terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA AO JORNAL REGISTO (TEXTO COMPLETO)


1 - Motivos que levaram a avançar com esta candidatura em Vila Viçosa?

Fazer política significa influenciar a construção do futuro dos locais e seus contextos, sejam eles locais, regionais, nacionais ou mesmo mais amplos. Significa prosseguir uma missão de serviço público, de contributo para a construção de um futuro colectivo, colocando ao serviço do interesse comum as capacidades individuais.

Fazer política significa ter desprendimento, não depender da política para sobreviver economicamente, não entender a política como veículo de promoção pessoal. Significa não ser oportunista, mas sim aproveitar a oportunidade de contribuir para a construção de um futuro mais risonho para os nossos filhos.

Fazer política significa colocar ao serviço do futuro coletivo a experiência acumulada em contextos mais vastos e complexos. Significa não estar dependente dos benefícios, mas antes ter construído uma sólida carreira profissional que pode ser mobilizável para uma causa que pretende contribuir para a construção de um futuro melhor.

A decisão de intervenção política no município de Vila Viçosa só acontece depois de garantido o desprendimento e não dependência da mesma actividade, que só se conseguem com autonomia profissional e económica da actividade política de quem já atingiu as posições de topo dos seus percursos profissionais e considera que o contributo da experiência adquirida poderá ser relevante para o concelho onde praticamente nasceu, cresceu desde os poucos meses de idade, estudou e residiu e sempre esteve próximo.

2 - O que é um bom resultado nas próximas eleições? O facto de viver em Évora beneficia ou prejudica as expectativas de um bom resultado?

Sou de Vila Viçosa para todos os efeitos, pois os meus pais já trabalhavam naquele concelho quando nasci (no concelho de Alandroal), tendo crescido em Vila Viçosa desde os poucos meses de idade, frequentado o ensino primário, preparatório e secundário, primeiro nas antigas instalações das cocheiras do Paço Ducal (local onde o meu avô paterno foi militar) e mais tarde nas novas instalações daquela que é hoje a Escola Secundária Públia Hortência de Castro, que com os meus colegas inaugurámos já no 12º ano de escolaridade.

Resido oficialmente em Évora por motivos profissionais mas sempre mantive as ligações e os laços a Vila Viçosa onde residem os familiares ascendentes meus e da minha esposa, pelo que a frequência de deslocações foi sempre pelo menos semanal ao longo dos anos, quer para visita aos familiares, quer para transporte dos filhos para casa das avós durante os períodos de interrupção escolar.

A questão da pertença e da identidade calipolense é por isso uma falsa questão.

As expectativas quanto ao resultado eleitoral autárquico são animadoras pelo facto de a CDU já ter tido tempo mais que suficiente para desenvolver as suas soluções para Vila Viçosa (12 anos), sendo o momento de dar lugar a projectos alternativos.

Tal significa que, se os calipolenses decidirem confiar numa alternativa segura e credível para gerir os destinos do município nos próximos anos, o PSD estará pronto a assumir a confiança nele depositada de, através de uma equipa jovem, com competências diversas e complementares, dirigir o executivo municipal e proporcionar as condições de mudança necessárias à construção de um futuro diferente e mais promissor para o concelho de Vila Viçosa e seus habitantes.

No entanto, se os calipoleneses considerarem, por qualquer outra forma de expressão, que a presença do PSD na composição do executivo municipal se revela determinante para contribuir no processo de construção do futuro do concelho, os eleitos em listas do PSD não enjeitarão as suas responsabilidades nem a confiança que os eleitores neles depositarem e tudo farão para, de uma forma articulada e coerente ao nível dos vários órgãos autárquicos (freguesias, Assembleia Muncipal e Câmara), assumirem o seu mandato até ao fim, numa perspectiva de continuidade e de construção de soluções de futuro para o concelho, propondo e defendendo em todos os palcos as soluções que considerem mais adequadas e que respeitem os seus programas eleitorais aos diversos níveis.

3 - Vila Viçosa já foi uma câmara gerida pelo PSD. Pode voltar a ser em 2009? Como é que a candidatura foi aceite pela concelhia do PSD?

Vila Viçosa é um concelho cuja população revelou sempre aos longo de todos os actos eleitorais desde 1974 saber distinguir claramente qual o objectivo e as consequências de cada um dos diferentes actos, símbolo de elevada maturidade política.

Tal maturidade foi determinante em eleições autárquicas que deram crédito a opções políticas do PSD traduzidas em propostas eleitoriais apreciadas favoravelmente pelos calipolenses.

A experiência então vivida pela gestão do PSD na Câmara Municipal ainda hoje está registada na memória dos calipolenses que sentem algum desânimo e mesmo frustração pela estagnação que se foi instalando a partir dessa experiência, fruto do cansaço e do esgotamento do projecto da CDU ao fim de 12 anos, o qual nunca foi suficientemente ousado, diga-se.

Neste contexto, justifica-se claramente, sem choque nem radicalismos, que outros projectos, outras ideias e outras perspectivas de futuro (nomeadamente do PSD, que já provou ser capaz e competente) possam merecer a confiança dos calipolenses ao fim de 12 anos de mandatos da CDU que, tendo realizado o que podia de acordo com as suas opções, perdeu efectivamente a dinâmica necessária à construção do futuro, antes se limitando à gestão e manutenção do poder, o que significa estagnação.

As estruturas concelhias do PSD procuraram o perfil de candidato que consideram mais ajustado à corporização de um projecto de mudança autárquica. Seguiram os procedimentos internos estipulados no partido e obtiveram dos militantes do PSD de Vila Viçosa a aprovação da sua opção, com o consequente envio da proposta para os órgãos decisórios a quem compete, aos níveis regional e nacional a validação das opções locais.

4 - Nas ultimas autárquicas tiveste enquanto cabeça de lista à AM de Évora um papel importante na candidatura do PSD. Tens liderado a intervenção política do PSD no concelho. O facto de ires para Vila Viçosa tem a seguinte leitura: o actual vereador ficou mais isolado. Concordas com isso?

Como primeiro eleito nas listas do PSD à Assembleia Municipal de Évora nas eleições autárquicas de 2001 e liderando um grupo municipal de apenas 2 membros eleitos entre 21, considero ter contribuido de forma positiva para a revitalização do "grau zero" a que o PSD se reduziu naquele acto eleitoral.

O esforço traduziu-se numa insistente e consistente afirmação de propostas credívelmente contributivas para o concelho de Évora. Os eborenses reconheceram tal esforço através de uma aposta no PSD nas eleições autárquicas de 2005, nas quais o PSD foi o único partido a crescer na Assembleia Municipal (+19%), bem como na Câmara Municipal (+40%), traduzido na eleição do vereador António Dieb, então Presidente da CPS de Évora e hoje Presidente da Distrital.

Ora, se é verdade que o trabalho dos eleitos do PSD à Assembleia Municipal foi mais intenso no mandato de 2001-05 para colmatar a ausência do PSD no executivo municipal. já no actual mandato a mesma intervenção tem resultado mais aliviada, em contrapartida ao trabalho desenvolvido pelo vereador António Dieb que representa o PSD na Câmara Municipal de Évora.

Diga-se que o vereador do PSD, hoje fiel da balança na Câmara de Évora desenvolveu ao longo deste mandato um notável trabalho, isento, ponderado, sempre associado às necessidades do concelho e ao apoio às soluções que considera mais adequadas para as mesmas. Nunca em Évora algum vereador em igual posição política se havia confrontado com igual complexidade de mandato, nem havia revelado a habilidade, responsabilidade e espírito de construção que António Dieb demonstrou ao longo dos últimos 4 anos, prestigiando o PSD ao nível que hoje é amplamente reconhecido e que indicia merecer um substancial acréscimo da confiança do eleitorado eborense no próximo acto eleitoral autárquico.

O PSD do concelho de Évora parece estar no bom caminho, a avaliar pelos mais recentes anos, podendo tais modelos de prática política ser estendidos e alargados a outros concelhos do distrito de Évora, na mesma linha de integridade, espírito de dedicação, isenção e capacidade de intervenção que o PSD tem vindo a construir a partir de Évora e que servirão certamente de inspiração aos candidatos no próximo acto eleitoral autárquico. Estarei na linha da frente da sua adopção e prática, em Vila Viçosa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

APROVADO CANDIDATO AUTÁRQUICO EM VILA VIÇOSA

José Palma Rita, 44 anos, Licenciado e Mestre em Sociologia e Desenvolvimento Regional, é o candidato que os militantes do PSD de Vila Viçosa aprovaram, no passado sábado, para encabeçar a lista de candidatos à Câmara Municipal, por proposta da Comissão Política concelhia.

Tendo crescido e estudado no concelho até à sua mudança para Évora onde frequentou a Universidade e hoje trabalha no Instituto do Emprego e Formação Profissional, o candidato designado aguarda agora a aprovação das estruturas regionais e nacionais do PSD para apresentar propostas orientadas para «uma nova dinâmica de alternativa aos protagonistas que presidem à Câmara há 12 anos consecutivos».



Apostando numa candidatura que pretende «valorizar a cultura e o património em benefício do turismo, enquanto pilar determinante do desenvolvimento do concelho e geração de novos empregos», área em que se especializou como consultor da Comissão Europeia, para a qual tem vindo a proceder à avaliação nacional de Programas de Iniciativa Comunitária, José Palma Rita já dirigiu do Centro de Emprego de Évora do IEFP, chefiou a Divisão de Certificação Profissional e foi Delegado Regional do Alentejo daquele Instituto Público.

Com mais de 20 anos de experiência profissional que agora propõe colocar ao serviço do concelho onde cresceu e estudou, o actual Presidente da estrutura concelhia do PSD de Évora e primeiro eleito do partido à Assembleia Municipal de Évora desde 2001, considera ser necessário «imprimir um ritmo mais intenso à captação de investimento para Vila Viçosa, aproveitando as infra-estruturas industriais existentes», com base numa aposta de construção e projecção de uma imagem mais amigável do concelho, a cujo município se exige «um apoio mais estruturado e consistente ao investimento», trabalho esse que é indispensável à «revitalização da actividade extractiva e transformadora dos mármores», vital ao emprego no concelho.

Detentor de experiência que passa pela vida académica como docente e investigador do Ensino Superior Universitário, colaborador de várias revistas técnicas e científicas, autor e coordenador de variada obra publicada, o candidato aponta ainda «estar esgotada a obra e projecto do actual executivo», que marcou o seu tempo e obra realizada em infra-estruturas básicas mas que não foi mais além do que isso.

A necessidade de recuperar uma importância económica e cultural que Vila Viçosa tem vindo a perder, justifica que o candidato acredite ser possível que os calipolenses venham a «dar oportunidade a soluções diferentes, mais ousadas e imateriais, apostando na promoção da imagem do concelho e na valorização turística do mesmo», de forma a atrair novos residentes, mais investimento, novas empresas e mais emprego, sem perda de «qualidade de vida e da garantia de elevados níveis de coesão social».

Vila Viçosa, 18 de Fevereiro de 2009

A COMISSÃO POLÍTICA DE VV DO PSD



domingo, 15 de fevereiro de 2009

CULTURA E EQUIPAMENTOS DE LAZER EM VILA VIÇOSA


A notícia de que o município de Vila Viçosa vai construir em 2009 a Biblioteca e o Arquivo Municipal, num investimento de cerca de 2,4 milhões de euros, é uma boa notícia para o Alentejo em geral e para os calipolenses em particular.

Se a localização (o edifício vai ser construído junto ao Museu do Mármore, instalado na antiga estação de caminho de ferro) pode ser discutível, decidida pela CDU e pelo PS que têm assento no executivo municipal, a iniciativa em si, só pode merecer toda a concordância e apoio dos calipolenses que terão ao seu dispor mais um equipamento de cultura para servir a população em geral, e, em particular, a população escolar do concelho, a acrescentar ao Arquivo Histórico Municipal, à Biblioteca Florbela Espanca e ao Arquivo da Casa de Bragança.

Se é verdade que com 12 anos de mandato da CDU, a notícia da obra peca por tardia, também não deixa de ser de referir a sua relevância intemporal, antes justificando a discussão sobre a qualidade do actual ambiente cultural e de lazer de Vila Viçosa, incluindo os seus equipamentos de apoio a tais condições:

Do ponto de vista do desenvolvimento integrado e equilibrado de um concelho como Vila Viçosa, a qualidade do ambiente cultural e de lazer assume uma dupla importância, decorrente, por um lado, do seu contributo directo para a atractividade turística e comercial de visitantes externos e, por outro lado, da imagem de atractividade que o concelho consiga transmitir aos quadros altamente qualificados que optem por nele trabalhar e residir, conquistados pela qualidade ambiental em que podem viver e proporcionar aos seus filhos.

Por isso, justifica-se a discussão em torno do grande tema que é o das condições proporcionadas pelo concelho de Vila Viçosa, do ponto de vista cultural e de lazer, para atrair novas empresas e empregos para os jovens recém-licenciados ou quadros experientes, altamente exigentes quanto à qualidade do ambiente cultural e de lazer que podem proporcionar à sua famíliaface a outros locais que os assediam para fixação, no quadro de uma crescente e desenfreada competição dos vários locais (concelhos e regiões) pela sua fixação:

Se no âmbito histórico-patrimonial, Vila Viçosa é uma referência no Alentejo e no país, já quanto à animação e atractividade desse património em benefício da valorização da imagem do concelho, parece haver um trabalho ainda incipiente e um ainda longo caminho a percorrer.

O mesmo é de supor quanto às condições de exercício de um lazer cultural com alguma erudição, na medida em que a oferta de actividades culturais desse tipo (que se coadunam perfeitamente com a dimensão histórica do local e por isso mesmo poderiam afirmar-se como distintivas) deixam ainda muito a desejar.

É por isso legítimo questionar se, ao fim de 12 anos de gestão municipal da CDU, a qualidade, quantidade e frequência da actividade cultural do concelho melhoro substancialmente ou não.

Não temos dúvidas de que alguma coisa terá melhorado. Mas, a discussão deve sim colocar-se quanto ao grau e intensidade desse melhoria, à luz de um período ininterrupto de 12 anos de exercídio de poder autárquico pela mesma força política.

Em 12 anos, a cultura e o lazer mudaram substancial e significativamente para melhor em Vila Viçosa, ou nem por isso?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Segundo a Rádio Diana


No site da Câmara Municipal de Vila Viçosa, podem ler-se, sobre o concurso "Vila Viçosa Florida", os seus fundamentos:

Durante séculos, o nome de Vila Viçosa foi vinculado aos jardins, aos pomares, às árvores e às flores que assomavam pelos muros das casas do aglomerado urbano, como promessa do vergel que crescia dentro.

É precisamente essa imagem florida de Vila Viçosa, com belos jardins, com ruas ornadas de flores e com os adornos florais nas janelas e portas, que muitos autores e poetas cantaram, que se deve preservar e recuperar, enquanto instrumento fundamental da compreensão e do reforço da preservação da identidade cultural calipolense.

Para isso, a Câmara Municipal de Vila Viçosa, à semelhança, aliás, do que aconteceu o ano transacto, está a organizar o Concurso “Vila Viçosa Florida” 2009.

Os objectivos centrais deste projecto consistem em embelezar com flores as ruas, as portas, janelas, varandas e sacadas dos prédios, assim como reabilitar uma importante memória colectiva e um suporte do seu quadro de referências e de valores, numa terra que foi sempre conhecido pela beleza e pelos seus espaços verdes.

O Concurso reveste duas modalidades: Prédio mais florido e Rua mais florida.

As inscrições são gratuitas e a Câmara Municipal cede aos interessados conjuntos compostos por vaso, suporte metálico, terra e plantas. As inscrições deverão ser formalizadas na Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Vila Viçosa, entre 2 de Fevereiro e 13 de Março, onde os interessados poderão obter quaisquer esclarecimentos.