quinta-feira, 19 de novembro de 2009

OPINIÃO - EXPECTATIVAS PARA O NOVO CICLO AUTÁRQUICO

Iniciou-se recentemente um novo ciclo autárquico no Alentejo a vigorar até 2013, marcado pelo recuo da CDU em várias autarquias que os eleitores trocaram pelo PS, sendo unicamente possível proceder por enquanto a uma avaliação “ex-ante” do que nos espera, em função dos discursos proferidos pelos novos protagonistas, aquando da sua tomada de posse.
Ora, os elementos de preocupação que é possível identificar a partir dessa análise prendem-se com a verificação de um tom de discurso concertado, cinzento, impreciso e mesmo acusatório, proferido por vários dos novos autarcas que, na senda dos seus congéneres já instalados, deixam antever que a desilusão já antes verificada em muitos concelhos se estenderá como uma mancha a outros agora conquistados pela mesma força política.
Boa parte desses discursos apontam como prioridades do mandato autárquico preocupações tão despropositadas e distantes das prioridades do seu próprio programa eleitoral, como a construção de novas instalações da GNR em concelhos onde os registos anuais da criminalidade cabem num 1/4 de página dum bloco de formato A5, como se tal constituísse o pilar central e imprescindível da acção autárquica em prol do desenvolvimento local durante os próximos 4 anos.
Queiram desculpar, mas mais não consigo vislumbrar em tal discurso outro propósito que não seja o desviar das atenções para a falta de soluções, de competência ou de coragem política para agarrar os problemas principais que requerem a concentração quase exclusiva da acção autárquica neste mandato, entre elas a prestação de ajuda às famílias e às empresas para enfrentarem a crise que assola este país e agrava a débil situação dos concelhos de uma região pobre como o Alentejo, através dos instrumentos fiscais na esfera autárquica como a redução do IRS para as famílias, do IMI e da Derrama para as empresas.
Mas, curiosamente, sobre isso, nem uma palavra dos novos autarcas alentejanos, como se a crise tivesse sido banida do país em consequência do milagre das rosas observado nas urnas da maioria dos concelhos alentejanos em 11 de Outubro.
Tal não é verdade, porque a crise está aí e afecta mais população e empresas alentejanas a cada dia que passa, bastando recordar que os números do desemprego relativos a Setembro de 2009 dão conta de um crescimento do desemprego (no Alentejo) em quase 20% desde o início do ano, havendo concelhos, mais industriais como Vila Viçosa onde o mesmo cresceu quase 60%, ou mais terciários como Évora onde o crescimento do desemprego registado foi de 32% em igual período.
Esquecendo ou tentando iludir a crise económica e a crise de soluções de governação nacional e local para enfrentar a mesma, os discursos de alguns dos novos autarcas viram-se para a suposta complicação da “situação financeira” que encontram nos municípios onde iniciam o mandato, enquanto desculpa e justificação para o eventual condicionamento (abandono seria o termo mais adequado) dos planos de actividades que aí vêm e dos milagrosos investimentos que irresponsavelmente prometeram ao eleitorado durante a campanha eleitoral.
Ora, esta música já nós ouvimos antes em iguais circunstâncias, com os resultados que bem conhecemos, infelizmente. Quem não se recorda da mesma invocação de dívida usada em Évora a seguir à eleições autárquicas de 2001 para se desculpar da não concretização do ilusório rol de promessas feitas aos eleitores e impossíveis de concretizar, como bem constatámos durante os últimos 8 anos?
Tal como em Évora, muitos eleitores dos concelhos de vários cantos do Alentejo sofrerão durante este ciclo variadas desilusões sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral, mas não cumpridas pelos autarcas vencedores, que não se contiveram em devido tempo. Cabe aos mesmos eleitores afinarem a audição e refinarem a concentração, na próxima vez que ouvirem os vendedores de ilusão, chamando-os à razão, através do voto.


José Palma Rita
(Publicado no jornal Diário do Sul em 2009.11.18)

domingo, 15 de novembro de 2009

CRISE NOS MÁRMORES AGRAVA-SE E O DESEMPREGO DISPARA

O Correio da Manhã descreve bem a agonia do sector alentejano dos mármores, a braços com várias crises que se vêm agudizando desde há anos, sem que o Governo do PS tome qualquer medida de discriminação positiva a favor do sector (ao contrário do que já fez para outros sectores e que o PSD repetidamente denunciou aqui e aqui), apesar de ainda não ter feito uso de cerca de metade do volume financeiro previsto para efeitos de combate à crise.



Curiosamente, as preocupações com a crise no sector dos mármores e com as suas devastadoras consequências para Vila Viçosa em termos de desemprego (que já cresceu 60% nos primeiros 9 meses de 2009, com particular incidência sobre os jovens com formação superior que são hoje +107% face a 2008), primaram pela ausência e pelo esquecimento no discurso de tomada de posse do novo Presidente da Câmara Municipal, eleito nas listas do Partido Socialista, certamente pelo contágio do milagre das rosas que todos os dias presenciamos na arrogância de Sócrates e seu bando de desgovernantes.
Mas, os números do desemprego em Vila Viçosa estão aí e desejamos que não piorem, porque agora, com outra força política na Câmara, a culpa mudou de noivo, mas solteira não ficará certamente.




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

O PSD vem esclarecer a população do Concelho de Vila Viçosa, sobre as acusações gravíssimas que o empossado Presidente da Câmara dirigiu ao PSD no seu discurso de posse.

No discurso de posse o empossado Presidente da Câmara Municipal, acusou o PSD de por baixo da mesa, ocultamente e anti-democraticamente tentar subverter o resultado eleitoral.

Míope estará o senhor Presidente, porque o eleitorado só deu ao Partido Socialista maioria absoluta na Câmara Municipal.
Esta arrogância e autoritarismo do empossado Presidente da Câmara, não mete medo ao PSD, que reflecte uma visão da democracia muito própria do seu Chefe Sócrates (note-se que estava presente a sua Chefe distrital Sua Excelência a Senhora Governadora Civil, a quem o empossado Presidente no seu discurso era preciso mostrar serviço), deu-se ao luxo de chamar ao Partido a que pertenceu durante muitos anos e a quem muito deve, de trabalhar por baixo da mesa e com comportamento antidemocrático, por fazer um simples acordo democrático com a CDU (o que chamaria o empossado Presidente do acordo tentado em Lisboa pelo Dr. António Costa (PS) com a CDU??) para ocupação dos cargos nas juntas de freguesia em que não teve o Partido Socialista maioria absoluta como foi as Juntas de Conceição, S. Bartolomeu e São Romão.

Faltou à verdade o Senhor Presidente da Câmara. Já??

A verdade é muito simples:

O Partido do empossado Presidente da Câmara, o Partido Socialista (na história de ser independente já ninguém acredita), andou a negociar um acordo político global para o Concelho de Vila Viçosa com o PSD para ocupação dos cargos nas Juntas de Freguesia de Conceição, São Bartolomeu, S. Romão e Assembleia Municipal.

Desconhecendo o PSD, as razões políticas, o Partido Socialista à última da hora denunciou o acordo como inviável.

O empossado Presidente da Câmara desconhecia a negociação do acordo?? Então o PSD só é anti-democrático com os outros partidos e quando negoceia com o PS é que é democrático??

Anti-democráticamente andou o Partido Socialista, que não tendo capacidade de diálogo com os outros partidos, comprou um voto de um eleito da CDU, que por sinal é funcionária da Câmara (o que teriam oferecido, o futuro o dirá), para que votasse ao lado do Partido Socialista, garantindo essa eleita da CDU (grande democracia) uma maioria absoluta em Conceição que o resultado eleitoral não deu ao Partido Socialista.

Para não se falar no que foi proposto ao eleito do CDS para a Assembleia Municipal para fazer maioria com o Partido Socialista na eleição para a Mesa da Assembleia que faria corar de vergonha o Chefe Sócrates.

Afinal de contas quem trabalhou por baixo da mesa??

O PSD fez jogo democrático. E o PS??

A Comissão Politica Concelhia do PSD

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CAMPANHA LARANJA - 2009












REPETIÇÃO DO DEBATE NA RÁDIO CAMPANÁRIO

Repetição do debate entre candidatos à Câmara de Vila Viçosa, hoje, quinta-feira, às 18.00 horas.

Pode ouvir aqui ou na sua rádio (90.6 FM)