sexta-feira, 10 de julho de 2009

ÁGUA - TEIMOSIA DA CDU PREJUDICA CALIPOLENSES


No mesmo dia em que a comunicação social regional dá conta da adesão dos municípios de Estremoz e Portel ao grupo de outros (seis) concelhos do Sistema Multimunicipal de Abastecimento e Saneamento do Centro Alentejo, os calipolenses foram confrontados com mais uma das inúmeras e repetidas interrupções de fornecimento de água nas suas casas.

A adesão dos municípios de Estremoz e Portel deixa agora mais isolado o concelho de Vila Viçosa na resolução do problema de abastecimento de água pela via e solução alternativa que a CDU tem vindo a defender até agora, sendo previsível que o problema continue por resolver, como aconteceu nestes 12 anos de gestão CDU na Câmara Municipal.

Mas, para além do abastecimento de água, que deveria privilegiar as soluções de captação de superfície e preservar os aquíferos subterrâneos enquanto reservas estratégicas, Vila Viçosa padece ainda de outros males nesta matéria, nomeadamente no que refere à qualidade e estado da rede de abastecimento de água, que sofre roturas frequentes.

Trata-se de um problema que afecta toda a população calipolense, com elevada frequência e se tem tornado recorrente nos últimos meses. Agora foi junto à Caixa Agrícola, na Rua Públia Hortênsia de Castro, antes havia acontecido por 2 vezes na Quinta Augusta, uma de manhã outra à tarde do mesmo dia.

O PSD já por diversas vezes abordou este tema, dada a sua importância na melhoria da qualidade de vida dos calipolenses, defendendo uma intervenção de fundo ao nível da renovação do sistema de abastecimento urbano de água a habitações e estabelecimentos industriais, comerciais e outros, de forma a assegurar uma regularidade que, quando interrompida causa elevados prejuizos à economia local.

O entendimento da CDU tem sido outro, nomeadamente a aposta em deslocar os mais idosos para passeios fora do concelho, aos fins de semana, desvalorizando a solução dos problemas que afectam a qualidade de vida dos mesmos e dos restantes habitantes, no dia a dia da restante semana.

terça-feira, 30 de junho de 2009

FIXAR OS JOVENS APOIAR O EMPREGO

DESAFIO:

A médio e longo prazo, o desafio do concelho para os próximos 10/12 anos consiste em procurar inverter a degradação demográfica, mais acelerada que no Alentejo Central, de forma a evitar passar o ponto de não retorno que já condenou o futuro de concelhos vizinhos da Zona dos Mármores (como Alandroal e ameaça seriamente Borba) em termos de sustentabilidade demográfica.

Fixar jovens e empresas e atrair novos residentes para Vila Viçosa.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

Criar condições materiais e imateriais de apoio ao desenvolvimento de iniciativas empresariais e projectos inovadores que aproveitem e fixem competências e recursos humanos no concelho.


ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO IMEDIATA:

  • Incentivar fiscalmente novas iniciativas empresariais (através do IMI e IMT) criadas no sector industrial por jovens com menos de 35 anos e geradoras de emprego;
  • Apoiar através de programa próprio (Fundo de Apoio ao Empreendedor Jovem), os jovens empreendedores que apostem em iniciativas empresariais de promoção dos recursos característicos do concelho;
  • Criação de uma Incubadora de Empresas de apoio a jovens futuros empresários/empresas, usufruindo de incentivos e meios comuns em espaço próprio onde desenvolvam projectos inovadores de complemento ao tecido empresarial existente: valorização criativa dos recursos endógenos do concelho;
  • Estimular uma Fábrica das Artes enquanto espaço de criação jovem e centro de negócios criativos, onde se proporcionem condições de instalação para os jovens artistas do concelho e se possa convidar artistas de nome nacional e internacional das artes plásticas e multimédia, a música e a dança em parceria com instituições de ensino profissional artístico, como forma de ampliar a oferta formativa regional, fixar os jovens e diversificar o tecido empresarial;
  • Criação de um Prémio Anual destinado ao Empreendedor Jovem que se destaque na criação e/ou crescimento do seu negócio;
  • Constituição do Conselho Municipal da Juventude e do Conselho Municipal de Cultura, enquanto órgãos de consulta e participação municipal, espaços de articulações e conjugações das múltiplas intervenções dos diversos agentes concelhios;
  • Criar o Fórum das Associações do Concelho com funções consultivas na definição das grandes realizações;

UM CONCELHO PARA VIVER O FUTURO COM QUALIDADE DE VIDA

Vila Viçosa perdeu -2,2% (quase 200 pessoas) da população entre 1991 e 2001 e outros tantos (-1,8%) até 2006, de forma mais acentuada que o Alentejo Central, com decréscimo das taxas de natalidade, de mortalidade e de fecundidade em Vila Viçosa entre 2000 e 2006, a um ritmo superior às do Alentejo Central.

A taxa de fecundidade geral de Vila Viçosa em 2006 apresenta o valor mais baixo de todos os concelhos do Alentejo Central, atrás dos concelhos tradoicionalmente mais envelhecidos, o que, junto com o crescimento de mais de 30 pontos do índice de envelhecimento desde 2000 (11 pontos no Alentejo Central em idêntico período), denotam uma fragilidade preocupante da estrutura demográfica do concelho e uma séria ameaça para o futuro do mesmo em matéria de recursos humanos.


Os indicadores de protecção social também revelam que o concelho de Vila Viçosa está a envelhecer a um ritmo mais acelerado que o Alentejo Central (apesar de ainda se manter mais jovem), com um volume de pensionistas que aumentou +6,5% entre 2000 e 2006, contra o aumento de +3,9% no Alentejo Central, sendo que o aumento dos pensionistas por velhice (+8% em Vila Viçosa) é também ele mais acentuado que no Alentejo Central (+5,4%).

Em consequência, o número de pensionistas por 100 habitantes, mantendo-se ainda inferior ao do Alentejo Central em 2006, cresceu +12.3% em Vila Viçosa desde 2000, enquanto que no Alentejo Central tal crescimento foi de +8.3% em igual período.

Tal valor era em 2009 de 35.2 para o Alentejo Central, 32.9 para Vila Viçosa, bem distante dos restantes concelhos da Zona Mármores (Alandroal acima dos 50, Borba e Estremoz acima dos 40).

No que respeita às infra-estruturas básicas, o abastecimento e distribuição de água aos consumidores continua a revelar deficiências visíveis em Vila Viçosa, pelo facto de todo o caudal de água captado para abastecimento ser de origem subterrânea, nem todo ser tratado e a regularidade dos fluxos de abastecimento não estar garantida.

No saneamento básico e tratamento de esgotos, é de destacar que a população de Vila Viçosa servida por ETAR (68% sem avanços desde 2000) se revela inferior aos valores observados no conjunto do Alentejo Central (70% em 2005, subindo de 60% em 2000).

Só 36% das águas residuais eram tratadas em 2005 no concelho de Vila Viçosa (30% em 2000), pouco mais de 1/3 do valor do Alentejo Central (82% em 2005 mas que evoluiu de 67,5% em 2000).

O valor que este último indicador apresenta em Vila Viçosa no ano 2005 coloca mesmo o concelho em penúltimo lugar dos 14 concelhos do Alentejo Central, apenas tendo Sousel em posição mais recuada e desvantajosa nesta matéria.

domingo, 28 de junho de 2009

S. BARTOLOMEU


JUNTA DE FREGUESIA DE S. BARTOLOMEU

Carlos Alberto Albuquerque Carronha - 49 anos

Como técnico de Farmácia sobejamente conhecido, pessoal e profissionalmente por todos os calipolenses, contacta diariamente com a população de todo o concelho e especialmente da sua sede, sentindo e compreendendo os problemas e as necessidades que cada pessoa, em especial dos mais idosos, para os quais se propõe agora participar de forma mais activa na construção de soluções para um quotidiano mais feliz para os mesmos.

PARDAIS

JUNTA DE FREGUESIA DE PARDAIS

António José dos Santos Espada - 49 anos

Sendo o único cabeça de lista repetente nas listas do PSD, revela-se profundo conhecedor dos problemas da Freguesia que vê os seus destinos geridos pelo mesmo protagonista há mais de 20 anos.

António Espada foi eleito em 2005 nas listas do PSD à Assembleia de Freguesia de Pardais e participou assídua e empenhadamente enquanto tal no debate dos problemas da freguesia, sempre disponível para apoiar as propostas do executivo que beneficiassem a terra, propondo activamente as correcções e alterações que sempre considerou melhorarem substancialmente o essencial das decisões.


Apresenta-se ao eleitorado com espírito de abertura à construção de soluções de revitalização da terra cujo envelhecimento acarreta perda de população a cada ano que passa, definhando um pouco mais.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ESTRANHAS (OU TALVEZ NÃO) OPÇÕES DA CDU EM VILA VIÇOSA

As fotos abaixo são do autocarro da Câmara de Borba, estacionado frente à Câmara de Vila Viçosa no passado fim-de-semana para transportar as crianças das escolinhas de futebol do Calipolense ao Estádio da Luz, em Lisboa, evitando que pela enésima vez (só no último ano) os pais de tais crianças fossem levados a transportar os mesmos nos seus automóveis próprios.


As queixas dos pais das crianças praticantes de futebol nas escolinhas do Calipolense sobre a falta de sensibilidade e disponibilidade da Câmara de Vila Viçosa para apoio às deslocações aos vários pontos do país são mais que muitas.
Queixam-se os pais de que a Câmara de Vila Viçosa tem dois pesos e duas medidas sobre apoio aos transportes de utentes e eleitores do concelho: para os que votam (nomeadamente os idosos), há transporte todos os fins-de-semana para o país inteiro, enquanto que para as crianças, que ainda não estão recenseadas nem rendem votos, nunca houve transporte da autarquia durante todo o ano.



O PSD já denunciou publicamente, através de comunicado distribuido à população e à comunicação social, aquilo que considera uma descarada "compra de votos" por parte da CDU, com os meios da autarquia.

Em tempo de crise, o Presidente da Câmara passeia pelo país inteiro com os idosos em visitas, jantares e bailes e sem pudor usa os recursos financeiros do município de Vila Viçosa para fazer campanha eleitoral, prometendo viagens futuras à Madeira, aos Açores e a Paris se a CDU vencer as eleições autárquicas.

A preocupação da CDU em comprar votos, prometendo irresponsavelmente o que a actual crise financeira não lhe permite cumprir, apenas confirma o desprezo pelo futuro de Vila Viçosa e a falta de interesse no seu desenvolvimento e qualidade de vida, em vez de resolver problemas básicos como o abastecimento e a distribuição de água que tantas vezes continua a faltar nas torneiras das nossas casas e nos cafés e restaurantes, ao fim de 12 anos de gestão CDU.

Ora, na sequência deste assunto, surgiu esta semana mais uma intenção da CDU de, para que os candidatos da CDU à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia de S. Bartolomeu pudessem acompanhar os idosos em mais uma acção de campanha eleitoral no próximo domingo, se adiar o debate entre os candidatos à Junta de Freguesia de S. Bartolomeu, agendado na Rádio Campanário para o próximo dia 28 de Junho, domingo, às 9.00 horas da manhã.

Contactado pela Rádio Campanário para o efeito, o PSD de Vila Viçosa tomou a seguinte posição:

  • O PSD de Vila Viçosa não está disponível para aceitar adiamentos de debates na Rádio Campanário a não ser por motivos de força maior. Só esses motivos justificam a nossa concordância, dado que o agendamento dos vários foi consensualizado entre os representantes da várias forças partidárias;
  • Que o PSD saiba, o motivo invocado pelo candidato da CDU para solicitar o adiamento não é de força maior mas sim de passeios com idosos, numa descarada, condenável e inaceitável acção eleitoralista com recusos públicos pagos a partir dos nossos impostos que deveriam servir melhores fins (nomeadamente de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida no concelho) do que a despudorada campanha eleitoral da CDU;
  • O candidato do PSD à Junta de Freguesia de S. Bartolomeu (Senhor Carlos Carronha), não está disponível, por motivos de agenda pessoal e familiar, para o dia proposto como alternativa;
  • Os candidatos do PSD aos vários orgãos autárquicos e os representantes das Comissão Política do PSD de Vila Viçosa e da Comissão Política Distrital de Évora do PSD não falharam até agora qualquer dos debates agendados na Rádio Campanário, assegurando a presença de vários dos seus membros com sacrifício pessoal e de agendamento perturbador para as suas vidas familiares e profissionais, mas sempre quiseram honrar os seus compromissos e assegurar o respeito que os orgãos de comunicação social e seus profissionais lhe merecem, ao contrário de outras forças políticas locais que por diversas vezes já demonstraram não balizarem as suas atitudes pelas mesmas referências;
  • O PSD respeita os impedimentos e transtornos causados aos vários intervenientes, incluindo à Rádio Campanário, tendo sempre concordado com a procura das datas mais acertadas à disponibilidade de todos os envolvidos, aquando da discussão conjunta das mesmas;
  • O PSD não está disponível para, em fase posterior a tal acerto, aceitar alterações propostas aos debates radiofónicos agendados e acordados entre todas as forças políticas, por motivos que não sejam de força maior, muito menos por agendamentos posteriores de acções de campanha eleitoral de outras forças partidárias.

A Estrutura de Campanha Autárquica do PSD de Vila Viçosa

A CPS do PSD de Vila Viçosa

domingo, 21 de junho de 2009

APOIAR AS EMPRESAS, TRAVAR O DESEMPREGO

A captação, fixação e apoio municipal às empresas de Vila Viçosa, têm-se revelado insuficientes, nomeadamente do sector dos mármores, o principal sector empregador do mesmo.

Paira sobre VV a ameaça de que o prolongamento da crise financeira no tempo e os efeitos sobre a economia nacional e local acarretem consequências a prazo, para as empresas do sector e os trabalhadores que as mesmas empregam, com reflexo último sobre as famílias, por efeito do forte e inesperado aumento do desemprego.

DESAFIO:

Fomentar a competitividade empresarial e a promoção de emprego no sector dos mármores, apoiando a criação de novas unidades produtivas e o crescimento das existentes, através de um papel mais interventivo da autarquia na criação de emprego que fixe e atraia população para o concelho.

COMPROMISSO ELEITORAL DO PSD:

Um Compromisso de Mandato corresponde ao início de uma nova etapa num ciclo de investimento e qualificação do emprego nas actividades dos mármores e assim, à necessidade de reforçar a competitividade empresarial, imprimir um ritmo mais intenso à captação de investimento industrial para VV aproveitando as infraestruturas empresariais existentes, com base numa aposta inovadora de proximidade activa dos serviços municipais às empresas, aos investidores e aos trabalhadores do concelho.


ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO IMEDIATA:

  • Adoptar uma política fiscal de emergência ao nível local, com carácter temporário, procurando contrariar a perda de competitividade empresarial decorrente da crise internacional;
  • Desempenho de um papel mais activo a partir da Câmara Municipal, na concepção de políticas públicas locais que absorvam as verbas financeiras do QREN e dos PO’s Temáticos e Regional, sobretudo nas áreas relacionadas com a dinamização da actividade económica e a criação de emprego, com a urgência devida para enfrentar a crise;
  • Estancar a ameaça de agravamento do desemprego, exigindo e apoiando uma intervenção urgente do Governo no “cluster” da Pedra Natural, à semelhança dos planos já anunciados para outros sectores (automóvel, madeiras, …), por se tratar de um sector de vocação exportadora e predominante na Zona dos Mármores, nomeadamente no emprego, cuja manutenção carece de apoio urgente às unidades produtivas do sector extractivo e transformador;
  • Montar, articular e gerir parcerias com entidades públicas, associativas e privadas, que sustentem estratégias de eficiência colectiva para reforçar a capacidade de contrariar os efeitos da crise sobre a indústria dos mármores bem como sobre o comércio, a hotelaria e a restauração do concelho;

ORIENTAÇÕES PARA A ACÇÃO DE MÉDIO E LONGO PRAZO:

  • Estimular o investimento das micro e pequenas empresas e melhorar os produtos e/ou serviços prestados com a modernização das instalações e equipamentos da autarquia;
  • Construir uma verdadeira e qualificada oferta de equipamentos e serviços locais de apoio à actividade económica do concelho;
  • Captar investimento externo para dinamizar a base económica do concelho gerar novos postos de trabalho;
  • Reordenar e requalificar os espaços de acolhimento empresarial industrial;
  • Valorizar economicamente os recursos de identidade industrial, histórico-cultural e territorial;
  • Construir fórmulas inovadoras para o desempenho da gestão municipal no papel de qualificação do desenvolvimento económico e promoção dos recursos locais;
  • Criar condições materiais e imateriais de apoio ao desenvolvimento de iniciativas empresariais e projectos inovadores que aproveitem e fixem competências;

ACÇÕES PRIORITÁRIAS:

  • Desagravar a carga fiscal sobre as Pequenas e Médias Empresas do concelho, não aplicando qualquer taxa de Derrama nos próximos 2 anos (2010/11) e reduzindo a actual (1,3%) para 0,5% nos anos seguintes;
  • Estruturar uma oferta de serviços municipais dinâmicos e inovadores no apoio à actividade económica local e à captação de investimento susceptível de induzir emprego mais qualificado e contribuir para a diversificação da base económica regional e dinamizar a economia: Agência de Promoção e Apoio à Economia local (APAE-VIÇOSA), em alternativa a uma FIMAL estática. As missões de promoção externa da imagem do concelho, apoio a à participação de empresas locais em feiras e aos seus projectos de investimento ou na relação com a Administração Pública central prevalecem na sua génese;
  • Qualificar os espaços empresariais de Vila Viçosa e adaptá-los à realidade industrial regional e às suas especificidades, bem como ao potencial de atracção de empresas inovadoras (condições de apoio, segurança e acessos …);

sexta-feira, 19 de junho de 2009

COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL DA RAINHA DO MÁRMORE

Entre 2000 e 2006, as empresas da indústria extractiva de mármores no concelho de Vila Viçosa diminuíram -30% (de 54 para 38), mas reforçaram o seu peso no Alentejo Central (51%), enquanto as indústrias transformadoras de minerais não metálicos passaram de 38 para 43 (+13%).


Vila Viçosa é um dos concelhos do Alentejo Central onde os estabelecimentos industriais têm maior dimensão empregadora, embora tal emprego se posicione em níveis tecnológicos baixos na indústria transformadora, ainda assim melhor que os concelhos vizinhos da Zona dos Mármores.

O mercado de trabalho local mostrava em 2005 o peso do sector extractivo no emprego de cerca de 1/3 do pessoal ao serviço, assumindo-se como o maior empregador, seguido de muito perto pelas indústrias transformadoras.


Vila Viçosa é o principal concelho empregador de mdo do Alentejo Central na indústria extractiva (64%) e transformadora de mármores (45%), a larga distância de todos os concelhos vizinhos da Zona dos Mármores, revelando-se assim um dos poucos concelhos verdadeiramente industriais do Alentejo e mesmo do país (em emprego). O peso empregador (por conta de outrem) do sector secundário (em 2006) era de 36% no AC, mas em VV era de 64%, enquanto o sector terciário pesava 31% e o primário apenas 4,7%, em VV.


O volume de desemprego não teve até final de 2008 o sinal alarmante de outros concelhos (mas começa a ser preocupante a avaliar pelos dados de Março de 2009: +17% desde 2005), fruto de alguma resistência do sector dos mármores à crise, vocacionado que está para nichos de mercado específicos como o médio oriente, onde os elevados preços de matérias primas como o petróleo têm permitido a manutenção de elevados padrões de qualidade de vida e de crescimento económico.

O sector dos mármores sofreu uma quebra significativa ainda antes da crise financeira internacional e, em consequência, reajustou-se, reduziu o número de unidades produtivas na extracção e transformação (em parte devido às novas imposições legais de carácter ambiental), reduziu mdo, tendo muita desta feito a sua transição para a reforma (pela via da pré-reforma), diluindo o impacto no desemprego ao longo do tempo.

O volume de desempregados em VV revelava logo em 2005 um peso relativo dos homens (45%) que era superior ao do Alentejo (40%) mas, ao contrário do que aconteceu com esta última realidade, onde os homens representam hoje 46%, em VV desceram para 38% em Março de 2009. O mesmo acontece com os desempregados com 55 ou mais anos, que baixaram em VV de 14% para 6%, enquanto no Alentejo continuam hoje a representar 17% contra 18% anteriormente.

Mas, entre Janeiro de 2005 e Março de 2009, o desemprego dos jovens com menos de 25 anos cresceu em VV de 19% para 26% (47-75), num volume e ritmo mais preocupantes que no Alentejo, que se mantém nos 17% de desempregados jovens.

Pior ainda é que os jovens com qualificações superiores, que estudaram fora e regressaram ao concelho de VV, são os mais afectados, porque representavam 2% do desempregados em 2005 e hoje são 4% (5-12), o mesmo se passando com os que adquiriram as qualificações de nível secundário no concelho, que subiram de 23% para 29% (56-84) com um peso que é quase o dobro do que representam no Alentejo (15% em 2005 contra 17% hoje).

A crise financeira internacional faz sentir os seus efeitos: o desemprego em VV cresceu 54% no primeiro trimestre de 2009, afectando já 290 pessoas com 201 novas inscrições no Centro de Emprego do IEFP desde Janeiro. O desemprego no concelho (+17% que em 2005) aumentou a duração (+35% DLD), afectando sobretudo o sexo masculino (+79%), os jovens que procuram o primeiro emprego (+67%), mesmo que qualificados com o ensino secundário, sendo estes 30% dos desempregados do concelho.

Bem preocupante é igualmente a situação dos jovens com qualificações superiores, que regressaram ao concelho de Vila Viçosa após os estudos, mas não conseguem encontrar emprego: +140% em 4 anos de governação socialista.

Assim, o prolongamento da crise financeira no tempo e os efeitos sobre a economia nacional, podem trazer inevitáveis consequências negativas a prazo, especialmente para os trabalhadores mais jovens que ainda restam no concelho, sendo por isso um desafio para os próximos 4 anos a manutenção dos níveis de emprego e o apoio à consolidação e crescimento das unidades produtivas existentes, onde a autarquia poderá ter um papel bastante activo, não só em relação ao sector dos mármores, como ao comércio, hotelaria e restauração, de forma a que sejam criados novos postos de trabalho que resolvam o problema de emprego aos:

  • Desempregados com habilitações de nível superior, quadros altamente qualificados que são fundamentais à competitividade do concelho, numa estratégia de atracção de empresas;
  • Jovens desempregados com menos de 25 anos, que há que fixar no concelho;
  • Desempregados com habilitações de nível secundário;

terça-feira, 16 de junho de 2009

CDU E PS NA CÂMARA MUNICIPAL ATRASAM VILA VIÇOSA

A CDU e o PS não desenvolvem Vila Viçosa, por falta de iniciativa na Câmara Municipal, permitindo que outros concelhos vizinhos nos ultrapassem em importância no mapa regional, enquanto nós estagnámos na economia, na cultura e no turismo.

A ameaça de que Vila Viçosa seja em breve ainda mais sangrada de Serviços Públicos é real e agravará o desemprego que não para de crescer de forma assustadora desde o início de 2009.

A Câmara Municipal continua ainda assim indiferente e sem iniciativa que anime cultural e comercialmente o concelho, desprezando os milhares de visitantes atraídos pelas celebrações religiosas de Junho no santuário da Padroeira de Portugal.

Inverter o ciclo de decadência de Vila Viçosa exige novos protagonistas na Câmara Municipal, com iniciativas que ajudem as famílias a vencer a crise, as empresas a travar o desemprego, a atrair mais visitantes e turistas, a criar emprego para fixar os jovens.

Em tempo de crise, o Presidente da Câmara passeia pelo país inteiro com os idosos em visitas, jantares e bailes e sem pudor usa os recursos financeiros do município de Vila Viçosa para fazer campanha eleitoral, prometendo viagens futuras à Madeira, aos Açores e a Paris se a CDU vencer as eleições autárquicas.

A preocupação da CDU em comprar votos, prometendo irresponsavelmente o que a actual crise financeira não lhe permite cumprir, apenas confirma o desprezo pelo futuro de Vila Viçosa e a falta de interesse no seu desenvolvimento e qualidade de vida, em vez de resolver problemas básicos como o abastecimento e a distribuição de água que tantas vezes continua a faltar nas torneiras das nossas casas e nos cafés e restaurantes, ao fim de 12 anos de gestão CDU.

É possível uma Vila MAIS Viçosa e a Princesa do Alentejo merece mais responsabilidade e empenho no seu desenvolvimento.

Vila Viçosa, Junho de 2009 - A Candidatura Autárquica do PSD

segunda-feira, 15 de junho de 2009