domingo, 21 de junho de 2009

APOIAR AS EMPRESAS, TRAVAR O DESEMPREGO

A captação, fixação e apoio municipal às empresas de Vila Viçosa, têm-se revelado insuficientes, nomeadamente do sector dos mármores, o principal sector empregador do mesmo.

Paira sobre VV a ameaça de que o prolongamento da crise financeira no tempo e os efeitos sobre a economia nacional e local acarretem consequências a prazo, para as empresas do sector e os trabalhadores que as mesmas empregam, com reflexo último sobre as famílias, por efeito do forte e inesperado aumento do desemprego.

DESAFIO:

Fomentar a competitividade empresarial e a promoção de emprego no sector dos mármores, apoiando a criação de novas unidades produtivas e o crescimento das existentes, através de um papel mais interventivo da autarquia na criação de emprego que fixe e atraia população para o concelho.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

Um Compromisso de Mandato corresponde ao início de uma nova etapa num ciclo de investimento e qualificação do emprego nas actividades dos mármores e assim, à necessidade de reforçar a competitividade empresarial, imprimir um ritmo mais intenso à captação de investimento industrial para VV aproveitando as infraestruturas empresariais existentes, com base numa aposta inovadora de proximidade activa dos serviços municipais às empresas, aos investidores e aos trabalhadores do concelho.


ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO IMEDIATA:

  • Adoptar uma política fiscal de emergência ao nível local, com carácter temporário, procurando contrariar a perda de competitividade empresarial decorrente da crise internacional;
  • Desempenho de um papel mais activo a partir da Câmara Municipal, na concepção de políticas públicas locais que absorvam as verbas financeiras do QREN e dos PO’s Temáticos e Regional, sobretudo nas áreas relacionadas com a dinamização da actividade económica e a criação de emprego, com a urgência devida para enfrentar a crise;
  • Estancar a ameaça de agravamento do desemprego, exigindo e apoiando uma intervenção urgente do Governo no “cluster” da Pedra Natural, à semelhança dos planos já anunciados para outros sectores (automóvel, madeiras, …), por se tratar de um sector de vocação exportadora e predominante na Zona dos Mármores, nomeadamente no emprego, cuja manutenção carece de apoio urgente às unidades produtivas do sector extractivo e transformador;
  • Montar, articular e gerir parcerias com entidades públicas, associativas e privadas, que sustentem estratégias de eficiência colectiva para reforçar a capacidade de contrariar os efeitos da crise sobre a indústria dos mármores bem como sobre o comércio, a hotelaria e a restauração do concelho;

ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO DE MÉDIO E LONGO PRAZO:

  • Estimular o investimento das micro e pequenas empresas e melhorar os produtos e/ou serviços prestados com a modernização das instalações e equipamentos da autarquia;
  • Construir uma verdadeira e qualificada oferta de equipamentos e serviços locais de apoio à actividade económica do concelho;
  • Captar investimento externo para dinamizar a base económica do concelho gerar novos postos de trabalho;
  • Reordenar e requalificar os espaços de acolhimento empresarial industrial;
  • Valorizar economicamente os recursos de identidade industrial, histórico-cultural e territorial;
  • Construir fórmulas inovadoras para o desempenho da gestão municipal no papel de qualificação do desenvolvimento económico e promoção dos recursos locais;
  • Criar condições materiais e imateriais de apoio ao desenvolvimento de iniciativas empresariais e projectos inovadores que aproveitem e fixem competências;

ACÇÕES PRIORITÁRIAS:

  • Desagravar a carga fiscal sobre as Pequenas e Médias Empresas do concelho, não aplicando qualquer taxa de Derrama nos próximos 2 anos (2010/11) e reduzindo a actual (1,3%) para 0,5% nos anos seguintes;
  • Estruturar uma oferta de serviços municipais dinâmicos e inovadores no apoio à actividade económica local e à captação de investimento susceptível de induzir emprego mais qualificado e contribuir para a diversificação da base económica regional e dinamizar a economia: Agência de Promoção e Apoio à Economia local (APAE-VIÇOSA), em alternativa a uma FIMAL estática. As missões de promoção externa da imagem do concelho, apoio a à participação de empresas locais em feiras e aos seus projectos de investimento ou na relação com a Administração Pública central prevalecem na sua génese;
  • Qualificar os espaços empresariais de Vila Viçosa e adaptá-los à realidade industrial regional e às suas especificidades, bem como ao potencial de atracção de empresas inovadoras (condições de apoio, segurança e acessos …);

sexta-feira, 19 de junho de 2009

COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL DA RAINHA DO MÁRMORE

Entre 2000 e 2006, as empresas da indústria extractiva de mármores no concelho de Vila Viçosa diminuíram -30% (de 54 para 38), mas reforçaram o seu peso no Alentejo Central (51%), enquanto as indústrias transformadoras de minerais não metálicos passaram de 38 para 43 (+13%).


Vila Viçosa é um dos concelhos do Alentejo Central onde os estabelecimentos industriais têm maior dimensão empregadora, embora tal emprego se posicione em níveis tecnológicos baixos na indústria transformadora, ainda assim melhor que os concelhos vizinhos da Zona dos Mármores.

O mercado de trabalho local mostrava em 2005 o peso do sector extractivo no emprego de cerca de 1/3 do pessoal ao serviço, assumindo-se como o maior empregador, seguido de muito perto pelas indústrias transformadoras.


Vila Viçosa é o principal concelho empregador de mdo do Alentejo Central na indústria extractiva (64%) e transformadora de mármores (45%), a larga distância de todos os concelhos vizinhos da Zona dos Mármores, revelando-se assim um dos poucos concelhos verdadeiramente industriais do Alentejo e mesmo do país (em emprego). O peso empregador (por conta de outrem) do sector secundário (em 2006) era de 36% no AC, mas em VV era de 64%, enquanto o sector terciário pesava 31% e o primário apenas 4,7%, em VV.


O volume de desemprego não teve até final de 2008 o sinal alarmante de outros concelhos (mas começa a ser preocupante a avaliar pelos dados de Março de 2009: +17% desde 2005), fruto de alguma resistência do sector dos mármores à crise, vocacionado que está para nichos de mercado específicos como o médio oriente, onde os elevados preços de matérias primas como o petróleo têm permitido a manutenção de elevados padrões de qualidade de vida e de crescimento económico.

O sector dos mármores sofreu uma quebra significativa ainda antes da crise financeira internacional e, em consequência, reajustou-se, reduziu o número de unidades produtivas na extracção e transformação (em parte devido às novas imposições legais de carácter ambiental), reduziu mdo, tendo muita desta feito a sua transição para a reforma (pela via da pré-reforma), diluindo o impacto no desemprego ao longo do tempo.

O volume de desempregados em VV revelava logo em 2005 um peso relativo dos homens (45%) que era superior ao do Alentejo (40%) mas, ao contrário do que aconteceu com esta última realidade, onde os homens representam hoje 46%, em VV desceram para 38% em Março de 2009. O mesmo acontece com os desempregados com 55 ou mais anos, que baixaram em VV de 14% para 6%, enquanto no Alentejo continuam hoje a representar 17% contra 18% anteriormente.

Mas, entre Janeiro de 2005 e Março de 2009, o desemprego dos jovens com menos de 25 anos cresceu em VV de 19% para 26% (47-75), num volume e ritmo mais preocupantes que no Alentejo, que se mantém nos 17% de desempregados jovens.

Pior ainda é que os jovens com qualificações superiores, que estudaram fora e regressaram ao concelho de VV, são os mais afectados, porque representavam 2% do desempregados em 2005 e hoje são 4% (5-12), o mesmo se passando com os que adquiriram as qualificações de nível secundário no concelho, que subiram de 23% para 29% (56-84) com um peso que é quase o dobro do que representam no Alentejo (15% em 2005 contra 17% hoje).

A crise financeira internacional faz sentir os seus efeitos: o desemprego em VV cresceu 54% no primeiro trimestre de 2009, afectando já 290 pessoas com 201 novas inscrições no Centro de Emprego do IEFP desde Janeiro. O desemprego no concelho (+17% que em 2005) aumentou a duração (+35% DLD), afectando sobretudo o sexo masculino (+79%), os jovens que procuram o primeiro emprego (+67%), mesmo que qualificados com o ensino secundário, sendo estes 30% dos desempregados do concelho.

Bem preocupante é igualmente a situação dos jovens com qualificações superiores, que regressaram ao concelho de Vila Viçosa após os estudos, mas não conseguem encontrar emprego: +140% em 4 anos de governação socialista.

Assim, o prolongamento da crise financeira no tempo e os efeitos sobre a economia nacional, podem trazer inevitáveis consequências negativas a prazo, especialmente para os trabalhadores mais jovens que ainda restam no concelho, sendo por isso um desafio para os próximos 4 anos a manutenção dos níveis de emprego e o apoio à consolidação e crescimento das unidades produtivas existentes, onde a autarquia poderá ter um papel bastante activo, não só em relação ao sector dos mármores, como ao comércio, hotelaria e restauração, de forma a que sejam criados novos postos de trabalho que resolvam o problema de emprego aos:

  • Desempregados com habilitações de nível superior, quadros altamente qualificados que são fundamentais à competitividade do concelho, numa estratégia de atracção de empresas;
  • Jovens desempregados com menos de 25 anos, que há que fixar no concelho;
  • Desempregados com habilitações de nível secundário;

terça-feira, 16 de junho de 2009

CDU E PS NA CÂMARA MUNICIPAL ATRASAM VILA VIÇOSA

A CDU e o PS não desenvolvem Vila Viçosa, por falta de iniciativa na Câmara Municipal, permitindo que outros concelhos vizinhos nos ultrapassem em importância no mapa regional, enquanto nós estagnámos na economia, na cultura e no turismo.

A ameaça de que Vila Viçosa seja em breve ainda mais sangrada de Serviços Públicos é real e agravará o desemprego que não para de crescer de forma assustadora desde o início de 2009.

A Câmara Municipal continua ainda assim indiferente e sem iniciativa que anime cultural e comercialmente o concelho, desprezando os milhares de visitantes atraídos pelas celebrações religiosas de Junho no santuário da Padroeira de Portugal.

Inverter o ciclo de decadência de Vila Viçosa exige novos protagonistas na Câmara Municipal, com iniciativas que ajudem as famílias a vencer a crise, as empresas a travar o desemprego, a atrair mais visitantes e turistas, a criar emprego para fixar os jovens.

Em tempo de crise, o Presidente da Câmara passeia pelo país inteiro com os idosos em visitas, jantares e bailes e sem pudor usa os recursos financeiros do município de Vila Viçosa para fazer campanha eleitoral, prometendo viagens futuras à Madeira, aos Açores e a Paris se a CDU vencer as eleições autárquicas.

A preocupação da CDU em comprar votos, prometendo irresponsavelmente o que a actual crise financeira não lhe permite cumprir, apenas confirma o desprezo pelo futuro de Vila Viçosa e a falta de interesse no seu desenvolvimento e qualidade de vida, em vez de resolver problemas básicos como o abastecimento e a distribuição de água que tantas vezes continua a faltar nas torneiras das nossas casas e nos cafés e restaurantes, ao fim de 12 anos de gestão CDU.

É possível uma Vila MAIS Viçosa e a Princesa do Alentejo merece mais responsabilidade e empenho no seu desenvolvimento.

Vila Viçosa, Junho de 2009 - A Candidatura Autárquica do PSD

segunda-feira, 15 de junho de 2009

MUDANÇA DE CICLO AUTÁRQUICO SEM SOBRESSALTOS

(Clique na imagem para ampliar)

ÓBIDOS - REFERÊNCIA DA GESTÃO AUTÁRQUICA DO PSD

Dr. Telmo Faria, Presidente da Câmara Municipal de Óbidos

Presidente da Câmara Muncipal de Óbidos
em Vila Viçosa a convite do PSD

Dr. Samuel Rego, programador cultural do Instituto Camões na Galiza.

Óbidos, autarquia a que o PSD preside.
Uma referência que o PSD de Vila Viçosa não esquecerá.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

ATRAIR VISITANTES, AGRADAR AOS TURISTAS




Se no âmbito histórico-patrimonial, Vila Viçosa é uma referência no Alentejo e no país, já quanto à valorização desses recursos em benefício da atractividade e da imagem do concelho, nomeadamente da sua associação com o turismo, parece haver um trabalho ainda incipiente e um longo caminho a percorrer.

A ausência de promoção do desenvolvimento económico a partir da iniciativa da Câmara Municipal, valorizando de forma associativa e integrada a cultura, o património, o turismo e o lazer é uma das lacunas observadas em Vila Viçosa, ao contrário de outros concelhos com Centros Históricos da mesma dimensão (ex. de Óbidos), com reflexos na fraca capacidade de retenção turística do concelho.

É por isso legítimo questionar se, ao fim de 12 anos de gestão municipal da CDU, a qualidade, quantidade e frequência da actividade cultural do concelho, nomeadamente na animação do centro urbano onde se situa o principal núcleo patrimonial e a Padroeira de Portugal, melhorou substancialmente ou não e se tal se reflectiu num aprofundamento da competitividade turística do concelho.

De uma forma simples, o problema pode resumir-se em torno do facto de Vila Viçosa não ter uma agenda cultural regular que coordene e concerte articuladamente a actividade dos seus agentes culturais, desportivos, associativos e religiosos, em torno de um projecto promovido a partir dos paços do concelho, com ambição de estímulo e regulação dos fluxos turísticos locais.

Observa-se um claro défice de apoio municipal à vertente imaterial do património, a par de notória inércia por parte da autarquia na divulgação e promoção do nome do concelho (ex. da ausência autónoma ou concertada com a ZM na BTL) em eventos que permitam a captação de investimentos externos e visitantes.

DESAFIO:

Valorizar criativamente o património cultural de Vila Viçosa em benefício do turismo e do lazer, afirmando-o como valor estratégico e oportunidade do desenvolvimento do concelho, promoção da sua imagem e geração de emprego.

Promover economicamente o património cultural (monumental, religioso e industrial), encarando-o como essencial para a dinâmica económico-social local e para a vitalidade de um pequeno centro urbano como Vila Viçosa, enquanto determinante na estratégia de marketing/afirmação de um concelho que urge tornar mais atractivo, acolhedor e hospitaleiro para novos visitantes, residentes e empresas.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

Um compromisso de Mandato da candidatura do PSD à Autarquia de Vila Viçosa orienta-se para afirmar a capacidade competitiva de Vila Viçosa nos domínios da cultura, turismo e lazer, por via de uma economia de criatividade que revitalize o Centro Histórico e estimule a iniciativa empresarial da hotelaria, da restauração e o comércio tradicional, na maior capacidade de atracção e retenção de visitantes e turistas.

Trata-se de construir e oferecer uma oferta cultural e artística que estimule a oferta turística e intensifique actividades diversas a partir do riquíssimo património arquitectónico, monumental, religioso, cultural (incluindo o industrial) com história, por via da promoção e valorização criativa de tais recursos.


ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO IMEDIATA:

Promover uma cooperação e articulação excepcional entre os poderes públicos e os agentes culturais na construção de uma agenda cultural criativa e distintiva, que afirme as especificidades do concelho e da região e, nessa medida, se constitua como pólo de atracção de turismo nacional e internacional;

  • Reforçar o binómio cultura-turismo, interligando criação e património, que afirme Vila Viçosa enquanto centro cultural, artístico e religioso frenético, gerador de eventos que atraiam visitantes ao concelho, num fluxo regular e equilibrado durante todo o ano;
  • Tornar Vila Viçosa num concelho de indústrias turísticas diversificadas mas associadas e interligadas entre si (cultura/arte/mármores), fruto de articulações institucionais que promovam a visibilidade do património monumental, religioso, cultural e industrial;
A MÉDIO E LONGO PRAZO:
  • Explorar o potencial de empreendedorismo autárquico na intensificação das actividades com interesse turístico, através da dinamização da animação cultural e artística;
  • Construir canais e formas de debate e participação na construção de uma agenda cultural do município, como conselhos, fóruns, etc.;
  • Simplificar e tornar mais acessível a informação/agenda cultural no município;
  • Reforçar a atractividade turística do Concelho, ampliando a oferta turística existente, promovendo o surgimento de novos produtos turísticos (ex. turismo industrial enquanto ramo do turismo cultural) e o alargamento a novos segmentos de clientes;
  • Melhorar e reforçar a oferta hoteleira e de restauração do município;
  • Apoiar grupos e movimentos na formação de redes e entidades culturais independentes;
  • Estimular a formação cultural da população e dos agentes culturais municipais;
  • Estimular o trabalho experimental de artesãos locais (mármore e estanho) e aprofundar a articulação entre o artesanato e o turismo;
  • Possibilitar o acesso aos bens culturais e aos equipamentos e garantir infra-estruturas para actividades culturais através da recuperação urbana do Centro Histórico para fins culturais, comerciais e turísticos;

ACÇÕES PRIORITÁRIAS:

  • Recuperar as antigas instalações dos Bombeiros para a Biblioteca Municipal (e espaço de trabalho para grupos de teatro e outras manifestações artísticas), afirmando, pela via da reabilitação urbana, a Rua Florbela Espanca (onde esta e Henrique Pousão nasceram) como artéria cultural berço de ilustres calipolenses;
  • Constituição do Conselho Municipal da Juventude e do Conselho Municipal de Cultura, enquanto órgãos de consulta e participação municipal, espaços de articulações e conjugações das múltiplas intervenções dos diversos agentes concelhios;
  • Reabertura do Cine-Teatro Florbela Espanca, como sala de espectáculos multifuncional (cinema, teatro, musica,...), com gestão artística autónoma, estabelecendo parcerias com agentes culturais/produtoras/associações, para garantir uma programação regular e diversificada que contribua igualmente para a formação de públicos, realizando espectáculos seguidos de debates, conversas e tertúlias com actores, realizadores, produtores, bailarinos, encenadores, etc;
  • Constituição de um Parque Urbano de Lazer e fruição históricocultural na Praça da República, animado com eventos variados durante todo o ano, estimulando a apropriação cultural dos espaços públicos;
  • Criação da CALIPOLITICA (Loja de Informação Turística e Cultural) na casa de Henrique Pousão, com espaço para exposições artísticas, acolhimento e informação turística, Centro Interpretativo histórico-cultural e territorial, sanitários públicos, …
  • Criar uma agenda cultural digital e respectivos painéis informativos como suporte promocional dos eventos culturais pela divulgação aos residentes locais e visitantes;
  • Reabilitação do imóvel de Florbela Espanca e criação de uma Casa-Museu;
  • Criação de um parque de auto-caravanas junto à zona desportiva e de lazer, aproveitando o potencial de procura do turismo cultural pelos visitantes do norte e centro da Europa;
  • Estimular uma Fábrica das Artes enquanto espaço de criação jovem e centro de negócios criativos, onde se proporcionem condições de instalação para os jovens artistas do concelho e se possa convidar artistas de nome nacional e internacional das artes plásticas e multimédia, a música e a dança em parceria com instituições de ensino profissional artístico, como forma de ampliar a oferta formativa regional, fixar os jovens e diversificar o tecido empresarial;
  • Criação e montagem de um grande evento e material promocional tendo como figura central Florbela Espanca, símbolo nacional da poesia feminista, com convites a homens e mulheres da literatura, artes plásticas e música, memorizando esta figura e criando novas obras.

terça-feira, 9 de junho de 2009

UMA AGENDA CULTURAL CRIATIVA PARA RESIDENTES E VISITANTES



Quais as razões do convite do PSD de Vila Viçosa ao Dr. Telmo Faria, Presidente da Câmara Municipal de Óbidos para falar sobre este tema?

  • Porque Vila Viçosa está estagnada na economia, decadente na cultura, no turismo e comércio.
  • Porque é fraca a retenção de turistas em Vila Viçosa, fruto do esgotamento de um ciclo de gestão autárquica da CDU que nos últimos 12 anos foi incapaz de associar a cultura e o património ao turismo e ao lazer.
  • Porque a inércia da gestão autárquica é mais que evidente em Vila Viçosa, onde nada acontece culturalmente relevante e que chame a atenção do distrito, do Alentejo ou do país.

Ora, a candidatura autárquica do PSD a Vila Viçosa quer fazer da associação entre as indústrias da cultura e do património, e o turismo, um dos pilares estruturantes do modelo de desenvolvimento para o futuro de Vila Viçosa.

Vila Viçosa, precisa de atrair mais visitantes e reter turistas por mais tempo.

Vila Viçosa, que tem por hóspede a Padroeira de Portugal, merece um lugar mais relevante e destacado no mapa do turismo cultural e religioso de Portugal. Mas tem que o conquistar.

E com esse turismo, beneficiar também a competitividade da indústria dos mármores, do artesanato e artes do mármore, do comércio, da hotelaria, da restauração.

Esta perspectiva de encarar o futuro dos concelhos nem sempre encaixou bem na matriz do PSD, e durante muitos anos assistimos mesmo a uma apropriação quase que exclusiva da cultura enquanto pilar do desenvolvimento local pelo PCP/CDU.

Mas há concelhos onde autarcas do PSD mostraram que cidades e vilas estagnadas como esta, podem em pouco tempo recuperar uma trajectória ascendente, a partir da cultura como motor!

Mostraram também que a fórmula encontrada não tem que estar catalogada no já mais que gasto manual dos controleiros do desenvolvimento local dos anos 80 que alguns outros ainda seguem sem se desviarem um milímetro e que levam os concelhos a uma monotonia agoniante onde a criatividade e a inovação não encontram terreno para vingar.

Entre esses autarcas do PSD, destaca-se o Dr. Telmo Faria, que mostrou que existem soluções diferentes do habitual, que introduziu no léxico da gestão autárquica termos e expressões como criatividade, economias criativas, indústrias criativas, todas eles resultantes de uma gestão que se esforça por não copiar, por se basear menos no livro de receitas e mais na ousadia das soluções não experimentadas.

O que pode o Dr. Telmo Faria partilhar com Vila Viçosa:

O que é isso afinal das vilas ou cidades criativas? E as indústrias criativas? Qual o papel e o contributo das indústrias criativas para a Economia da Cultura?

São um exclusivo das grandes cidades e dos grandes centros urbanos, ou também podem construir-se e afirmar-se no interior do país, aqui, no Alentejo?

Quais são as oportunidades económicas e de emprego que isso gera para os territórios concelhios? Esse modelo de desenvolvimento é viável em tempo de crise como aquela que vivemos? Reage melhor às crises e diminuem os seus efeitos?

Quais são os factores críticos para o sucesso desse modelo de desenvolvimento local?

São as autarquias locais os agentes mais indicados para liderar os projectos deste modelo? Como devem os autarcas lidar com a criatividade? Qual o modelo de governação local que a criatividade exige e prefere? Que papéis para a administração local?

A criatividade esgota-se na inovação? Ou também se pode criar a partir do que está feito?




O modelo de desenvolvimento de Óbidos e o seu modelo de gestão autárquica não são receitas a decalcar em Vila Viçosa, mas sem dúvida que são uma referência a ter presente e um exemplo de boas práticas.

Como é fácil perceber, Vila Viçosa tem um desafio pela frente, a vencer com urgência, porque estamos muito atrasados: construir uma oferta cultural e artística que estimule a oferta turística, a partir do riquíssimo património arquitectónico, monumental, religioso, cultural (incluindo o industrial) com história.

A promoção e valorização desses recursos são determinantes e é possível apontar já casos exemplares de iniciativa, como o Solar dos Mascarenhas, no domínio da reabilitação urbana.

Mas, na mesma Rua morou a poetisa Florbela Espanca, e deu-lhe nome, e nela nasceu o pintor Henrique Pousão e muito mais há a fazer, e aqui entra a Câmara Municipal.

A Rua Florbela Espanca deverá assumir-se como uma artéria eminentemente cultural, berço de ilustres calipolenses reabilitada urbanisticamente, o que exige um empenhamento da Câmara Municipal, em 3 frentes:

  • A recuperação do imóvel de Florbela Espanca e a criação de uma Casa Museu;
  • A recuperação das antigas instalações dos Bombeiros para Biblioteca Municipal e espaço de trabalho de grupos de teatro e outras artes, junto a variadas associações juvenis e sociedades recreativas já existentes;
  • A adaptação do imóvel onde nasceu Henrique Pousão a uma Loja de Informação Turística e Cultural: exposições artísticas, acolhimento e informação turística, centro interpretativo histórico-cultural, sanitários públicos, …

O Dr. Telmo Faria mostrou as provas que o PSD já deu em Óbidos de que é possível fazer da criatividade aplicada às actividades culturais um dos pilares de um modelo de desenvolvimento local de sucesso.

E em VV, também é possível atrair mais visitantes e agradar aos turistas por essa via? É, porque o PSD de VV tem propostas fundamentadas, diferentes e com alguma criatividade.

Uma delas é a transformação da Praça da República num Parque Urbano de Lazer e fruição Histórico-Cultural, com animação cultural ao longo de todo o ano por diversos momentos de apropriação cultural do espaço público em torno de Florbela, Pousão, Públia Hortênsia de Castro e Bento de Jesus Caraça.

No entanto, mesmo com frenesim cultural, é impossível compensar em 4 anos de mandato autárquico, marcados pelo signo da crise, a inércia do que outros nem sequer ousaram tentar em 12.

Mas há coisas que são básicas, e que não só é possível, como é obrigatório resolver:

Então o funcionamento em pleno do Cine-Teatro Florbela Espanca como sala de espectáculos multifuncional (cinema, teatro e música, … pelo menos), com gestão artística autónoma, estabelecendo parcerias com agentes culturais/produtoras/associações, para garantir uma programação regular e diversificada que contribua igualmente para a formação de públicos, realizando espectáculos seguidos de debates, conversas e tertúlias com actores, realizadores, produtores, bailarinos, encenadores, será assim tão difícil e tão exigente em criatividade para não estar conseguida ao fim de 12 anos de mandato da CDU?

Também é possível, em 4 anos apenas fazer coisas com criatividade, para atrair mais visitantes e reter turistas durante mais tempo em VV, com uma equipa de autarcas jovens, mas experientes, competentes e desprendidos do controlo do poder:

É possível estimular a partir da Câmara Municipal uma agenda cultural criativa, regular, e coordená-la com as entidades e associações juvenis, culturais, recreativas e desportivas locais, divulgando-a pelo concelho através de painéis informativos e para exterior pela via digital. É o mínimo que se pode pedir a um concelho que não tem agenda cultural. Um Conselho Municipal de Cultura também.

Em algo mais do que 4 anos, já seria possível ensaiar os primeiros passos do turismo industrial com o sector dos mármores, pensar a construção de um parque de auto-caravanas, aproveitando o potencial de procura do turismo cultural vindo do Centro e Norte da Europa, estimular uma fábrica de artes enquanto espaço de criação jovem e centro de negócios criativos, onde se proporcionem condições de instalação para os jovens artistas do concelho e se possa convidar artistas de nome nacional e internacional das artes plásticas e multimédia, a música e a dança em parceria com instituições de ensino profissional artístico, como forma de ampliar a oferta formativa regional, fixar os jovens e diversificar o tecido empresarial, revitalizar projectos de arquitectura religiosa.

Pelo atraso que levamos de outros concelhos, há que não ter medo de ensaiar, sem demoras, algumas coisas, logo num primeiro mandato autárquico, correndo o risco de ter que insistir em melhorar mais tarde.

Não existem fórmulas infalíveis, mais ainda quando se trata de criatividade. Mas, sinceramente vos digo que parece fazer todo o sentido experimentar montar um grande evento e material promocional tendo Florbela Espanca como figura central, símbolo nacional da poesia e da defesa dos valores feministas, com convites a homens e mulheres da literatura, artes plásticas e música, memorizando a figura e criando novas obras.

Nem todo o cidadão tem que ser criativo, mas não se pode desculpar os gestores municipais que não o sejam, ou quem troque a tentativa pela inércia.

Nós, PSD, estamos preparados para tentar, para recomeçar e melhorar a cada tentativa, porque temos o espírito aberto à participação e ao contributo de todos, porque sabemos para onde queremos ir e já traçámos o caminho que queremos pisar.

O futuro não se prevê, prepara-se. E o futuro de Vila Viçosa é demasiado importante para não ser preparado e devolver a esta vila a dignidade e o orgulho numa terra que não é qualquer uma: é a Princesa do Alentejo.

Porque é possível uma Vila Mais Viçosa, fica o contributo do PSD.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O BINÓMIO CULTURA-TURISMO NA PRINCESA DO ALENTEJO



O nosso território possui marcas identitárias muito próprias, que reclamam que seja dada particular atenção à preservação das actividades tradicionais, artesanais ou de pequena indústria, que constituem fontes de diferenciação competitiva e afirmação do conhecimento secular acumulado pela comunidade local, associando-as à actividade turística, em benefício da economia local.

Mas, olhe-se para a fraca (nula) participação da Câmara Municipal de Vila Viçosa nos eventos turísticos de projecção nacional e internacional (ex. a BTL), para ver que há um trabalho de iniciativa autárquica, de marketing territorial, de promoção do concelho que está longe de estar conseguido.

Tal não seria de esperar por parte da autarquia, dados os constrangimentos geográficos que a localização de Vila Viçosa, no eixo comercial de Lisboa/Évora-Badajoz, acarretam, ao nível da actividade comercial, mais ainda quando se prevê que os mesmos possam intensificar-se nos próximos anos, aquando da prevista construção de 2 espaços comerciais de grandes dimensões (dimensão regional) que exercerão sobre a população calipolense forte efeito de atracção: um em Évora e outro em Badajoz.

Antes seria expectável a preparação atempada por parte da autarquia de um plano articulado ou ao menos de medidas periódicas para diminuir os previsíveis efeitos nefastos sobre o comércio e turismo locais, jogando essencialmente com o que se reconhece poderem constituir os elementos diferenciadores e individualizados, específicos de Vila Viçosa, que possibilitasse valorizar atractivos que outros concelhos não possuem, com impacto económico na actividade do comércio, hotelaria, restauração e turismo locais.

No entanto, as despesas da Câmara Municipal de Vila Viçosa em actividades culturais foram de 145€ por habitante em 2005, bem distante e abaixo dos 181€ que servem de referência para a área do Alentejo Central.

Atrás de Vila Viçosa só mesmo 5 concelhos, em 14, sendo fácil encontrar concelhos onde a despesa da autarquia em actividades culturais se situa no dobro ou no triplo, por habitante, relativamente a Vila Viçosa.

Também o peso da despesa em cultura, no total das despesas do município de Vila Viçosa, se situa abaixo do valor do Alentejo Central, com apenas 5 concelhos a atribuírem menos importância à cultura, em matéria de despesas.

Gastando menos que outros concelhos em cultura, em boa medida por força da participação de privados que noutros concelhos não existem, deve ser seriamente encarada a opção de redireccionamento das poupanças municipais nessa área em direcção à promoção e valorização externa do património e da imagem do concelho, em benefício da sua atractividade turística.

Do ponto de vista do desenvolvimento integrado e equilibrado de um concelho como Vila Viçosa, a qualidade do ambiente cultural e de lazer assume uma dupla importância, decorrente, por um lado, do seu contributo directo para a atractividade turística e comercial de visitantes externos e, por outro lado, da imagem de atractividade que o concelho consiga transmitir aos quadros altamente qualificados que optem por nele trabalhar e residir, conquistados pelo ambiente cultural em que podem viver e proporcionar aos seus filhos.

Os actuais e potenciais residentes no concelho devem merecer igual preocupação de estímulo e orientação das actividades culturais e criativas, que os cerca de 100.000 visitantes anuais de Vila Viçosa, enquanto turistas, cujas motivações se dividem essencialmente pelas dimensões cultural e religiosa, mas que deixam espaço de exploração a novas vertentes como o turismo industrial, em cuja estruturação de oferta têm um papel determinante as populações e empresas locais associadas à indústria das pedras naturais e ornamentais enquanto actividades económicas de enraizamento local.

A exploração do potencial de novos produtos como o turismo industrial assume uma importância múltipla na medida em que, para além de contribuir para a consolidação económica do sector dos mármores do concelho, também assume relevância para a diversificação das fontes de financiamento das actividades culturais pela sua associação à indústria, já que a dependência daquelas de subsídios dos dinheiros públicos não poderá manter-se por muito mais tempo, sendo certo que o mecenato e o patrocínio constituem apenas duas das múltiplas formas de financiamento a que, num futuro próximo, os agentes culturais terão de recorrer primordialmente, como forma de captação de capitais privados para os seus projectos.

Porém, também é certo que a crise financeira nacional e internacional que atravessamos não constitui o melhor momento para abandonar os promotores de eventos culturais relevantes à sua sorte, já que no actual quadro as empresas estão menos disponíveis para abarcar projectos de mecenato ou patrocínio, pelo que, nesta fase, às autarquias locais continuará a caber o papel principal no financiamento ou promoção directa e indirecta dos mesmos.

Acreditamos não ser necessário esperar por uma classificação da UNESCO sobre o património local, para tratar dele nas suas mais elementares funcionalidades, entre as quais a da visibilidade e animação.