terça-feira, 26 de agosto de 2008

ESCONDER O QUE TEMOS, PORQUÊ?

Se há coisa que continua a intrigar os calipolenses, é o continuado crescimento de arbustos e aloendros na envolvente ao seu castelo, que ali foram dispostos propositadamente.

Não na parte traseira e virada à fronteira, mas sim na frente ocidental, a que está virada para a Praça grande da vila, que se vai encher de gente em breve durante a tradicional largada de touros da Festa dos Capuchos.

Alguém já deveria ter procurado explicar aos calipolenses quais os benefícios que decorrem de esconder o património histórico de Vila Viçosa dos visitantes que assim passam por e não se dão conta da sua existência.

Alguém já deveria ter vindo explicar qual a responsabilidade das várias entidades não apenas na manutenção, mas na configuração do layout circundante aos monumentos, neste caso o Castelo de Vila Viçosa.

É ou não a Câmara de Vila Viçosa quem tem a maior responsabilidade por esta situação, ao permiti-la e ao não actuar directa e indirectamente através dos mecanismos de que dispõe nas várias frentes?



Acreditamos que não seja necessário esperar por uma classificação da UNESCO sobre o património, para tratar dele nas suas mais elementares fucionalidades, entre as quais a da visibilidade.

O que está a suceder, pode ser de difícil explicação da Câmara Municipal, mas tenham a certeza que é ainda mais difícil a compreensão dos calipolenses.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM VILA VIÇOSA



Anónimo disse...

Um dos grandes problemas com que Vila Viçosa se tem debatido nos últimos anos é a falta de agua. Passados alguns anos continuamos a padecer dos mesmos males.

Tive o cuidado de consultar o programa autárquico do PSD que na anterior campanha autárquica alertou para este grande problema da nossa terra e apresentou soluções, que passavam por integrar um conjunto de Câmaras que através da Empresa Aguas Centro/Alentejo iria efectuar a captação de agua da Barragem do Alqueva, seguindo numa conduta por todos os municípios que a ela se associassem.

Como sempre Vila Viçosa ficou de fora.

Raro vai sendo o dia que nos levantamos e nem pinga de agua nas torneiras, fica a restauração prejudicada, (podendo inclusivé por em causa a saude publica) ficam os munícipes condicionados com os erros de quem manda mal.

18 de Julho de 2008 16:32

AJUDAVA, MAS NÃO É DETERMINANTE PARA O ESSENCIAL.



«O Palácio Ducal, o castelo e os antigos conventos dos Agostinhos e das Chagas são alguns dos mais significativos monumentos que Vila Viçosa pretende inscrever na categoria de Património Cultural da Humanidade.
Em finais do ano passado, diversos especialistas portugueses e estrangeiros debateram o percurso deste projecto que, à partida, não conta com qualquer reserva por parte do Ministério da Cultura.»





UMA CANDIDATURA ONDE FAZIA SENTIDO A PRESENÇA DE VILA VIÇOSA


domingo, 10 de agosto de 2008

POR CÁ NÃO HÁ VIAGENS PARA TODOS, À CONTA DA CÂMARA?

No Alandroal, não se brinca em serviço: hotel de 5 estrelas, para evitar dores de costas.

sábado, 2 de agosto de 2008

HÁ QUEM NÃO APRENDA COM OS ERROS ...



Errar é natural e humano, mas quando os dirigentes partidários não aprendem com os erros e repetem sistematicamente os mesmos, já parece mal, mais ainda quando acarretam prejuizos acumulados para o partido que representam, bem como para os concelhos alentejanos, nomeadamente os do distrito de Évora.

Com os resultados do concelho de Évora nas últimas autárquicas, parece o PP nada ter aprendido. Relativamente a Vila Viçosa, acontece o mesmo, agora, em 2009, como se a perda de 78% de votos do PP em 2005 (o PSD perdeu apenas 12%), nada significasse.




Um partido reduzido a 103 votos nas últimas eleições autárquicas em Vila Viçosa, ainda representa algo parecido com essa designação? Esse resultado dá-lhe força e inspiração em vez de humildade para procurar construir pontes com outras forças políticas locais?

Ou será que a estratégia actual é a repetição da que foi seguida em 2005, quando o então (já malogrado) candidato do PP referia: "Concordo globalmente com a gestão da CDU na Câmara de Vila Viçosa"?


O PSD só pode considerar, a partir desta candidatura descabida (depois de particularmente vários sinais terem sido dados quanto à possibilidade de outro tipo de atitude face ao PSD) do PP à CM de Vila Viçosa (bem menos forte do que outras anteriores protagonizadas por figuras de dimensão nacional - recorde-se Jorge Ferreira), que o objectivo da mesma não seja a eleição de qualquer vereador, mas apenas a manutenção da maioria absoluta da CDU.


É caso para dizer: PP, quem te viu e quem te vê.


VILAS COM INICIATIVA NA VALORIZAÇÃO DA HISTÓRIA


Texto da notícia:

Multidão no arranque da Feira Medieval

Pelo início da festa, ontem, já se adivinha uma semana com milhares de pessoas a percorrerem as ruas do centro da cidade de Santa Maria da Feira e a deleitar-se com todos os pequenos detalhes a atirar para a época medieval.

A 12.ª edição da Viagem Medieval começou, ontem, à tarde, em Santa Maria da Feira. Ainda se davam os últimos ajustes naquele que é um dos maiores eventos que recriam as vivências da Idade Média e já os primeiros forasteiros se mostravam rendidos ao cenário que os rodeia.

"Isto está um espectáculo". A afirmação pertence a Pedro Santos, um dos primeiros visitantes, vindo do Porto, que se mostrava extasiado com as dezenas de personagens medievais que percorriam a zona do burgo e as muitas iniciativas de animação que decorriam em simultâneo.

"O mais difícil é decidir por onde começar", confessava, enquanto "disparava" freneticamente a máquina fotográfica a cada momento que surgia uma personagem trajada a rigor. "Devia ter trazido um cartão de memória com mais capacidade para a máquina, que isto não vai dar para nada", confessava perante tanto motivo de interesse. "Vou ter que vir noutro dia e trazer uns amigos, porque nunca vi nada igual", concluiu.

Pouco minutos após a hora oficial na abertura (17.30 horas), já os visitantes se espalhavam em grande número pelas ruas de acesso ao castelo ou na zona envolvente às piscinas municipais.

Paravam, boquiabertos, junto à tenda da dança do ventre ou aplaudiam efusivamente os grupos de música que, trajados a rigor, interpretavam composições da época. No burgo, onde se encontram as tabernas, o cenário fazia também antecipar grande enchente para a primeira noite. A hora do jantar ainda vinha longe, mas os forasteiros não resistiam ao cheiro do porco assado no espeto e formavam as primeiras filas.

No recinto era, ainda, visível, um número pouco habitual de pessoas trajadas com o vestuário característico da época. Um objectivo pretendido pela organização e que começa a ser notado. A procura de vestuário junto da loja que a organização disponibilizou tem registado uma afluência elevada, inclusive, por arte de cidadãos de outros locais do país.

Os únicos rostos insatisfeitos, próximo do perímetro da festa, eram os de alguns moradores. Muitos carros de visitantes estavam estacionados indevidamente, em cima de passeios e até a bloquear entradas. "Gosto muito da Viagem Medieval, mas vou começar a pensar em tirar ferias nesta altura", lamentava-se alguém.

SALOMÃO RODRIGUES
publicado a 2008-08-01 às 23:04