sábado, 20 de março de 2010

DESEMPREGO EM VILA VIÇOSA - REQUERIMENTO AO PRESIDENTE DA CÂMARA



Após divulgação dos dados oficiais do desemprego referentes a Fevereiro/2010, dos quais certamente a Câmara Municipal de Vila Viçosa ainda não tem conhecimento, vimos aqui dar conta dos mesmos.

Acreditamos não ter a Câmara Municipal conhecimento dos mesmos pelo facto de, por um lado, sendo socialista, seguir a mesma linha do Governo, varrendo o desemprego para debaixo do tapete sob a desculpa repetida desde há 8 meses consecutivos de que a estagnação do cresimento do desemprego estará próxima, apresar de termos hoje em Portugal mais 71.000 desempregados do que quando nasceu essa esperança ainda não revelada à luz lusitana ou calipolense.

Por outro lado, todos nos recordamos do estranho desempenho do actual Presidente da Câmara de Vila Viçosa num debate entre candidatos na Rádio Campanário durante a última campanha eleitoral autárquica, quando, acossado pelos seus opositores sobre o crescimento do desemprego resultante da governação socialista, ter invocado uns números de que só ele dispunha (provenientes do Centro de Emprego, imaginamos que o de Estremoz, talvez a título de favor e recebidos em alguma reunião na sede distrital do PS pelo Director do Centro de Emprego que foi nomeado pelo Governo socialista), mostrando que afinal o desemprego não tinha crescido em Vila Viçosa.

Ora, a avaliar pelas mais recentes estatísticas, públicas, porque publicadas e disponíveis para consulta em site que apresentamos como fonte, acessíveis ao mais leigo utilizador das NTIC, o desemprego cresceu em Vila Viçosa, desde o mês de Fevereiro de 2005, mês em que se realizaram eleições legislativas, ganhas pelo PS:

  • +24% de desempregados com o Governo PS;

  • +40% de desempregados jovens com o Gov. PS;

  • +100% de desempregados com habilitações de nível superior com o Governo PS, aumentando de 10 para 20, numa proporção de crescimento que representa o dobro da observada no Alentejo (já de si elevada: +50%). A estes valores há que juntar existência de 84 desempregados habilitados com o ensino secundário, no concelho;

  • +19% de desempregados de longa duração;
Em Fevereiro de 2010, inscreveram-se no Centro de Emprego de Estremoz 65 novos desempregados, enquanto que o número de colocados em ofertas de emprego foi apenas de 10% disso (6), revelando bem a falta de dinamismo da economia local na geração de oportunidades de emprego que evitem o crescimento do desemprego e possam mesmo contribuir para a sua diminuição.

Mas, se tomarmos em consideração o início da manifestação da crise em Portugal (Dezembro de 2008), os valores do desemprego em Vila Viçosa são ainda mais angustiantes, embora pareçam indiferentes ao Presidente da Câmara de Vila Viçosa que, ou por desconhecimento, ou por incapacidade de leitura dos mesmos, nada refere sobre este flagelo que afecta o concelho da forma seguinte, desde o início da crise:

  • +74% de desemprego em Vila Viçosa;

  • +31% de desemprego no Alentejo;

  • +161% de desempregados homens em Vila Viçosa;

  • +44% de desempregados homens no Alentejo;

  • +31% de desempregados mulheres em Vila Viçosa;

  • +20% de desempregados mulheres no Alentejo;

  • +56% de desempregados jovens em Vila Viçosa;

  • +18% de desempregados jovens no Alentejo;

  • +43% de desempregados com habilitações superiores em VV;

  • +7% de desempregados com habilitações superiores no Alentejo;

  • +119% de desempregados de longa duração em VV;

  • +47% de desempregados de longa duração no Alentejo; 

Ora, ao Senhor Presidente da Câmara de Vila Viçosa, que tão voluntarioso se mostrou nos debates radiofónicos a acusar o candidato do PSD de ter feito aumentar o desemprego em Vila Viçosa, com base em números desconhecidos que só ele conhecia (coisa que só poderia acontecer se fornecidos de forma privilegiada pelo Centro de Emprego aos candidatos do PS), requere-se agora que questione o Director do Centro de Emprego de Estremoz, sobre as razões explicativas do facto desta crise ter afectado mais Vila Viçosa que o Alentejo.

Tínhamos a esperança de que Vila Viçosa pudesse beneficiar alguma coisa da governação socialista, protegendo um concelho que, sendo dos mais industrializados do país e mesmo um dos raros que, no Alentejo, mantém pujante o sector secundário da sua economia em matéria de emprego, na sequência das declarações do chefe do Governo indicando que Portugal foi um dos países que, na União Europeia, melhor resistiu à crise.

Acreditamos que o Centro de Emprego local tudo tenha feito pelo nosso concelho, tal como fez pelos outros, indiferente às cores autárquicas que a população escolheu e legitimou eleitoralmente. Já chega o que lá vai de privilégios do Governo aos nossos vizinhos com a elevação de Borba a cidade, matéria sobre a qual nunca ouvimos uma palavra aos actuais eleitos pelo PS na Câmara Municipal, estranhamente.

Mais requeremos ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa que informe a população sobre quais as medidas que pretende tomar, localmente, com vista a combater o desemprego que se situa num dos mais elevados níveis de que há memória, contornando, com os instrumentos de política local autárquica a ineficácia do plano de emprego público anti-crise e a incompetência ou má vontade do Governo socialista em ajudar o concelho de Vila Viçosa na criação de novos empregos.

Senhor Presidente da Câmara Municipal, requeremos-lhe que não iluda os calipolenses com a vinda de Sócrates ao Paço Ducal anunciar milhões para redes de nova geração que não criam qualquer novo posto de trabalho em Vila Viçosa, onde há 327 desempregados, 20 deles com qualificações de nível superior e 84 com o ensino secundário.

Não iluda os calipolenses com uma maquete de projecto de ópera em pedreira, que não criará novos postos de trabalho nem encontrará financiamento público num país que tem hoje 117% de dívida externa fruto da desastrosa gestão do partido ao qual o senhor se juntou agora.

Há que esclarecer os calipolenses, e é isso que requeremos, sobre quais os projectos concretos e as medidas que a Câmara Municipal pretende empreender nos próximos 3 anos (este já vimos que nada de novo acarreta, como revela o plano de actividades), que vão para além do termo das obras do anterior executivo da CDU (blibloteca) e que nada dinamizam no emprego local, ou da demolição dos centros culturais de S. Romão e de Bencatel, ou da casa mortuária de Vila Viçosa, que, na mesma linha, nada de novo, nem de bom contribuem para a qualidade de vida da população ou para a criação de novos empregos.

Pedimos deferimento e, já agora, governação efectiva, que de conversa mole estamos nós fartos de Sócrates com os resultados que conhecemos. Ou o Senhor Presidente da Câmara Municipal também é a favor deste PEC que castiga a classe média, as pequenas empresas de Vila Viçosa e os mais carenciados, entre eles os 327 desempregados?

Pode aproveitar para, nos esclarecimentos, acrescentar a indicação das medidas de apoio às famílias carenciadas que a Câmara já tomou ou vai tomar para ajudar a combater a crise, que todos os especialistas dizem (acreditamos neles mais que no Governo e temos fé que o Presidente da CM ainda dê mais ouvidos à razão que à propaganda) se vai agravar ainda mais nos próximos anos ...

quinta-feira, 18 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

O TRÂNSITO JUNTO ÀS ESCOLAS NÃO PODERIA MELHORAR?

Estando em curso as obras de requalificação da Escola Secundária, talvez fosse altura de que a Câmara de Vila Viçosa, antes de as mesmas ficarem prontas,e aproveitando o momento de retoma da normalidade do funcionamento das coisas por aquelas bandas, estudasse formas alternativas de circulação do trânsito pela conhecida "Azinhaga do Reguengo", hoje denominada Rua Horta do Reguengo.
Na verdade, aquela via apenas tem um sentido de trânsito, conduzindo a um excessivo movimento de viaturas junto à superfície comercial Intermarchê na Rua D. Carlos, única via de saída a quem vai deixar ou buscar os filhos às Escolas C+S e Secundária.
A consequência dessa elevada frequência de trânsito em ruas que para tal não foram dimensionadas (mas antes para albergar o estacionamento dos residentes), conduz a frequentes acidentes rodoviários, apara além de um significativo incómodo a quem é obrigado a fazer tão larga volta, desviando-se de um percurso que poderia ser bem mais curto, rápido e menos acidentado.
À Câmara Municipal cabe a tarefa de encontrar alternativa, nomeadamente no que se refere ao terreno oposto à localização da superfície comercial Lidl, junto ao muro do Palácio, o qual necessita de alguma qualificação utilitária, pois o abandono a que foi exposto em nada dignifica a entrada no centro urbano, pelo sentido Norte.