreditamos não ser necessário esperar por uma classificação da UNESCO sobre o património local, para tratar dele nas suas mais elementares funcionalidades, entre as quais a da visibilidade e animação.

domingo, 24 de maio de 2009

COESÃO SOCIAL EM TEMPO DE CRISE - AJUDAR AS FAMÍLIAS


Apesar das menores fragilidades demográficas que Vila Viçosa tem apresentado em comparação com os concelhos vizinhos e com o Alentejo Central, a degradação e envelhecimento da sua estrutura demográfica aproxima-se rapidamente do ritmo do Alentejo Central, aumentando os riscos de desequilíbrio e desigualdade social, por incidir sobre os mais idosos e vulneráveis física e economicamente, ao mesmo tempo que enfraquece a capacidade de resposta local às necessidades de Recursos Humanos solicitados pela actividade económica.

A agravar esta degradação da estrutura demográfica do concelho, está a crise financeira internacional e o potencial aumento do desemprego nos sectores industriais nacionais, entre os quais os mármores, que ameaça os trabalhadores e as famílias do concelho, aos quais se deve procurar garantir ou melhorar os níveis de qualidade de vida experimentados até agora.

Prosseguir e promover padrões elevados de qualidade de vida no concelho exigem a dedicação de uma atenção especial às dimensões da coesão territorial e social, ou seja, à sustentabilidade do processo de construção do futuro do concelho.

DESAFIO:

No curto prazo, precaver e evitar o aumento das desigualdades sociais e procurar a sua diminuição, mantendo elevados níveis de coesão social, enquanto garante da manutenção dos padrões de qualidade de vida.

A médio e longo prazo, o desafio do concelho para os próximos 10 anos consiste em procurar inverter a decadência demográfica, mais acelerada que no Alentejo Central, de forma a evitar passar o ponto de não retorno que já condenou o futuro de concelhos vizinhos da Zona dos Mármores.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

O compromisso do PSD é o de contribuir para um concelho com maior coesão social, assegurando formas sustentáveis de vida colectiva para todas as idades, através da prevenção dos riscos de aumento da exclusão social.

Garantir através da governação local as condições de construção de um concelho para viver um futuro melhor, dotando o território de factores de atractividade na qualidade ambiental, das infra-estruturas básicas e dos equipamentos colectivos: espaço público, desporto, lazer, educação, saúde, …

ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO IMEDIATA:

  • Reforço da liderança municipal no âmbito da Rede Social para apoio atempado aos mais carenciados e vulneráveis à crise;
  • Combate à crise financeira e económica e fomento do emprego na economia social do concelho;
  • Reforço da solidariedade com os desempregados da crise e promoção da literacia financeira: compromissos bancários com a habitação, acesso ao crédito, despesas fixas com o lar e educação, …;
  • Melhorar a qualidade e a regularidade da rede do abastecimento e distribuição de água ao concelho e proteger a rede de aquíferos subterrâneos enquanto reserva estratégica.

ACÇÕES PRIORITÁRIAS:

  • Actualizar o diagnóstico social do concelho para identificar os casos mais vulneráveis à crise e as prioridades de acção a que a rede social liderada pela Câmara deve responder prioritariamente;
  • Criar soluções de reinserção social para desempregados beneficiários do RSI (Empresa de Inserção Social), em profissões tradicionais em desuso, através da prestação de serviços à comunidade: conservação e manutenção de espaços verdes, conservação do património e manutenção do espaço urbano (incluindo a caiação de casas, enquanto cartão de visita turístico, podendo a CM oferecer a cal a todos os munícipes e a empresa de inserção disponibilizar a mão-de-obra), conservação e tratamento do espaço rural (caminhos públicos, o olival, …);
  • Promover a coesão social em tempo de crise, desagravando a carga fiscal das famílias por via da baixa da taxa de IRS dos munícipes do concelho em 3% (limite de 0,5% a 5%) nos próximos 2 anos (2010/11) e 2% nos 2 anos seguintes, beneficiando o rendimento disponível dos contribuintes em tempo de crise, estimulando o consumo na economia local e atraindo novos residentes-contribuintes para o concelho no futuro;
  • Alargar os benefícios do Cartão Municipal de Apoio Social para os mais vulneráveis à crise (à boleia da cobertura do Governo aos medicamentos genéricos) aos medicamentos não comparticipados pelo SNS e ao apoio domiciliário aos reformados e pensionistas mais carenciados (prestação de serviços através das entidades humanitárias do concelho, contratualizada com a CM);
  • Criar a figura do Conselheiro Municipal do Crédito, com prioridade de apoio aos desempregados da crise na sua relação com as instituições de crédito hipotecário habitacional e crédito pessoal, bem como responsabilidades no domínio da promoção da literacia financeira em matéria do crédito futuro;

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PILARES DA INTERVENÇÃO DO PSD NO CURTO E MÉDIO PRAZO

O Desafio principal de Vila Viçosa será iníciar de um novo ciclo político que inverta até 2020 a trajectória de decadência, recuperando a esperança no futuro do concelho de modo a fixar população e empresas, atrair novos residentes, novos investidores e mais visitantes e turistas que potenciem a capacidade de criação de riqueza e de emprego.

Dele decorrem 4 problemas específicos que configuram outros 4 eixos ou pilares de uma estratégia de intervenção, durante os anos mais próximos:

Eixo 1: A manutenção dos actuais níveis de emprego e a criação de novos empregos, que fixem os jovens do concelho e permitam atrair mais população, qualificada, necessária à competitividade do sector dos mármores, que é o principal empregador do concelho. A crise financeira e económica internacional vem destacar esta prioridade enquanto espaço de atenção privilegiada.

Eixo 2: A promoção do desenvolvimento económico a partir da iniciativa da CM que valorize de forma associativa e integrada a cultura e o património, o turismo e o lazer (estando VV a larga distância da iniciativa de outros concelhos como Óbidos), criando as condições para que o concelho se posicione vantajosamente na oferta turística nacional aquando da retoma da economia, aproveitando a reorientação da procura que revalorize o segmento do turismo cultural.

Eixo 3: No curto prazo, precaver e evitar o aumento das desigualdades sociais e procurar a sua diminuição, mantendo elevados níveis de coesão social e territorial, enquanto garantes da manutenção dos padrões de qualidade de vida.
A médio e longo prazo, o desafio do concelho para os próximos 10 anos consiste em procurar inverter a degradação demográfica, mais acelerada que no Alentejo Central, de forma a evitar passar o ponto de não retorno que já condenou o futuro de concelhos vizinhos da ZM (como Alandroal e ameaça seriamente Borba).

Eixo 4: Melhorar a qualidade, capacidade e eficácia de resposta aos serviços solicitados pelos Munícipes e outros utentes da gestão autárquica, promovendo o aprofundamento da democracia e transparência da governação municipal, através da simplificação da relação com os cidadãos, as empresas e os agentes locais e regionais.




Tal significa que, se os calipolenses decidirem confiar numa alternativa segura e credível para gerir os destinos do município nos próximos anos, o PSD estará pronto a assumir a confiança nele depositada para, através de uma equipa jovem, com competências diversas e complementares, dirigir o executivo municipal e proporcionar as condições de mudança necessárias à construção de um futuro diferente e mais promissor para o concelho de Vila Viçosa e seus habitantes.

Os calipolenses têm oportunidade de dar início a um novo ciclo de governação local que reforce a credibilidade do poder local, que dê prioridade a diferentes políticas de desenvolvimento económico, de qualidade de vida e coesão social, contribuindo para a modernização da Administração Pública.

terça-feira, 12 de maio de 2009

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD PARA UM CICLO DE 3 MANDATOS AUTÁRQUICOS

Pela Vila MAIS Viçosa,

A base de partida do PSD são as preocupações resultantes da identificação das necessidades e anseios das pessoas, das empresas e das instituições, e é a partir deles que construímos a nossa perspectiva de intervenção sobre o futuro do concelho, apontando o que consideramos serem os melhores caminhos para contornar e resolver os problemas identificados como maiores, tendo em conta que os mesmos configuram desafios variados, para os quais nos cabe construir as soluções mais adequadas.

PONTO DE PARTIDA:

Nos últimos anos VV estagnou económica e demograficamente no contexto do Alentejo Central, não conseguindo vencer os desafios do desenvolvimento. A governação local não soube afirmar uma estratégia que tornasse a nossa terra mais atractiva e acolhedora para as pessoas, para as empresas, para os visitantes. No fundo, perdeu-se de vista o objectivo de construção activa e afirmativa de um futuro de sucesso que marcasse uma trajectória ascendente para Vila Viçosa.

DESAFIO:

Iniciar um novo ciclo político que inverta até 2020 a trajectória de decadência, recuperando a esperança no futuro do concelho de modo a fixar população e empresas, atrair novos residentes, novos investidores e mais visitantes e turistas que potenciem a capacidade de criação de riqueza e de emprego.

C0MPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

Desenvolver o Projecto de Prospectiva “Vila Viçosa 2020”, desenhando as bases sólidas de construção de um futuro que amplie e projecte o lugar de Vila Viçosa no mapa nacional da Pedra Natural, do turismo cultural e religioso e da governação local qualificada e inovadora, enquanto concelho atractivo para viver, trabalhar, investir e visitar:

  1. uma CIDADE importante na hierarquia do sistema urbano alentejano;

  2. com elevada qualidade de vida, socialmente coesa e territorialmente equilibrada;

  3. RAINHA portuguesa do mármore e destacada como

  4. PRINCESA do Alentejo no turismo cultural e religioso.

A Construção de uma Visão de Futuro para VV parte de um pressuposto inegociável: VV é única, o que implica uma visão de futuro que combine os traços de carácter e identitários do local e a capacidade da mesma se abrir a novas correntes e a novas oportunidades.

A ideia central de ambicionar uma meta ou horizonte é a de que o Futuro não é uma fatalidade, mas sim construído passo a passo. VV não está condenada a ser uma vila pouco desenvolvida, pouco competitiva, pouco inovadora, pouco próspera, pouco atractiva e pouco estimulante.

Um projecto de afirmação do concelho tem que passar pela antecipação e pelo reconhecimento de um futuro desejado, o qual permitirá que os actores locais identifiquem eles próprios os novos desafios e definam colectivamente a respectiva visão desejada em relação ao futuro.

ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO:

  • Recuperar a importância económica e cultural que Vila Viçosa tem vindo a perder;
  • Valorizar a cultura e o património em benefício do turismo, enquanto pilar determinante do desenvolvimento do concelho e geração de novos empregos;
  • Imprimir um ritmo mais intenso à captação de investimento para Vila Viçosa, aproveitando as infra-estruturas existentes para o sector dos mármores e a localização geográfica;
  • Construir e projectar uma imagem mais amigável do concelho para atrair recursos (pessoas, empresas, investimentos);
  • Construir estruturas qualificadas de apoio municipal à revitalização da actividade extractiva e transformadora dos mármores e promover a sua relação com a actividade turística;
  • Definir papéis mais interventivos para a administração municipal na garantia de elevados padrões de qualidade de vida e de coesão social e territorial.


terça-feira, 5 de maio de 2009

PRIORIDADES E MISSÕES DA GOVERNAÇÃO NACIONAL E LOCAL

No jornal Diário do Sul (Edição de 05 de Maio de 2009):

A Zona dos Mármores (ZM) compreende um conjunto de concelhos alentejanos onde os estabelecimentos industriais têm maior dimensão empregadora e assumem maior relevância no contexto do mercado de trabalho alentejano, sendo que alguns deles chegam mesmo a assumir um papel empregador do sector secundário entre os trabalhadores por conta de outrem de cerca de quase 2/3, relegando o sector terciário para metade desse peso.

Pela sua natureza, o sector da pedra natural, explorando recursos naturais regionais, não é deslocalizável, ao menos na actividade extractiva, nem depende das vontades e condicionalismos alheios das multinacionais (ex. do automóvel e da electrónica) e que tanta dependência deixaram de rasto em países e regiões até há pouco vistas como modelos de uma suposta modernidade sem enraizamento local.

Até finais de 2008, o desemprego não se fez sentir de forma acutilante e generalizada na Zona dos Mármores, fruto da vocação exportadora do sector dos mármores que permitiu em alguns dos concelhos da mesma uma (re)orientação das empresas para certos nichos de mercado onde os preços de matérias primas como o petróleo têm permitido a manutenção de elevados padrões de qualidade de vida e de crescimento económico.

O sector dos mármores sofreu uma quebra significativa ainda antes da crise financeira internacional e, em consequência, reajustou-se, reduziu o número de unidades produtivas na extracção e transformação, reduziu mão-de-obra, tendo muita desta feito a sua transição para a reforma (pela via da pré-reforma), diluindo o impacto no desemprego ao longo do tempo.

De repente, eis que as sirenes disparam com os números do desemprego de Março de 2009, revelando um crescimento fortíssimo no primeiro trimestre de 2009 e um acréscimo significativo dos níveis face a 2005, início da governação socialista, afectando particularmente os homens, os jovens com menos de 25 anos, mesmo que tenham qualificações de nível secundário e, pior ainda, se tiverem completado o ensino superior e pretenderem continuar a residir e trabalhar no seu concelho de nascimento.

A crise financeira internacional faz sentir os seus violentos efeitos e o seu prolongamento no tempo acarretará, a prazo, uma degradação do mercado de trabalho da Zona dos Mármores, especialmente para os trabalhadores mais jovens que ainda restam nos concelhos do território, sendo por isso um desafio para os próximos anos a manutenção dos níveis de emprego e o apoio à consolidação e crescimento das unidades produtivas existentes.

Vencer o desafio de estacar a ameaça de desemprego que paira sobre um território de baixa densidade que figura entre os mais pobres de Portugal e da União Europeia, exige do Governo uma intervenção urgente no “cluster” da Pedra Natural, à semelhança dos planos já anunciados para outros sectores (automóvel, madeiras, …), por se tratar de um sector de vocação exportadora e determinante no emprego do território, cuja manutenção carece de apoio urgente às unidades produtivas do sector extractivo e transformador.

Por outro lado, às autarquias locais cabe um papel mais activo nesta situação de emergência, concebendo políticas públicas locais que absorvam as verbas financeiras do QREN e dos PO’s Temáticos e Regional, sobretudo nas áreas relacionadas com a dinamização da actividade económica e a criação de emprego, com a urgência devida para enfrentar a crise.

Montar, articular e gerir parcerias estratégias entre entidades públicas, associativas e privadas, que sustentem estratégias de eficiência colectiva para reforçar a capacidade de contrariar os efeitos da crise sobre a indústria dos mármores bem como sobre o comércio, a hotelaria e a restauração dos concelhos da Zona dos Mármores, eis a prioridade que deve ser encarada para os próximos anos, a iniciar rapidamente, pelos Serviços desconcentrados da Administração Pública e pelas Autarquias Locais.

José Palma Rita

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O PARTIDO SOCIALISTA NO SEU MELHOR

Percebe-se agora a estratégia do Governo Socialista de construir um Centro de Saúde novo em Borba, relegando para segundo plano as necessidades de Vila Viçosa.

Bem se pode dizer que, por um punhado de votos, o PS está disposto a tudo. Esperemos que os eleitores de Vila Viçosa saibam responder adequadamente ao PS nos 3 actos eleitorais de 2009.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

DESEMPREGO EM VILA VIÇOSA: EXPLOSÃO DESCONTROLADA

O CRESCIMENTO DO DESEMPREGO ASSUSTA VILA VIÇOSA
GOVERNO E CÂMARA DEVEM ACTUAR RAPIDAMENTE


No Notícias Alentejo:




O desemprego no concelho de Vila Viçosa cresceu 54% no primeiro trimestre de 2009, afectando já 290 pessoas com 201 novas inscrições no Centro de Emprego do IEFP desde Janeiro.

O desemprego no concelho (+17% que em 2005) aumentou a duração (+35% DLD), afectando sobretudo o sexo masculino (+79%), os jovens que procuram o primeiro emprego (+67%), mesmo que qualificados com o ensino secundário, sendo estes 30% dos desempregados do concelho.

Pior ainda é a situação dos jovens com qualificações superiores, que regressaram ao concelho de Vila Viçosa após os estudos, mas não conseguem encontrar emprego: +140% em 4 anos de governação socialista.

A ameaça de agravamento do desemprego, devido à crise financeira e económica, exige uma intervenção urgente do Governo no “cluster” da Pedra Natural, à semelhança dos planos já anunciados para outros sectores (automóvel, madeiras, …), por se tratar de um sector de vocação exportadora e predominante na Zona dos Mármores, nomeadamente no emprego, cuja manutenção carece de apoio urgente às unidades produtivas do sector extractivo e transformador.

Também a Câmara Municipal poderá desempenhar um papel mais activo, concebendo políticas públicas locais que absorvam as verbas financeiras do QREN e dos PO’s Temáticos e Regional, sobretudo nas áreas relacionadas com a dinamização da actividade económica e a criação de emprego, montando parcerias estratégias com entidades públicas, associativas e privadas, desenvolvendo estratégias de eficiência colectiva que permitam contrariar os efeitos da crise sobre a indústria, o comércio, a hotelaria e a restauração do concelho.